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Raízen deve ir ao mercado para chegar a 1 mi de hectares

DCI
17/05/2011 09:40
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A Raízen, empresa formada pela joint venture entre a Shell e a Cosan, deve ir ao mercado para atingir a meta de elevar de 700 mil hectares para 1 milhão de hectares de área e atingir a produção de 100 milhões de toneladas cana-de-açúcar projetadas até 2015. Apesar de não falar em novos investimentos e valores envolvidos, o diretor de Novos Negócios da empresa, Mark lyra, lembrou ontem que o setor utiliza apenas 2,4% da área agricultável do País e defendeu o potencial de crescimento da produção do etanol, durante o Fórum Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de lembrar a importância de investimentos em novas tecnologias para ampliar a produtividade da cana no País.

O diretor acredita que para atender a demanda crescente pelo etanol, até 2020 o Brasil teria que inaugurar 20 novas usinas por ano. Entretanto, segundo a União da Industria da Cana-de-Açúcar (Unica), este ano o País verá a abertura de cinco unidades apenas. "Para o Brasil atender a toda a demanda crescente pelo combustível, estimamos que somente para o consumo interno de etanol e açúcar, o País precisaria de aproximadamente 20 novas unidades produtoras por ano. Então já temos um déficit de 15 usinas. O investimento para uma nova unidade gira entre US$ 500 milhões a US$ 1 bilhões", diz.


Entretanto, Lyra contou que se o Brasil continuar investindo em novas tecnologias para ampliar a produtividade por hectare, nos próximos 20 anos a produção brasileira da cana-de-açúcar saltaria dos atuais 82 litros de etanol por tonelada para 250 litros. "Imaginando que consigamos triplicar a produtividade por hectare nos próximos 20 anos com as novas tecnologias como o etanol celulósico, possamos ao invés de produzir 82 litros por tonelada, chegar a 250 litros usando a biomassa. E se os veículos ao longo desses vinte anos aumentarem sua eficiência nos motores, veremos um carro rodar duas vezes a quilometragem registrada hoje".


Neste cenário, o executivo da Raízen, comentou que entre as metas da nova empresa para os próximos cinco anos, está a ampliação de terras monitoradas, que atualmente ultrapassam a marca de 700 mil hectares. "Em termos de área a empresa monitora mais de 700 mil hectares de terra, com os planos de ampliação a empresa cobrirá mais de 1 milhão de hectares de terra até 2015. Fazendo da Raízen uma das maiores empresas de gestão de terras do mundo. Estamos confiantes no crescimento desse setor", comentou ele.


Atualmente a companhia possui 24 usinas no Brasil, sendo 22 no Estado de São Paulo, uma no Mato Grosso, e uma em Goiás, quando indagado sobre futuras unidades, Lyra desconversou: "Basicamente para chegar em nossa meta até 2015 todas as possibilidades terão que ser exploradas, não tenho o plano de expansão, mas sem dúvidas exploraremos todas as possibilidades para isso", afirmou ele com exclusividade ao jornal DCI.


Após seu lançamento a empresa estipulou uma meta de capacidade de moagem de 100 milhões de toneladas até 2015, ante as 62 milhões vistas hoje. Isso permitirá um salto na produção de açúcar dos atuais 4 milhões para 6 milhões de toneladas, de etanol de 2,2 bilhões para 5,2 bilhões de litros. "Temos um planejamento de crescimento muito agressivo no Brasil. Hoje somos a única empresa do setor que está completamente integrada em todos os elos da cadeia sucroalcooleira, desde o cultivo da cana, a produção, a trading, a logística e a distribuição para o consumidor final. E isso nos dá uma estabilidade muito grande em relação ao fluxo de caixa porque o valor a flutuar dentro da cadeia é menor", finalizou o diretor da Raízen.


Lyra lembrou que o Brasil possui hoje mais de 850 milhões de hectares em terras, no qual 330 milhões são áreas voltadas à agricultura. Deste total, 110 milhões de hectares estão não são utilizados. A cana-de-açúcar ocupa apenas 2,4% do total de área. Lyra destacou que mesmo assim o Brasil produz todo o açúcar consumido no mercado interno, externo e para a produção de etanol. "E também somos responsáveis por quase 50% de todo o açúcar exportado no mundo. Além disso, ainda produzimos todo o etanol que consumimos e exportamos. Imagine se ampliássemos a área."
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