Distribuidora possui um dos piores indicadores do país.
Valor Econômico
A Equatorial prevê que a reestruturação das demais distribuidoras do grupo Rede não será tão trabalhosa quanto a da Celpa, distribuidora de energia do Pará que foi incorporada ao balanço da companhia em novembro do ano passado. A Celpa possui um dos piores indicadores do país.
As perdas não-técnicas da distribuidora paraense, ou a energia que é consumida em ligações clandestinas, continuaram aumentando no decorrer de 2012. Os populares "gatos" cresceram de 50,1% do total consumido no primeiro trimestre no Pará para 58,45% no último trimestre. A Equatorial terá de reduzir essas perdas para 41,5%, de acordo com as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo Eduardo Haiama, diretor financeiro da Equatorial, as perdas na Celpa ainda não puderam ser contidas por falta de tempo. A Equatorial prevê levar para o Pará a sua bem sucedida experiência com a Cemar. A distribuidora de energia do Maranhão registrou perdas não-técnicas de 14% no quarto trimestre de 2012. Em 2008, esse indicador era de 30%.
Ao ser questionado ontem por um analista de investimento se a Equatorial conseguiria dar conta da reestruturação da Celpa e do grupo Rede ao mesmo tempo, Haiama respondeu que isso não deveria ser um problema.
"A distribuidora [do grupo Rede] que tinha a situação mais delicada era a Celpa", disse Haiama. Segundo ele, o grau de dificuldade com a reestruturação das demais distribuidoras do grupo não deve ser o mesmo.
É esperado que o processo de aquisição do grupo Rede, que possui oito distribuidoras espalhadas pelo país, seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano. A Equatorial deve ficar com as distribuidoras no Mato Grosso (Cemat), Mato Grosso do Sul (Enersul) e Tocantins (Celtins), enquanto a CPFL deve adquirir as distribuidoras nas regiões Sul e Sudeste.
Sobre o possível interesse nas distribuidoras do grupo Eletrobras, Haiama afirmou que, em princípio, a Equatorial estudaria a aquisição se a estatal decidisse compartilhar o controle das companhias. O executivo ressaltou, porém, que não há ainda uma definição por parte da Eletrobras sobre essa questão. Sem uma proposta concreta de venda, seria impossível prever se a aquisição faria sentido, disse Haiama.
Fale Conosco