Petrobras

Programa agressivo em construção naval

<P>A Petrobras terá programa agressivo na área de construção naval nos próximos anos, de acordo com o gerente geral de Planejamento e Gestão da Área de Abastecimento da companhia, Paulo Maurício Cavalcante Gonçalves.</P><P>O programa já está inserido no plano estratégico da Petrobras e s...

Monitor Mercantil
06/12/2006 22:00
Visualizações: 514

A Petrobras terá programa agressivo na área de construção naval nos próximos anos, de acordo com o gerente geral de Planejamento e Gestão da Área de Abastecimento da companhia, Paulo Maurício Cavalcante Gonçalves.

O programa já está inserido no plano estratégico da Petrobras e se faz necessário, segundo Gonçalves, pelo forte crescimento da produção e o aumento nas atividades de exportação de petróleo e combustíveis.

Presente no evento promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), o executivo admitiu que foi miopia da parte da estatal não ter observado que a frota possuía idade média avançada enquanto o volume transportado só aumentava. Atualmente, a Petrobras opera com uma frota de 140 navios, sendo menos de 50 provenientes de frota própria. Nos últimos dois anos, cerca de 20 navios a mais tiveram que ser afretados para dar conta do volume transportado pela empresa.

Gonçalves declarou ainda que a companhia está otimista com o destravamento da assinatura dos contratos de 26 navios a serem assinados pela Transpetro, tão logo o senado autorize um aporte no orçamento da empresa. Depois disso, já temos engatilhados mais 16 navios que têm tudo para serem contratados rapidamente e já teremos uma nova leva logo em seguida, anunciou.

Para fazer frente nos negócios internacionais, a Petrobras estuda a compra de tancagem para armazenamento de combustíveis em vários pontos estratégicos no mundo. De acordo com Gonçalves, o arrendamento de tanques no Panamá, com saídas para o Atlântico e para o Pacífico já estão em fase adiantada de negociação. O volume total a ser armazenado no local é cinco milhões de barris

Além do Panamá, estuda-se a estocagem no Japão e em outros pontos da Ásia, além de alguma possibilidade na Europa. Atualmente, são utilizados cinco navios exclusivamente para esta finalidade, número que deverá crescer nos próximos anos. Existem empresas no mundo que produzem apenas dois ou três milhões de barris e movimentam no mercado internacional mais de seis milhões. Estamos de olhos nestas possibilidades, declarou.

O executivo da Petrobras lançou críticas ao governo do Estado do Rio, que, segundo ele, usou de mesquinharia para criar barreiras para a execução do Plano de Escoamento de Óleo da Bacia de Campos (PDET). O projeto, que foi cancelado depois de uma série de polêmicas entre a Petrobras e o governo do Estado, um ano e meio atrás, previa a construção de um oleoduto ligando o Rio a São Paulo. Um dos temores do governo local era de que o oleoduto inviabilizaria a refinaria. Como ficou provado depois, uma coisa não tinha nada a ver com a outra e o governo fez com que o Estado perdesse um investimento de US$ 2 bilhões, que agora serão aplicados no melhoramento de dutos da malha paulista e na melhoria do terminal de São Sebastião, que vai concentrar o recebimento deste óleo por navios, explicou durante sua palestra.

A companhia também divulgou nessa quarta-feira que o gasoduto de Campo Sábalo, prejudicado por fortes chuvas em abril, foi reparado. Com as obras concluídas três dias antes do previsto, o conserto minimiza os problemas de fornecimento de gás aos mercados de exportação. Durante as obras, foi possível o envio de 3,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural através de duto alternativo de 8 polegadas, reduzindo o impacto provocado pelas paradas de produção no mercado consumidor, informou a Petrobras.

Fonte: Monitor Mercantil

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.