Evento
Alcançar a excelência em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) não é mais uma prática restrita às companhias atreladas ao petróleo e gás. Esferas do poder público também entraram nesta dinâmica, assumindo compromisso com empresas que avaliam a diferença de ser socialmente responsável
RedaçãoAlcançar a excelência em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) não é mais uma prática restrita às companhias atreladas ao petróleo e gás. Esferas do poder público também entraram nesta dinâmica, assumindo compromisso com empresas que avaliam a diferença de ser socialmente responsável. Este é o objetivo da 3ª edição da Protection Offshore, que termina nesta sexta-feira, no Centro de Convenções de Macaé.
O encontro foi leito pelo mercado como o principal fórum do setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança mais focado para a indústria petrolífera de toda a América Latina. Durante os três dias de evento, a cidade de Macaé se tornou o palco principal para a discussão de novas idéias e iniciativas para este setor, que promoveu a aproximação entre as principais empresas, estudantes, autoridades governamentais e todos aqueles que quiseram se interar mais sobre este tema que se tornou essencial para a indústria petrolífera.
“Esta edição da Protection Offshore está muito enriquecida e as discussões funcionarão como ferramenta de apoio municipal em medidas relacionadas à SMS e ao social”, afirma o diretor da empresa idealizadora MG Media Group do Brasil, Eric Henderson.
Nessa terceira edição, os visitantes puderam assistir a palestras enriquecedoras realizadas durante o Fórum Internacional de Saúde, Meio Ambiente, Segurança e Responsabilidade Social da indústria de Petróleo e Gás, que será promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).
Nesta quinta-feira, aconteceu um ciclo de palestras sobre saúde e segurança com foco no ser humano, que foi apresentado pelo Dr. Eduardo de Oliveira Santos, superintendente da Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do governo do estado do Rio de Janeiro, e moderado pelo coordenador de Responsabilidade Social do IBP, Carlos Victal.
Paulo Roberto Lopes, alpinista da Ultra Resgates, iniciou o ciclo com uma excelente apresentação, sobre "Acesso por corda - Atitudes frente ao risco nos trabalhos em altura e em espaços confinados", no qual expôs maiores informações sobre a prática e afirmou que o acesso por corda é um risco e o papel do SMS é fundamental para a atividade ter sucesso.
"Não é possível reduzir a zero o risco desta atividade, só nos resta perseguir incessantemente a prevenção", conclui Paulo, que indicou formas de minimizar esses riscos e concluiu dizendo que o acesso por corda seguro só é realizado com profissionais qualificados, certificados e cientes da importância do SMS.
Os aspectos cognitivos na análise de acidentes, foi o tema da segunda palestra, que teve como palestrante Odilson Cunha Jr., psicólogo da empresa Comportamento Psicologia do Trabalho. O doutor, levantou questões sobre o conceito de segurança na natureza humana, concluindo que a segurança não faz parte da nossa formação escolar como um todo.
"Nós promovemos comportamentos de risco, somos estimulados a somente sermos produtivos e não estimulados quanto a nossa segurança durante um trabalho", relata.
O ambiente de trabalho nas plataformas foi discutido por Venétia Santos e Márcia Cristina Zamberlan, do Instituto Nacional de Tecnologia. As duas pesquisadoras trabalham em um projeto para ampliar a confiabilidade humana no setor do petróleo, diminuindo o estresse, a dupla função e falhas, através de um ambiente organizacional com melhor planejamento.
Constou também no ciclo de palestras a apresentação sobre "Os novos cenários para um Brasil com Petróleo, Gás e Biocombustíveis exigem foco em SMS para maior garantia da segurança das pessoas e instalações", dos membros da FIRJAN, Zidney Dias Marques e Glícia Curti Sant'Anna. Os representantes da instituição, ressaltaram a necessidade de reduzir de forma drástica o índice de acidentes de trabalho através do treinamento dos trabalhadores.
A Conferência foi encerrada ontem, com palestra especial sobre "Emergências Ambientais", de João Antonio Raposo Pereira, do IBAMA, moderada por Sérgio mingrone, da Petrobras.
Ontem aconteceram também, as Rodadas de Negócios, organizadas pelo Sebrae e ONIP, onde grandes companhias do setor, denominadas ancoras, se reuniram com pequenas e médias empresas a fim de fechar negócios. Antes da feira foram definidas as empresas e quais tipos de produtos e serviços necessitam. Petrobras, Shell, Maersk, Repsol, El Paso, Ultratec, Chevron e Anadarko foram exemplos de empresas âncoras.
A expectativa é que a interação direta entre fornecedores de pequeno e médio porte com grandes empresas do segmento de óleo e gás gere resultados positivos para o fornecedor nacional. Os organizadores acreditam que os números dessa edição possam repetir o sucesso da edição passada, em 2006, quando o evento fechou com a expectativa de R$ 79 milhões em negócios. Os resultados das rodadas serão apresentados pela ONIP até o final desta sexta-feira.
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