Meio ambiente

Simulação de vazamento de gasolina na capital paulista

Redação/Agência Brasil
13/06/2017 17:09
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Hoje, 13/06 a Transpetro realizou treinamento com cerca de 40 moradores do bairro Jardim Esmeralda, na região do Butantã, zona oeste da capital paulista, durante simulação de vazamento de gasolina causado por uma tentativa de furto de combustível em um duto. O objetivo foi o de preparar a comunidade para situações de emergência, além de alertar a população para os riscos de incêndios e explosões durante as tentativas de furto.

Segundo a Transpetro, em 2016 foram identificados 72 furtos ou tentativas de furto em todo o país. No estado de São Paulo foram em média três por mês. De janeiro a maio de 2017, a Transpetro registrou 78 furtos ou tentativas de furto, sendo que em São Paulo foram 27. De acordo com a empresa, caso os moradores das áreas próximas aos dutos percebam alguma movimentação estranha, devem entrar em contato com a empresa pelo 168, número gratuito que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana.

De acordo com a Transpetro, em São Paulo há 78 municípios por onde passam dutos da empresa. Os moradores devem comunicar à companhia caso vejam tratores ou veículos pesados perto da faixa de dutos, além de obras e construções, pessoas trabalhando sem o uniforme da Transpetro, presença de carros e pessoas com mangueiras e outros equipamentos e caminhões de combustível nesses locais, bem como cheiro forte de combustível na área.

Segundo o gerente-geral de Segurança e Contingência da Transpetro, Nelson Barboza, a grande preocupação é com os riscos que ações de ladrões podem gerar para a comunidade, comprometendo todos no entorno. Por isso, a Transpetro tem feito um trabalho de monitoramento e prevenção em busca de que isso não aconteça.

“No exercício simulado, pudemos mostrar nossas técnicas e estratégias para evitar que haja um problema maior com a comunidade. Somos vítimas nesse processo, que está demandando muito trabalho. Estamos preocupados, não só com a comunidade do entorno, como com a integridade dos nossos funcionários que estão atuando, com o meio ambiente e nossas instalações".

De acordo com o gerente de emergências químicas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesp), Jorge Luiz Gouveia, em qualquer situação de risco, o órgão ambiental é acionado e uma equipe é mobilizada, dependendo da gravidade da situação. “Isso é acompanhado passo a passo. Além da questão da segurança, tem a questão ambiental, que às vezes se desenvolve no primeiro momento. Outras vezes acontece depois da emergência. Os principais danos podem ser a contaminação da água e do lençol subterrâneo”.

Simulação

Durante a ação, foi simulado um acidente com rapazes que tentavam furtar o combustível com o equipamento usado para perfurar o cano sendo lançado contra eles. Um deles caiu e tropeçou durante a fuga, caindo desacordado. A gasolina vazou do duto, gerando risco de explosão. No mesmo momento, alguém da comunidade entra em contato com a emergência da Transpetro pelo número 168.

Em seguida, o duto é despressurizado remotamente, o local é isolado e a vítima é atendida e logo depois removida por uma ambulância. Os moradores são retirados das casas pelas Defesa Civil e os órgãos ambientais são informados sobre o vazamento para avaliar os impactos. As autoridades públicas e as empresas formam um comando unificado de emergência e barreiras absorventes são espalhadas para conter o derrame, enquanto é feito o monitoramento da atmosfera explosiva.

Logo depois são acionados caminhões vácuo para drenar a gasolina, o vazamento é fechado e são concluídos o reparo e a inspeção do duto violado, que volta a operar após os testes concluídos. A emergência é finalizada e as pessoas são autorizadas a voltar para casa. O solo contaminado é removido e levado para descontaminação.

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