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Registro tardio de importações de petróleo afeta saldo da balança comercial em maio

Informação é do MDIC.

Agência Brasil
04/06/2013 09:22
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O registro em atraso de compras de petróleo pela Petrobras afetou a balança comercial – diferença entre exportações e importações – em maio. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o lançamento da importação de US$ 1,1 bilhão de petróleo feito na semana passada impactou o saldo.
No mês passado, a balança comercial teve superávit de US$ 760 milhões, o pior resultado para meses de maio desde 2002. Sem o registro tardio, o saldo positivo corresponderia a US$ 1,860 bilhão. De janeiro a maio, a balança comercial registra déficit de US$ 5,392 bilhões, o pior resultado da história para o período.
Por causa de uma instrução normativa da Receita Federal editada no fim do ano passado, as importações de combustível da Petrobras feitas ao longo de 2012 só começaram a ser registradas neste ano. Ao todo, foram US$ 4,589 bilhões que impactaram o saldo da balança comercial em 2013. De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a eliminação dos resíduos fará a balança comercial retomar os superávits nos próximos meses.
“Todo o resíduo de importação referente ao ano passado está integralmente registrado. A partir de agora, há um fluxo regular de operações e não há mais motivos para gerar acúmulos que gerem distorções nos dados divulgados”, disse a secretária.
Para os próximos meses, segundo Tatiana, a perspectiva para a balança comercial é favorável. Ela, no entanto, admitiu que os resultados não serão tão expressivos como em 2012. “Seguimos com expectativa de encerrar o ano com saldo positivo, mas inferior ao do ano passado”.
Em relação às exportações, que caíram 4% em 2013 e somam US$ 93,291 bilhões no acumulado do ano, a secretária disse que a queda deve-se principalmente à redução nos embarques de petróleo para o exterior. Apesar disso, ela destacou que as vendas continuam em níveis expressivos.
“Foi a terceira melhor média diária da história, só perdendo para 2011 e 2012, que foram anos recordes. Na verdade, ocorreu apenas uma retração sobre um volume que já era elevado, mesmo em tempos de crise internacional”, avaliou Tatiana. No entanto, ao contrário de outros anos, o MDIC continua sem fixar uma meta de exportações para 2013.
Além do atraso no registro das operações da Petrobras, a secretária informou que o petróleo e os derivados estão impactando a balança comercial em 2013. “Por um lado, o país está exportando menos petróleo por causa da queda da produção provocada pela manutenção de plataformas. Por outro, o aumento na demanda doméstica por combustíveis aumenta as importações e também reduz as vendas externas”, explicou.
De acordo com o MDIC, se o petróleo e os derivados fossem excluídos da balança comercial, as exportações teriam aumentado 3,7% em 2013 pela média diária, em vez de caírem 2,8% e seriam recordes para os cinco primeiros meses do ano. Sem esses produtos, a balança comercial registraria superávit de US$ 5,636 bilhões no acumulado de 2013.

O registro em atraso de compras de petróleo pela Petrobras afetou a balança comercial – diferença entre exportações e importações – em maio. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o lançamento da importação de US$ 1,1 bilhão de petróleo feito na semana passada impactou o saldo.


No mês passado, a balança comercial teve superávit de US$ 760 milhões, o pior resultado para meses de maio desde 2002. Sem o registro tardio, o saldo positivo corresponderia a US$ 1,860 bilhão. De janeiro a maio, a balança comercial registra déficit de US$ 5,392 bilhões, o pior resultado da história para o período.


Por causa de uma instrução normativa da Receita Federal editada no fim do ano passado, as importações de combustível da Petrobras feitas ao longo de 2012 só começaram a ser registradas neste ano. Ao todo, foram US$ 4,589 bilhões que impactaram o saldo da balança comercial em 2013. De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a eliminação dos resíduos fará a balança comercial retomar os superávits nos próximos meses.


“Todo o resíduo de importação referente ao ano passado está integralmente registrado. A partir de agora, há um fluxo regular de operações e não há mais motivos para gerar acúmulos que gerem distorções nos dados divulgados”, disse a secretária.


Para os próximos meses, segundo Tatiana, a perspectiva para a balança comercial é favorável. Ela, no entanto, admitiu que os resultados não serão tão expressivos como em 2012. “Seguimos com expectativa de encerrar o ano com saldo positivo, mas inferior ao do ano passado”.


Em relação às exportações, que caíram 4% em 2013 e somam US$ 93,291 bilhões no acumulado do ano, a secretária disse que a queda deve-se principalmente à redução nos embarques de petróleo para o exterior. Apesar disso, ela destacou que as vendas continuam em níveis expressivos.


“Foi a terceira melhor média diária da história, só perdendo para 2011 e 2012, que foram anos recordes. Na verdade, ocorreu apenas uma retração sobre um volume que já era elevado, mesmo em tempos de crise internacional”, avaliou Tatiana. No entanto, ao contrário de outros anos, o MDIC continua sem fixar uma meta de exportações para 2013.


Além do atraso no registro das operações da Petrobras, a secretária informou que o petróleo e os derivados estão impactando a balança comercial em 2013. “Por um lado, o país está exportando menos petróleo por causa da queda da produção provocada pela manutenção de plataformas. Por outro, o aumento na demanda doméstica por combustíveis aumenta as importações e também reduz as vendas externas”, explicou.


De acordo com o MDIC, se o petróleo e os derivados fossem excluídos da balança comercial, as exportações teriam aumentado 3,7% em 2013 pela média diária, em vez de caírem 2,8% e seriam recordes para os cinco primeiros meses do ano. Sem esses produtos, a balança comercial registraria superávit de US$ 5,636 bilhões no acumulado de 2013.

 

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