Energia elétrica

Programa da CNI, Abrace e Procel ajuda grandes indústrias a racionalizar o consumo de energia

Redação/Agência CNI de Notícias
18/09/2019 12:32
Programa da CNI, Abrace e Procel ajuda grandes indústrias a racionalizar o consumo de energia Imagem: Divulgação Visualizações: 1601

Nos próximos meses, 24 indústrias de grande porte devem aderir ao Programa Aliança, uma iniciativa ambiciosa que pretende melhorar a eficiência energética nos processos de produção. Na terceira fase, que se encerra em 2024, serão investidos R$ 20 milhões em ações que visam à redução do consumo de energia e de água por meio de ajustes nos processos de produção. O programa também identifica oportunidades de tratamento e reaproveitamento de efluentes e resíduos e de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Criado em 2015, o Programa Aliança é resultado de uma parceria entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e as indústrias. “O foco é ajudar as grandes indústrias, especialmente aquelas cujos processos são complexos e intensivos no consumo de energia, a enfrentar o desafio da eficiência energética. O uso racional da energia é uma alternativa internacionalmente reconhecida para reduzir os custos e os impactos ambientais”, afirma o especialista em Energia da CNI, Rodrigo Garcia.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, destaca que o Programa Aliança integra o conjunto de esfoçors para o uso racional de energia no país. “O Brasil e o mundo devem investir em eficiência energética porque isso significa combater o desperdício. O uso racional da energia reduz a demanda, permite a postergação de investimentos e reduz os impactos ambientais da geração de energia. Aumenta a competitividade da indústria e da economia”, afirma o secretário.

Desde 2017 o Programa Aliança foi implementado em 12 plantas industriais de setores como o siderúrgico, o químico, o de cimento e o automobilístico. “Os resultados encontrados até o momento são promissores”, destaca Garcia.

“A maioria envolve otimização de processos sem a necessidade de troca de equipamentos”, completa Rodrigo Garcia. Com os projetos implementados até agora, as empresas obitiveram uma redução de R$ 87 milhões ao ano nos custos operacionais, mais de dez vezes o valor total investido, de R$ 8,3 milhões.

O coordenador técnico do Programa Aliança, Paulo Miotto, explica que a iniciativa nasceu de um estudo internacional que identificou as maiores e melhores ações de eficiência energética na indústria. “A partir deste estudo, percebemos que havia um amplo espaço para inciativas de eficiência energética nas grandes indústrias brasileiras”, afirma Miotto. Atualmente, mais da metade das ações recomendadas pelo programa são implementadas nas empresas participantes. “É uma taxa de implementação alta em comparação com outros programas internacionais”, afirma. Isso ocorre porque muitas ações não dependem de grandes investimentos da indústria.

Retorno em dobro - O uso racional de energia faz parte da rotina da empresa Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Para reforçar as ações de eficiência energética, a empresa aderiu ao Programa Aliança em outubro de 2017. As primeiras ações, identificadas pelo programa na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda (RJ), foram implementadas em 2018 e já proporcionaram ganhos de cerca de R$ 800 mil para a unidade, mais do que o dobro dos R$ 300 mil investidos pela empresa para aderir ao Programa Aliança.

 

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