Meio ambiente

Projetos apoiados pelo BNDES ajudam a evitar emissões de CO2

Lançado nesta terça (2), novo portal demonstra como o BNDES contribui para o País atingir metas de redução de emissão de gases de efeito estufa

Redação TN Petróleo/Assessoria BNDES
05/11/2021 07:42
Projetos apoiados pelo BNDES ajudam a evitar emissões de CO2 Imagem: Divulgação BNDES Visualizações: 2024

Os projetos apoiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 2015 ajudam a evitar a emissão de 52 milhões de toneladas de CO2. O número equivale a 19 anos sem carros na cidade de São Paulo. O dado está no novo Portal NDC BNDES, iniciativa lançada nesta terça-feira, dia 2, e que demonstra como o Banco contribui para o Brasil atingir as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa estabelecidas no Acordo de Paris. O nome do portal faz referência à sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada (Nationally Determined Contribution — NDC), que é como são chamados os compromissos assumidos pelos países signatários do acordo.

O portal apresenta as contribuições do BNDES em três setores de atividade econômica: energias renováveis, florestas e mobilidade urbana. Ele está dividido em três áreas: a primeira aponta as emissões que estão sendo evitadas pelos projetos apoiados pelo Banco nesses setores ao longo de sua vida útil; a segunda informa os valores desembolsados para os projetos, georreferenciados por estados; e a terceira é um painel com as entregas previstas para operações do BNDES que estão associadas aos setores de energia, florestas e mobilidade urbana. 

Para o cálculo de emissões evitadas, foi utilizada a Ferramenta de Cálculo de Redução de Gases de Efeito Estufa (GEE’s) do Programa Fundo Clima, disponível no site do BNDES. A ferramenta foi desenvolvida e aprimorada em parcerias com a FGV, a Embaixada Britânica no Brasil e o KFW. Assinado em 2015, o Acordo de Paris tem como objetivo principal não permitir que o planeta se aqueça além de 1,5ºC até o final do século 21. Cada país signatário estabeleceu suas próprias metas de redução de emissão de gases de efeito estufa — as NDCs.

A NDC brasileira de 2015 estabelece que o País deve reduzir suas emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030, em relação às emissões de 2005. Além disso, em 2021, o Brasil ainda se comprometeu a ampliar sua ambição para 50% de redução até 2030 e alcançar emissões líquidas neutras até 2050, ou seja, tudo que o País emitir deverá ser compensado com fontes de captura de carbono, como plantação de florestas, recuperação de biomas ou emprego de outras tecnologias.

“A criação do portal reflete o compromisso do BNDES de apoiar o Brasil no atingimento de sua NDC, para termos uma economia neutra em carbono em 2050”, explica o diretor de Operações do Banco, Ricardo Barros (foto).

O portal foi desenvolvido em consonância com o Plano de Ação da Política de Responsabilidade Socioambiental do BNDES 2018-2020, que estabeleceu a diretriz de alinhamento estratégico com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e a NDC brasileira. A iniciativa segue o modelo do Portal ODS, que desde 2019 mostra como a atuação do Banco contribui para o alcance desses objetivos. O Portal NDC BNDES pode ser acessado no link.

Neste momento em que o BNDES lança mais uma iniciativa de comunicação voltada para a sustentabilidade, Ricardo Barros ressalta o reconhecimento que a atuação do Banco tem tanto no País quanto no exterior. “O BNDES está, por exemplo, entre os 2% de empresas mais sustentáveis do mundo, segundo o ranking de sustentabilidade da Vigeo Eiris, agência de classificação associada à Moody's Corporation que avalia o desempenho das organizações de acordo com critérios ASG [ambientais, sociais e de governança]”, afirma o diretor. “Somos o número um em sustentabilidade entre os bancos no Brasil”, acrescenta, referindo-se à liderança do BNDES no ranking de responsabilidade socioambiental que faz parte do Guia dos Bancos Responsáveis, documento produzido pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em parceria com o Instituto Sou da Paz e as ONGs Conectas Direitos Humanos e Proteção Animal Mundial.

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