Petrobras
<P>A Petrobras terá programa agressivo na área de construção naval nos próximos anos, de acordo com o gerente geral de Planejamento e Gestão da Área de Abastecimento da companhia, Paulo Maurício Cavalcante Gonçalves.</P><P>O programa já está inserido no plano estratégico da Petrobras e s...
Monitor MercantilA Petrobras terá programa agressivo na área de construção naval nos próximos anos, de acordo com o gerente geral de Planejamento e Gestão da Área de Abastecimento da companhia, Paulo Maurício Cavalcante Gonçalves.
O programa já está inserido no plano estratégico da Petrobras e se faz necessário, segundo Gonçalves, pelo forte crescimento da produção e o aumento nas atividades de exportação de petróleo e combustíveis.
Presente no evento promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), o executivo admitiu que foi miopia da parte da estatal não ter observado que a frota possuía idade média avançada enquanto o volume transportado só aumentava. Atualmente, a Petrobras opera com uma frota de 140 navios, sendo menos de 50 provenientes de frota própria. Nos últimos dois anos, cerca de 20 navios a mais tiveram que ser afretados para dar conta do volume transportado pela empresa.
Gonçalves declarou ainda que a companhia está otimista com o destravamento da assinatura dos contratos de 26 navios a serem assinados pela Transpetro, tão logo o senado autorize um aporte no orçamento da empresa. Depois disso, já temos engatilhados mais 16 navios que têm tudo para serem contratados rapidamente e já teremos uma nova leva logo em seguida, anunciou.
Para fazer frente nos negócios internacionais, a Petrobras estuda a compra de tancagem para armazenamento de combustíveis em vários pontos estratégicos no mundo. De acordo com Gonçalves, o arrendamento de tanques no Panamá, com saídas para o Atlântico e para o Pacífico já estão em fase adiantada de negociação. O volume total a ser armazenado no local é cinco milhões de barris
Além do Panamá, estuda-se a estocagem no Japão e em outros pontos da Ásia, além de alguma possibilidade na Europa. Atualmente, são utilizados cinco navios exclusivamente para esta finalidade, número que deverá crescer nos próximos anos. Existem empresas no mundo que produzem apenas dois ou três milhões de barris e movimentam no mercado internacional mais de seis milhões. Estamos de olhos nestas possibilidades, declarou.
O executivo da Petrobras lançou críticas ao governo do Estado do Rio, que, segundo ele, usou de mesquinharia para criar barreiras para a execução do Plano de Escoamento de Óleo da Bacia de Campos (PDET). O projeto, que foi cancelado depois de uma série de polêmicas entre a Petrobras e o governo do Estado, um ano e meio atrás, previa a construção de um oleoduto ligando o Rio a São Paulo. Um dos temores do governo local era de que o oleoduto inviabilizaria a refinaria. Como ficou provado depois, uma coisa não tinha nada a ver com a outra e o governo fez com que o Estado perdesse um investimento de US$ 2 bilhões, que agora serão aplicados no melhoramento de dutos da malha paulista e na melhoria do terminal de São Sebastião, que vai concentrar o recebimento deste óleo por navios, explicou durante sua palestra.
A companhia também divulgou nessa quarta-feira que o gasoduto de Campo Sábalo, prejudicado por fortes chuvas em abril, foi reparado. Com as obras concluídas três dias antes do previsto, o conserto minimiza os problemas de fornecimento de gás aos mercados de exportação. Durante as obras, foi possível o envio de 3,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural através de duto alternativo de 8 polegadas, reduzindo o impacto provocado pelas paradas de produção no mercado consumidor, informou a Petrobras.
Fonte: Monitor Mercantil
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