Investimentos

Shell quer o gás da Bacia de Santos e óleo na Sétima Rodada

O presidente da Shell Brasil, Vasco Dias, confirmou que a empresa formalizou interesse na parceria com Petrobras para atuar nos BS-400 e BS-500 e afirmou que o foco da Shell na Sétima Rodada é óleo.


29/08/2005 00:00
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O presidente da Shell Brasil, Vasco Dias, confirmou, nesta segunda-feira (29_08), que a companhia tem interesse em participar do desenvolvimento do campo de Mexilhão, situado no bloco BS-400, e dos possíveis campos de gás natural a serem descobertos nos blocos BS-400 e BS-500, na Bacia de Santos.
Segundo Dias, a Shell apresentou, há cerca de um mês, uma declaração formal à Petrobras evidenciando o interesse em formar parceria. A estatal ainda estaria analisando a proposta e a partir da aceitação, seriam discutidos os percentuais de capital e condições de contrato. O executivo declarou, ainda, que a participação da Shell pode ser conjunta à da Repsol, que já está em negociação com a Petrobras, embora ainda não haja definição sobre a atividade da companhia espanhola nos blocos. 
Apesar do interesse da Shell pelo gás de Santos, na Sétima Rodada a companhia prefere óleo. "Ainda estamos analisando os blocos oferecidos e dependendo das avaliações vamos escolher entre as ofertas de óleo e gás, mas o maior interesse é por óleo, ainda que a Shell seja muito forte na exploração e produção (E&P) de gás no mundo", afirma Dias.
O executivo comentou, ainda, que a empresa está muito otimista com o bloco BC-10, na Bacia de Campos. Dias espera que o bloco entre em produção em 2009. Atualmente, ele está em fase de análise de comercialidade e caso seja considerado comercialmente viável, o investimento da companhia no Brasil poderá subir de patamar a partir de 2007.
O plano de investimentos deste ano e de 2006 é da ordem de US$ 200 milhões por ano, no entanto, em 2007 este patamar poderia ser elevado devido aos investimentos para o desenvolvimento do BC-10. A companhia promete aumentar investimentos tanto no upstream, quanto downstram mantendo a divisão de 60% para upstream e 40% para downstream.
No setor de distribuição, a Shell vem perdendo participação de mercado desde 1998. "Queremos aumentar nossa participação no downstream novamente porque hoje o mercado de distribuição está melhor, mais bem regulamentado. Ainda não é o ideal, mas melhorou muito", comentou Dias, durante o evento promovido pela Câmara Britânica de Comércio (Britcham), onde apresentou a palestra "A Indústria de Petróleo e o Crescimento Econômico - O Desafio Brasileiro"
No mercado de distribuição, a Shell reduziu seu volume de distribuição no varejo em 3 milhões de m³, em quatro anos. No setor de E&P, a companhia produziu cerca de 50 mil barris por dia, em média, em 2004 e investiu mais de US$ 1 bilhão, desde 1998, com a participação em todas as rodadas de licitação e aquisição de 12 blocos exploratórios.

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