Espírito Santo

Private Engenharia e Soluções debate segurança operacional no setor de óleo e gás durante a SAMOG.e, em São Mateus

Participação da diretora executiva Gabriela de Moraes destacou impactos econômicos de incidentes operacionais e a importância da manutenção preventiva nas operações.

Redação TN Petróleo/Assessoria SAMOC.e
06/03/2026 09:02
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacional no setor de óleo e gás durante a SAMOG.e, em São Mateus Imagem: Divulgação Visualizações: 1454

A Private Engenharia e Soluções participou da programação da SAMOG.e – São Mateus Óleo, Gás e Energia, evento realizado nos dias 4 e 5 de março no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), em São Mateus. Durante o encontro, a diretora executiva da companhia, Gabriela de Moraes, conduziu um painel dedicado à segurança operacional e à mudança de cultura nas operações do setor de óleo e gás.

Ao abrir o debate, a executiva destacou que a segurança operacional precisa ser tratada como um tema permanente dentro das operações industriais, não apenas em momentos de resposta a incidentes. "Segurança operacional não pode ser uma pauta reativa. Ela precisa estar presente de forma contínua nas operações, com uma abordagem preventiva e estruturada", afirmou.

Durante a apresentação, Gabriela trouxe dados recentes do setor para contextualizar os impactos econômicos associados a falhas operacionais. Segundo números apresentados no painel, em 2024 foram registrados mais de 137 milhões em multas relacionadas a incidentes operacionais, além de mais de 150 processos sancionadores, o maior volume da série histórica. Aproximadamente 30% desses incidentes estiveram ligados a vazamentos e falhas de integridade de ativos, conforme dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A executiva também ressaltou que os impactos desses eventos vão além das penalidades financeiras. "Quando ocorre uma falha operacional, o prejuízo não se limita à multa. Existe perda de produção, paralisação de instalações e mobilização emergencial de equipes, o que gera um efeito cascata que afeta logística, contratos de fornecimento e metas de produção", explicou.

De acordo com Gabriela, o tempo médio de paralisação de uma operação após um incidente pode variar entre 15 e 90 dias, período que inclui mobilização técnica, correções estruturais e liberação regulatória para retomada das atividades.

Nesse contexto, a executiva destacou o papel da manutenção preventiva como estratégia de continuidade operacional. Estudos apresentados no painel indicam que programas estruturados de manutenção preventiva podem gerar redução de até 28% nos custos de manutenção, 40% menos paradas não programadas e redução de até 35% no tempo de parada operacional.
"Manutenção preventiva não é apenas uma decisão técnica. Ela é, na prática, uma estratégia de continuidade de negócio. Quando a operação para, o impacto financeiro e operacional se multiplica ao longo de toda a cadeia", afirmou.

A participação da Private Engenharia e Soluções na SAMOG.e reforça a atuação da empresa no atendimento a operadoras e projetos industriais ligados ao setor de energia. Com 11 anos de atuação, a companhia opera em mais de 40 cidades e possui capacidade produtiva superior a 380 toneladas por mês, atuando em áreas como fabricação e montagem de estruturas metálicas, tubulação industrial, pintura industrial, montagem eletromecânica e gerenciamento de obras. A empresa também soma mais de R$500 milhões em contratos em execução no segmento onshore, atendendo diferentes projetos da cadeia de óleo e gás no país.
Segundo a executiva, eventos como a SAMOG.e contribuem para ampliar o debate sobre eficiência, segurança e inovação no setor energético. "O setor vem avançando em tecnologia e gestão, mas a construção de uma cultura sólida de segurança operacional ainda é um dos pilares mais importantes para garantir sustentabilidade e competitividade nas operações", concluiu.

 

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