Financiamento

Produção de biocombustível e energia elétrica a partir de resíduos industriais no interior paulista recebe apoio do BNDES

Financiamento à usina da CRI GEO Biogás de R$ 44 milhões será feito no âmbito do Fundo Clima.

Redação TN Petróleo/Assessoria BNDES
13/10/2022 14:41
Produção de biocombustível e energia elétrica a partir de resíduos industriais no interior paulista recebe apoio do BNDES Imagem: Divulgação Visualizações: 2974

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará a implantação de uma usina da CRI GEO Biogás destinada à produção de biogás e energia elétrica a partir de resíduos biodegradáveis. A usina está sendo construída no município de Elias Fausto, nos arredores da região industrial de Campinas, no Estado de São Paulo.

O apoio do Banco à empresa será de R$ 44 milhões, ou, aproximadamente, 80% do valor total do investimento, de R$ 56,2 milhões. Recursos serão repassados pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), no âmbito do Programa Fundo Clima, complementado com funding próprio do BNDES, contando com dois biodigestores, gasômetro e motogeradores, a planta terá uma potência instalada de 2,15 MW para geração de energia elétrica e capacidade para produzir anualmente 4,5 milhões m³ de biometano (biogás purificado), além de mais de 9 mil toneladas anuais de biofertilizantes. A usina deverá entrar em operação em março de 2024. 

O projeto contribui para a mitigação das mudanças climáticas, promovendo o uso de biocombustíveis em substituição ao diesel e ao gás natural de origem fóssil. Calcula-se que as emissões evitadas de CO2 ao longo dos 20 anos de vida útil do projeto cheguem a 1,76 milhão de toneladas, o que equivale às emissões geradas por 44 mil veículos circulando nesse mesmo período.

O empreendimento aproveitará resíduos biodegradáveis de grandes indústrias localizadas nas imediações da planta. Com isso, além de assegurar o descarte adequado desse material, o projeto ainda promoverá a captura do metano (gás de efeito estufa 34 vezes mais nocivo na atmosfera que o CO2) que seria emitido pela decomposição dos resíduos orgânicos. 

Parte da energia elétrica gerada será consumida pela própria CRI GEO Biogás e o excedente será injetado na rede de distribuição da concessionária de energia local. O biometano produzido poderá substituir o diesel consumido na frota da CRI GEO Biogás, além de ser comercializado para indústrias que atualmente consomem combustíveis fósseis tais como gás natural, GLP e diesel.  Já o biofertilizante, subproduto 100% orgânico gerado no processo produtivo, será aproveitado como adubo nas áreas agrícolas da região. 

A CRI GEO Biogás surgiu da parceria entre o Grupo Crivellaro, atuante no ramo de reciclagem e destinação correta de resíduos industriais, e a GEO Energética, recentemente renomeada para Geo Biogás & Tech, empresa que possui 10 anos de experiência construindo e operando plantas de biogás sediada em Londrina (PR), que através de seu setor de P&D desenvolveu um processo biotecnológico para a produção de biogás a partir do reaproveitamento de resíduos. 

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