Internacional

Repsol inicia a comercialização de gás natural peruano

Repsol realizou a primeira carga de gás natural liquefeito (GNL) procedente da planta de Pampa Melchorita (Peru), inaugurada em 10 de junho, no navio Barcelona Knutsen.

Redação/ Agências
25/06/2010 08:11
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Repsol realizou a primeira carga de gás natural liquefeito (GNL) procedente da planta de Pampa Melchorita (Peru), inaugurada em 10 de junho, no navio Barcelona Knutsen.

 

Com esta carga a Repsol inicia a comercialização com exclusividade de toda a produção da planta, de acordo com o contrato subscrito com Peru LNG em 2005, que terá uma duração de 18 anos desde sua entrada em operação comercial. Pelo seu volume, trata-se da maior aquisição de GNL realizada pela Repsol em toda sua história.

Além disso, a Repsol conta com um contrato de abastecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) com a Comissão Federal de Eletricidade do México para o terminal de regaseificação no porto de Manzanillo, no litoral do Pacífico. O contrato contempla o abastecimento de GNL com um volume de mais de 67 bcm durante um período de 15 anos na planta mexicana, cuja inauguração está prevista para o quarto trimestre de 2011. A planta de Manzanillo, que abastecerá as centrais elétricas da Comissão Federal de Eletricidade da zona centro-ocidental do México, receberá gás procedente da Peru LNG.

O Barcelona Knutsen, que tem uma capacidade de 173.400 metros cúbicos, se dirige ao México, ao Terminal de Energia Costa Azul, em Enseada (Baixa Califórnia), com a primeira carga de GNL. O navio foi entregue em abril deste ano para a Repsol, e é o primeiro dos seis navios adquiridos pela companhia para a planta Peru LNG (quatro deles em longo prazo, dois a curto e médio prazo).

A planta, com uma capacidade nominal de 4,4 milhões de toneladas/ano, processará 17 milhões de metros cúbicos por dia de gás, o que equivale, aproximadamente, a 15% do consumo anual na Espanha. Conta com os dois maiores tanques de armazenamento do Peru (com 130.000 metros cúbicos de capacidade cada um deles) e um terminal marinho de mais de um quilômetro que receberá navios com capacidades dentre 90.000 e 173.000 metros cúbicos.

O abastecimento de gás natural procede da jazida Camisea, no qual também participa Repsol com 10%, e se realiza através de um gasoduto de 408 quilômetros de longitude, cuja construção faz parte do projeto Peru LNG.

 

O negócio GNL em Repsol

 

Repsol desenvolve para a área de GNL uma política que reforça sua posição competitiva neste negócio-chave para seu crescimento a médio e longo prazos. A companhia é uma das líderes mundiais em comercialização deste produto.

Em setembro de 2009 Antonio Brufau inaugurou no Canadá a planta de regaseificação Canaport LNG, a primeira do tipo que se construía no litoral leste de América do Norte, em 30 anos, e a primeira nesse país. A planta, com uma capacidade de abastecimento de até 28 milhões de metros cúbicos/dia de gás, se conecta através do gasoduto de Brunswick com a rede que abastece a residências e indústrias no Canadá e no noroeste dos Estados Unidos. Conta com capacidade suficiente para abastecer até 20% da demanda de gás de Nova York e Boston.

 

Repsol em Peru

Há mais de 50 anos, a Repsol desenvolve no Peru atividades de exploração de petróleo e gás, fabricação, distribuição e comercialização de produtos petrolíferos, e é considerada como uma das primeiras empresas por volume de faturamento e um dos mais importantes contribuintes fiscais do país.

A companhia iniciou em 1995 suas atividades exploratórias e, na atualidade, possui participações em oito blocos, sendo operador em quatro deles, dois nas conchas do rio Marañón e outros dois na do rio Ucayali. Em agosto de 1996, a Repsol adquiriu a Refinaria da Pampilla, a instalação de refino mais importante do Peru, que foi objeto de um constante plano de investimentos para sua modernização.

Quanto à comercialização de produtos, a Repsol é uma dos principais operadores do setor, com de mais de 230 postos de gasolina distribuídos em quase todo o país. Além disso, realiza vendas diretas, industriais e de combustível para aviação e é líder no mercado peruano de GLP (gases liquefeitos de petróleo).

 

 

 

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