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Nota técnica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro aponta que novos blocos nas bacias de Campos e Santos movimentam bilhões em investimentos, gerando oportunidades estratégicas para a cadeia produtiva e o setor. industrial
Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
Os resultados dos leilões promovidos ANP, no início de outubro, reafirmam o papel de protagonismo do estado do Rio de Janeiro no setor energético nacional. É o que aponta a nota técnica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) - "O mercado de petróleo fortalecido: resultado dos leilões da ANP de 2027 impulsiona o futuro da indústria fluminense".
Para baixar a nota técnica, clique em https://firjan.com.br/data/files/C3/E1/EF/41/FB961A10633C0C0A19284EA8/2026-10-NotaTecnica-Resultado-Leiloes-ANP.pdf
O certame — que abrangeu o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP4) e o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC6) — resultou na arrematação de 56 blocos exploratórios e 3 áreas com acumulações marginais em todo o país. Desse total, nove blocos estão localizados integral ou parcialmente em áreas confrontantes ao Rio de Janeiro, nas bacias de Campos e Santos.
As nove áreas associadas ao território fluminense representam cerca de R$ 633 milhões em bônus de assinatura e R$ 806 milhões em investimentos exploratórios mínimos. Grandes empresas como Petrobras, Equinor, PRIO, Galp, Sinopec e CNOOC arremataram áreas de forma individual ou em consórcio formado por mais de uma delas.
Para a federação, a importância dessas aquisições vai muito além dos desembolsos iniciais: a atividade exploratória é vital para repor reservas, sustentar a produção futura e garantir a longevidade econômica da indústria de petróleo e gás tanto fluminense quanto nacional.
"A Firjan apresenta em seu estudo Rio de Futuro: Vocações e Potencialidades Econômicas do Rio de Janeiro oportunidades estratégicas em áreas como transição energética, economia do mar, complexo portuário-logístico e indústria metalmecânica. Nesse contexto, aproveitar o ciclo de investimentos em petróleo e gás significa não apenas fortalecer as vocações econômicas já consolidadas, mas também ampliar os encadeamentos produtivos, estimular a inovação e impulsionar a diversificação e o desenvolvimento industrial do estado", afirma o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano (foto).
Um mercado e múltiplos setores industriais
A Firjan destaca que o petróleo e o gás devem ser vistos como um vasto mercado demandante, capaz de estimular dezenas de outras atividades industriais. O impacto atinge diretamente a indústria de transformação e o setor de serviços, abrangendo desde a fase de investimentos (CAPEX) até a operação (OPEX) e o descomissionamento (ABEX).
Conforme a nota técnica, para o Rio de Janeiro, a força dessa cadeia se reflete em números expressivos:
Infraestrutura e Base Local: O estado concentra 23 dos 49 estaleiros brasileiros e mais de 1,2 mil empresas fornecedoras de bens e serviços. Além disso, o painel dinâmico de projetos de Energia da federação mapeia uma carteira de mais de US$ 180 bilhões para o período de 2027 a 2030+ no estado, sendo US$ 98 bilhões voltados exclusivamente para projetos de petróleo e gás.
Capilaridade Sindical: Dos 99 sindicatos patronais vinculados à Firjan, 24 têm impactos diretos e 35 com impactos indiretos de mercados como construção naval, metalmecânico, eletroeletrônico, químico e de plásticos, além de um forte efeito multiplicador em outros 40 setores.
Desafios: Conteúdo Local e Previsibilidade. O documento ressalta a importância da conversão desses investimentos em encomendas efetivas para a indústria nacional e fluminense, exigindo uma agenda sólida de competitividade. A Firjan defende o aprimoramento das cláusulas de Conteúdo Local, a previsibilidade das demandas por parte das operadoras e o estímulo a etapas estratégicas no país — como a integração de módulos e o comissionamento de plataformas FPSOs em território nacional.
"Nosso dever, enquanto sociedade, é ver os investimentos previstos transformados em contratos para fornecedores, novas capacidades tecnológicas, empregos qualificados e maior geração de valor no território fluminense", diz Karine Fragoso, gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan. "Com um ambiente regulatório integrado — unindo Conteúdo Local, PD&I e preferência a fornecedores nacionais —, o Rio de Janeiro se posiciona para transformar sua liderança na produção de óleo e gás em um motor definitivo de inovação, diversificação e desenvolvimento industrial sustentável", complementa.
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