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Valor Econômico
A alemã Siemens elevou ontem para € 40 bilhões a meta de receita com tecnologias verdes até 2014. A área fechou o ano fiscal de 2010, encerrado em setembro, com vendas de € 28 bilhões, ultrapassando os € 25 bilhões planejados para o ano que vem. A multinacional disputa a liderança deste mercado com a americana General Electric (GE).
A unidade de energias renováveis foi a que mais cresceu entre as 14 divisões do grupo no terceiro trimestre. "Temos aumentado consistentemente os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento em tecnologia verde. Em 2009, foram € US$ 1 bilhão. Em 2010, € 1,2 bilhão", disse o principal executivo mundial Peter Löscher, em entrevista por e-mail ao Valor. O valor, segundo ele, representa um terço de todos os investimento em P&D da Siemens, de € 4 bilhões.
As vendas de produtos e tecnologias verdes contribuíram, segundo a empresa, para a redução de cerca de 270 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) de seus clientes no mundo - valor semelhante às emissões de megacidades como Hong Kong, Londres, Nova York, Tóquio, Nova Délhi and Cingapura.
De acordo com om executivo mundial, a empresa terá na energia renovável seu "carro-chefe" nos próximos anos. "Nossos 31 mil pesquisadores entregam novas soluções todos os dias. Um exemplo disso é a nossa mais recente turbina a gás, que vendemos pela primeira vez aos Estados Unidos. Ela não é apenas a maior já construída, mas também a mais eficiente", disse.
A corrida para esses novos produtos reorientou os negócios da empresa nos últimos anos, que se desfez de negócios pouco atraentes do ponto de vista das megatendências - as necessidades do futuro. Nesse mesmo raciocínio, a empresa se voltou para aquisições vantajosas. Entre outras ações, a Siemens comprou, no ano passado, a israelense Solel Solar Systems, de energia térmica para a produção de eletricidade.
Com sede em Munique, a empresa diz ter a liderança na tecnologia eólica offshore, com mais de 500 turbinas instaladas. Investe também em sistemas de purificação de água. Para Löscher, países como Brasil, China e Índia, mas também a América do Norte, representam grandes oportunidades. "Mais que os países, nos importa as grandes cidades".
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