Pré-Sal

Refinaria vai receber primeiro navio de petróleo no próximo dia 3

Primeiro navio da Petrobras trazendo óleo da Bacia de Campos.

Jornal do Commercio (PE)
25/08/2014 10:22
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O primeiro navio da Petrobras trazendo óleo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para processar na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) tem data prevista para atracar no Porto de Suape, no próximo dia 3. A chegada da embarcação vai marcar o início dos testes da unidade de refino com petróleo passando nas tubovias (estruturas que levam o óleo cru do navio até a planta industrial) e na linha de produção. A expectativa é que a embarcação atraque no píer de granéis líquidos (PGL) 3, um dos três berços construídos exclusivamente para esse tipo de operação.
Com previsão de inaugurar no dia 4 de novembro, a Rnest tem capacidade para processar 230 mil barris por dia. A unidade vai transformar petróleo em óleo diesel, nafta, coque de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e bunker (combustível marítimo). A previsão inicial era que a Rnest recebesse três navios superpetroleiros por semana para abastecer a unidade, mas a falta de conclusão da dragagem do canal externo deve fazer a Petrobras rever a estratégia.
Nesse primeiro teste será usado um navio menor para carregamento de petróleo apenas para teste. Os superpetroleiros (com capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo) precisa de uma profundidade de 20,5 metros. A dragagem do canal de acesso permitiria essa profundidade. Apesar de ter atingido 95,60% de execução, o status atual não permite a atracação desses navios gigantes.
O secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Márcio Stefanni, explica que a conclusão da obra esbarrou em problemas técnicos e financeiros. Orçada inicialmente em R$ 340 milhões, a obra está paralisada desde maio de 2013. A constatação da existência de pedras no fundo do canal fizeram o orçamento da dragagem explodir, em função da necessidade de implodir as pedras. O governo de Pernambuco informou a situação à Secretaria Especial de Portos, com a necessidade de complementar o investimento na obra em quase R$ 100 milhões. O projeto acabou questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a obra não voltou a avançar. Com o problema, a Petrobras terá que mudar a logística, aumentando o número de atracações de navios menores (no lugar dos superpetroleiros) para transportar o petróleo.
TESTE
Em novembro do ano passado, o Porto de Suape realizou a primeira movimentação de carga de petróleo, numa preparação para atender a Abreu e Lima. Operado pela Petrobras, o navio tanque Aliakmon atracou no Pier de Granéis Líquidos (PGL) 3B, com uma carga de 13,5 mil toneladas de petróleo cru proveniente de Xaréu, no Ceará. O material foi descarregado em outra embarcação, o navio tanque Norient Scorpius. O procedimento durou cerca de 24 horas e, depois, o navio seguiu para Manaus. A operação foi um marco para o Porto de Suape.

O primeiro navio da Petrobras trazendo óleo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para processar na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) tem data prevista para atracar no Porto de Suape, no próximo dia 3.

A chegada da embarcação vai marcar o início dos testes da unidade de refino com petróleo passando nas tubovias (estruturas que levam o óleo cru do navio até a planta industrial) e na linha de produção.

A expectativa é que a embarcação atraque no píer de granéis líquidos (PGL) 3, um dos três berços construídos exclusivamente para esse tipo de operação.

Com previsão de inaugurar no dia 4 de novembro, a Rnest tem capacidade para processar 230 mil barris por dia. A unidade vai transformar petróleo em óleo diesel, nafta, coque de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e bunker (combustível marítimo).

A previsão inicial era que a Rnest recebesse três navios superpetroleiros por semana para abastecer a unidade, mas a falta de conclusão da dragagem do canal externo deve fazer a Petrobras rever a estratégia.

Nesse primeiro teste será usado um navio menor para carregamento de petróleo apenas para teste.

Os superpetroleiros (com capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo) precisa de uma profundidade de 20,5 metros. A dragagem do canal de acesso permitiria essa profundidade.

Apesar de ter atingido 95,60% de execução, o status atual não permite a atracação desses navios gigantes.

O secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Márcio Stefanni, explica que a conclusão da obra esbarrou em problemas técnicos e financeiros. Orçada inicialmente em R$ 340 milhões, a obra está paralisada desde maio de 2013.

A constatação da existência de pedras no fundo do canal fizeram o orçamento da dragagem explodir, em função da necessidade de implodir as pedras.

O governo de Pernambuco informou a situação à Secretaria Especial de Portos, com a necessidade de complementar o investimento na obra em quase R$ 100 milhões. O projeto acabou questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a obra não voltou a avançar.

Com o problema, a Petrobras terá que mudar a logística, aumentando o número de atracações de navios menores (no lugar dos superpetroleiros) para transportar o petróleo.

Teste

Em novembro do ano passado, o Porto de Suape realizou a primeira movimentação de carga de petróleo, numa preparação para atender a Abreu e Lima. Operado pela Petrobras, o navio tanque Aliakmon atracou no Pier de Granéis Líquidos (PGL) 3B, com uma carga de 13,5 mil toneladas de petróleo cru proveniente de Xaréu, no Ceará.

O material foi descarregado em outra embarcação, o navio tanque Norient Scorpius. O procedimento durou cerca de 24 horas e, depois, o navio seguiu para Manaus. A operação foi um marco para o Porto de Suape.

 

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