Investimentos

SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs

Decisão Final de Investimentos do SEAP I e conclusão das negociações dos FPSOs consolidam a atuação em nova fronteira de produção de óleo e gás no Nordeste.

Redação TN Petróleo/Agência Petrobras
14/04/2026 16:30
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs Imagem: Agência Petrobras Visualizações: 1763

A Petrobras aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto SEAP I, na Bacia Sergipe-Alagoas, consolidando o desenvolvimento do Sergipe Águas Profundas (SEAP), uma nova fronteira de produção de óleo e gás no país. O FID do módulo SEAP II já havia sido aprovado em dezembro de 2025.  

A viabilização dos projetos decorreu de uma série de iniciativas conduzidas pela Petrobras em conjunto com o mercado fornecedor, com destaque para as otimizações de projeto e a revisão de termos e condições contratuais, que elevaram a atratividade econômica dos dois módulos. 

Esses avanços permitiram estruturar a negociação conjunta das plataformas P-81 e P-87, que integrarão os projetos SEAP I e SEAP II, respectivamente, possibilitando capturar sinergias relevantes e ganhos de escala, fundamentais para a conclusão da negociação em bases economicamente sustentáveis. 
 
As condições alcançadas ampliaram o retorno financeiro dos projetos e possibilitaram a inclusão do SEAP I na Carteira em Implantação Base. Esse resultado reforça a relevância da parceria e da escuta ativa entre a companhia e o mercado fornecedor como elementos centrais para a viabilização de projetos, mesmo em um contexto estruturalmente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo.

A assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, após o cumprimento das etapas de governança e das aprovações junto aos parceiros. Esse marco impulsiona a etapa de execução dos projetos. 

A SBM Offshore será responsável pela construção das duas plataformas, que, juntas, terão capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural por dia. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031. 

O modelo de contratação adotado para ambas as plataformas é o BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a contratada é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das unidades por um período inicial definido em contrato, com posterior transferência à Petrobras.

A conclusão desta negociação representa marco relevante na estratégia de suprimentos da companhia, confirmando que o modelo BOT é uma solução madura, oferecendo à Petrobras a flexibilidade necessária para viabilizar novos projetos de sua carteira, mesmo diante dos atuais desafios de mercado. 
  
“A escolha da modalidade de contratação BOT contribuiu para viabilizar o início da produção em menos tempo. Esse resultado reflete o trabalho conjunto da Petrobras, seus parceiros e o mercado fornecedor visando agregar valor aos projetos e fortalecer a estratégia da companhia”, afirma Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação. 
  
Com investimentos totais superiores a 60 bilhões de reais, os dois projetos preveem a produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), representando um retorno econômico significativo para a Petrobras, e contribuindo de forma relevante para o aumento da produção nacional de petróleo e gás.   

Projeto estratégico nacional e nova fronteira de gás

O SEAP é estratégico para ampliar a disponibilidade de gás natural no país, fortalecer a infraestrutura energética nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste.  

Além dos dois FPSOs, o empreendimento prevê a construção e interligação de 32 poços, bem como a implantação de um gasoduto de escoamento com cerca de 134 km de extensão — sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra. 

Já está em andamento a licitação para o fornecimento de ANMs (Árvores de Natal Molhadas) e equipamentos submarinos para os dois projetos, e está previsto, ainda em 2026, o início das licitações para as demais infraestruturas.  

SEAP I 

 O projeto SEAP I abrange as jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-11 – com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA (40%) – e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação. 

Essa unidade terá capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia e processar 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.   

SEAP II 

O projeto SEAP II abrange jazidas com óleo leve, considerado de boa qualidade, pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta, localizados a cerca de 80 km da costa nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, respectivamente. A Petrobras é operadora das concessões BM-SEAL-4 – com 75% de participação em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%) – e BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, onde detém 100% de participação. 

Essa unidade terá capacidade de processamento diário de 120 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás. 

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