Evento
O secretário, José Lima de Andrade Neto, foi o convidado especial da 18ª edição do Café com Energia, nesta sexta-feira (30), na Firjan. Durante o Café, as Rodadas de Licitações de Blocos Exploratórios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a necessidade
Da redaçãoO secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, José Lima de Andrade Neto, foi o convidado especial da 18ª edição do Café com Energia, evento promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), nesta sexta-feira (30), na Firjan.
Engenheiro químico, 53 anos, Lima foi nomeado, em abril deste ano, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia. Formado pela Universidade Federal de Sergipe e mestre em Engenharia de Petróleo pela Colorado School Of Mines (EUA), é funcionário de carreira da Petrobras desde 1978. Desde maio de 2006 é gerente executivo de Petroquímica e Fertilizantes e presidente da Petroquisa, braço petroquímico da Petrobras que administra as participações da companhia no segmento. Nesse período, conduziu projetos importantes como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, Comperj, Petroquímica Paulínia e Petroquímica Suape.
Durante o Café, as Rodadas de Licitações de Blocos Exploratórios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a necessidade de rever o modelo de desenvolvimento do setor, sobretudo para sustentação de toda a cadeia da indústria, foram temas recorrentes.
Segundo Lima, a ANP tem condições técnicas de viabilizar Rodadas ainda neste ano. “Não há uma decisão de não fazer”, disse. “O que existe é uma grande discussão, na sociedade, no governo e na indústria, sobre o que fazer com o setor a partir de agora. Discussões que devem ser amadurecidas”, ressaltou.
“O Brasil está ganhando muita credibilidade no setor de petróleo. No momento, estão sendo levantadas várias polêmicas, há vários fatores novos (novas reservas, por exemplo) que surgiram e que precisam ser analisados e equacionados, mas tudo isso é normal”, avaliou. “Há uma expectativa da sociedade e das empresas”.
O secretário ressaltou que o Brasil vive um outro momento, completamente diferente de 10 anos, e que, justamente por isso, é hora de analisar e re-avaliar prioridades, metas e estratégias. “Os modelos estão mudando a nível mundial. A questão de government take (montante total das receitas que o governo recebe da produção, incluindo impostos, royalties e participações) é um tema que vem sendo debatido tanto quanto a distribuição dos royalties entre os diversos atores federativos”, comentou. “No entanto, algumas questões são exclusivamente brasileiras e outras dizem respeito ao mundo, a alta do preço do petróleo, por exemplo. São várias vertentes que se conectam entre si”.
Lima disse acreditar que há espaço para mais empresas e mais operadoras no país. “No entanto, o fato do país se transformar em uma potência mundial do setor tem implicações não só do ponto de vista de reservas, mas do ponto de vista da indústria para-petroleira, o setor que se conecta com a indústria de petróleo, que também precisará crescer e se sustentar”, afirmou. “Esse é o grande desafio que está colocado”.
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