Combustíveis

Rio de Janeiro tem baixo estoque de diesel S-50

Presidente do Sindicom afirma que houve problemas na produção.

Agência Estado
24/09/2012 15:23
Visualizações: 756

 

As distribuidoras de combustíveis no estado do Rio de Janeiro estão com estoques baixos de diesel S-50, tipo menos poluente do combustível, adotado a partir de janeiro, informou, nesta segunda-feira (24), o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz. Na quinta-feira (27) e na sexta-feira (28), os estoques estavam em "menos de dois dias", quando o normal são cinco dias.
Segundo Vaz, houve problemas na produção do S-50 na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na região metropolitana do Rio. "Houve problemas na refinaria nas últimas semanas, que levaram a uma redução na oferta. A Petrobras está se mobilizando para superar isso, mas eu diria que os estoques estão baixos. Estamos trabalhando com muita intensidade para superar isso, especialmente contando com a normalização dos bombeios pela Petrobras", disse Vaz após participar do 1º Encontro de Logística de Biocombustíveis do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira.
O problema estaria afetando todo o estado do Rio. Segundo Vaz, os baixos estoques requerem atenção. "Estamos em contato com a Petrobras. Esse fim de semana estavam previstos bombeios mais elevados de S-50 para começar a normalizar a situação", disse, completando que não teve informações sobre a normalização do fornecimento desde a sexta-feira (21).
O presidente do Sindicom não soube dar maiores detalhes sobre o problema na Reduc, classificando-o apenas como "técnico" e localizado na produção. Para Vaz, problemas dessa natureza mostram as dificuldades da infraestrutura logística de combustíveis no país, ao mesmo tempo em que a demanda cresce a taxas elevadas. "A Petrobras disponibilizou S-50 para buscar em São Paulo. Aí tem que contratar caminhão", afirmou.
Na palestra, Vaz garantiu que o novo tipo de diesel está disponível em todo o país, apesar dos problemas logísticos. Os custos de distribuição, porém, contribuem para elevar o preço, que varia de 5% a 10% acima do diesel convencional. Quanto mais ao interior uma localidade, mais próxima de 10% é a diferença e, em muitos lugares, como Brasília, o transporte responde pela maior parte dela.
Um dos problemas, segundo Vaz, é que o volume de S-50 no mercado ainda é muito pequeno, já que o modelo adotado no Brasil tornou obrigatório o diesel menos poluentes apenas para frota nova. "É um veículo novo, mais eficiente, mas que está pagando por essa situação de uma logística ainda deficiente em função dos baixos volumes", afirmou.
Além do crescimento na demanda por combustíveis, a infraestrutura de logística estaria em estresse por causa do aumento da importação de gasolina pela Petrobras. De acordo com Vaz, muitas vezes o produto importado é entregue em locais diferentes dos usuais. "Na medida em que você precisa mudar a forma de abastecimento. Ou seja, em vez de ser uma oferta em todas as refinarias, tem esse complemento em alguns polos alternativos, isso leva à necessidade de contratar caminhões", explicou.

As distribuidoras de combustíveis no estado do Rio de Janeiro estão com estoques baixos de diesel S-50, tipo menos poluente do combustível, adotado a partir de janeiro, informou, nesta segunda-feira (24), o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz. Na quinta-feira (27) e na sexta-feira (28), os estoques estavam em "menos de dois dias", quando o normal são cinco dias.


Segundo Vaz, houve problemas na produção do S-50 na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na região metropolitana do Rio. "Houve problemas na refinaria nas últimas semanas, que levaram a uma redução na oferta. A Petrobras está se mobilizando para superar isso, mas eu diria que os estoques estão baixos. Estamos trabalhando com muita intensidade para superar isso, especialmente contando com a normalização dos bombeios pela Petrobras", disse Vaz após participar do 1º Encontro de Logística de Biocombustíveis do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira.


O problema estaria afetando todo o estado do Rio. Segundo Vaz, os baixos estoques requerem atenção. "Estamos em contato com a Petrobras. Esse fim de semana estavam previstos bombeios mais elevados de S-50 para começar a normalizar a situação", disse, completando que não teve informações sobre a normalização do fornecimento desde a sexta-feira (21).


O presidente do Sindicom não soube dar maiores detalhes sobre o problema na Reduc, classificando-o apenas como "técnico" e localizado na produção. Para Vaz, problemas dessa natureza mostram as dificuldades da infraestrutura logística de combustíveis no país, ao mesmo tempo em que a demanda cresce a taxas elevadas. "A Petrobras disponibilizou S-50 para buscar em São Paulo. Aí tem que contratar caminhão", afirmou.


Na palestra, Vaz garantiu que o novo tipo de diesel está disponível em todo o país, apesar dos problemas logísticos. Os custos de distribuição, porém, contribuem para elevar o preço, que varia de 5% a 10% acima do diesel convencional. Quanto mais ao interior uma localidade, mais próxima de 10% é a diferença e, em muitos lugares, como Brasília, o transporte responde pela maior parte dela.


Um dos problemas, segundo Vaz, é que o volume de S-50 no mercado ainda é muito pequeno, já que o modelo adotado no Brasil tornou obrigatório o diesel menos poluentes apenas para frota nova. "É um veículo novo, mais eficiente, mas que está pagando por essa situação de uma logística ainda deficiente em função dos baixos volumes", afirmou.


Além do crescimento na demanda por combustíveis, a infraestrutura de logística estaria em estresse por causa do aumento da importação de gasolina pela Petrobras. De acordo com Vaz, muitas vezes o produto importado é entregue em locais diferentes dos usuais. "Na medida em que você precisa mudar a forma de abastecimento. Ou seja, em vez de ser uma oferta em todas as refinarias, tem esse complemento em alguns polos alternativos, isso leva à necessidade de contratar caminhões", explicou.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Eólica
Equinor fortalece portfólio de energia no Brasil
23/03/26
Macaé Energy
LAAM Offshore fortalece presença estratégica no Macaé En...
23/03/26
IBEM26
iBEM 2026 reúne especialistas e discute futuro da energia
23/03/26
Crise
Conflito entre EUA e Irã: alta do petróleo pressiona cus...
20/03/26
P&D
Pesquisadores da Coppe desenvolvem técnica inovadora par...
20/03/26
Leilão
TBG avalia como positivo resultado do LRCAP 2026 e desta...
20/03/26
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23