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Refinaria de Rio Grande projeta encerrar ano com resultado positivo

Este será o quarto ano consecutivo de lucratividade.

Jornal do Commercio
06/09/2012 11:39
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Depois de enfrentar várias dificuldades de operação na metade da década passada, devido às diferenças entre o custo do barril do petróleo e os preços dos derivados (como a gasolina e o diesel) no mercado nacional, a refinaria de Rio Grande segue para o quarto ano consecutivo de lucratividade. Além disso, a Refinaria de Petróleo Riograndense (ex-Ipiranga) comemora, nesta sexta-feira, 75 anos de atividades.
O diretor-superintendente da Refinaria de Petróleo Riograndense, Hamilton Romanato Ribeiro, lembra que, em 2011, o lucro da empresa foi de cerca de R$ 25 milhões, e para este ano a expectativa é de alcançar um desempenho semelhante. O dirigente aponta duas situações fundamentais para obter esse êxito. Ele recorda que quando o controle acionário da refinaria passou para as mãos da Petrobras, Braskem e Grupo Ultra, houve o compromisso de garantir a operação do complexo. Com isso, foi firmado um contrato de industrialização, ou seja, a refinaria prestaria serviço para a Petrobras.
“Então, a refinaria não compra, ela recebe o petróleo da Petrobras, refina, produz a gasolina, o diesel, o óleo combustível e é remunerada por essa prestação de serviço através de uma tarifa que permite o equilíbrio de custos”, detalha o dirigente.
O segundo fator importante para as receitas da companhia é a atuação no mercado de solventes. Em março, a refinaria gaúcha recebeu a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar a sua nova unidade de solventes especiais, o que a tornou a única fabricante brasileira de pentanos, insumo utilizado pela indústria química e petroquímica e pelo segmento de embalagens industriais.
Ribeiro argumenta que a meta é conquistar o mercado nessa área substituindo as importações. Segundo ele, a refinaria poderia atender à cerca de 60% da demanda nacional, que seria um volume de 500 metros cúbicos ao mês. “Este é um ano de inserção no mercado, e 2013 será o de consolidação”, enfatiza. O executivo acrescenta que o planejamento atual da companhia não prevê o aumento da capacidade de produção de combustíveis, mas o desenvolvimento de mais produtos especiais, com maior valor agregado, atuando em nichos específicos. Para isso, a empresa conta com um escritório técnico-comercial em São Paulo mapeando novas oportunidades. Entre as possibilidades avaliadas está a venda de produtos já envazados, em pequenos volumes, e não mais a granel.
Atualmente, a refinaria pode processar até 17 mil barris diários de petróleo (menos do que 1% da capacidade nacional) para fabricar, principalmente, gasolina, óleo diesel, bunker, asfalto, GLP e solventes. A expectativa é de que a estrutura feche o ano com uma média de processamento de 15,6 mil barris de petróleo ao dia. Em 2012, a companhia investirá em torno de R$ 23 milhões, que serão aplicados em melhorias nas instalações existentes, construção de subestação de energia, controle ambiental, entre outras ações.

Depois de enfrentar várias dificuldades de operação na metade da década passada, devido às diferenças entre o custo do barril do petróleo e os preços dos derivados (como a gasolina e o diesel) no mercado nacional, a refinaria de Rio Grande segue para o quarto ano consecutivo de lucratividade. Além disso, a Refinaria de Petróleo Riograndense (ex-Ipiranga) comemora, nesta sexta-feira, 75 anos de atividades.


O diretor-superintendente da Refinaria de Petróleo Riograndense, Hamilton Romanato Ribeiro, lembra que, em 2011, o lucro da empresa foi de cerca de R$ 25 milhões, e para este ano a expectativa é de alcançar um desempenho semelhante. O dirigente aponta duas situações fundamentais para obter esse êxito. Ele recorda que quando o controle acionário da refinaria passou para as mãos da Petrobras, Braskem e Grupo Ultra, houve o compromisso de garantir a operação do complexo. Com isso, foi firmado um contrato de industrialização, ou seja, a refinaria prestaria serviço para a Petrobras.


“Então, a refinaria não compra, ela recebe o petróleo da Petrobras, refina, produz a gasolina, o diesel, o óleo combustível e é remunerada por essa prestação de serviço através de uma tarifa que permite o equilíbrio de custos”, detalha o dirigente.


O segundo fator importante para as receitas da companhia é a atuação no mercado de solventes. Em março, a refinaria gaúcha recebeu a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar a sua nova unidade de solventes especiais, o que a tornou a única fabricante brasileira de pentanos, insumo utilizado pela indústria química e petroquímica e pelo segmento de embalagens industriais.


Ribeiro argumenta que a meta é conquistar o mercado nessa área substituindo as importações. Segundo ele, a refinaria poderia atender à cerca de 60% da demanda nacional, que seria um volume de 500 metros cúbicos ao mês. “Este é um ano de inserção no mercado, e 2013 será o de consolidação”, enfatiza. O executivo acrescenta que o planejamento atual da companhia não prevê o aumento da capacidade de produção de combustíveis, mas o desenvolvimento de mais produtos especiais, com maior valor agregado, atuando em nichos específicos. Para isso, a empresa conta com um escritório técnico-comercial em São Paulo mapeando novas oportunidades. Entre as possibilidades avaliadas está a venda de produtos já envazados, em pequenos volumes, e não mais a granel.


Atualmente, a refinaria pode processar até 17 mil barris diários de petróleo (menos do que 1% da capacidade nacional) para fabricar, principalmente, gasolina, óleo diesel, bunker, asfalto, GLP e solventes. A expectativa é de que a estrutura feche o ano com uma média de processamento de 15,6 mil barris de petróleo ao dia. Em 2012, a companhia investirá em torno de R$ 23 milhões, que serão aplicados em melhorias nas instalações existentes, construção de subestação de energia, controle ambiental, entre outras ações.

 

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