Negócios

Porto chileno pretende atrair exportações brasileiras destinadas ao mercado asiático

Com a entrada em vigor da nova Lei dos Portos, novo marco regulatório para o setor no Brasil, portos brasileiros devem passar por processo parecido com o enfrentado pelos terminais chilenos na primeira metade da década passada. 

Valor Econômico
22/10/2013 09:40
Visualizações: 979
Com a entrada em vigor da nova Lei dos Portos, novo marco regulatório para o setor no Brasil, portos brasileiros devem passar por processo parecido com o enfrentado pelos terminais chilenos na primeira metade da década passada. 

Os sistemas portuários de Iquique e Arica - cidades localizadas ao norte do Chile, na região que detém o quarto maior IDH do país - conseguiram aumentar o volume de carga movida anualmente após parte ter sido passada à administração privada. 

Apesar disso, o porto de Iquique, o maior da região, usa atualmente apenas 50% de sua capacidade total. Como a principal atividade no terminal é o desembarque de mercadorias procedentes da Ásia - pequena parte do movimento é destinado às exportações de madeira e soja da Bolívia -o operador privado, o grupo SAAM, proprietário de metade da área portuária, planeja utilizar o contêiner usado na importação para embarcar outros produtos de volta para o Pacífico. 

Para concretizar esses planos de expansão, o operador quer atrair cargas brasileiras, o que faria sair da gaveta um plano de investimento de US$ 350 milhões em três anos. "O nosso maior problema é que os contêineres voltam para a Ásia vazios", afirma o gerente comercial do porto, Jorge Dumont. Ano passado, o volume de carga movimentada foi de 2,7 milhões de toneladas, muito menor do que o porto de Santos, onde o volume total no mesmo ano chegou a 90 milhões de toneladas. 

Em 2000, antes da concessão, o volume anual em Iquique era de 1 milhão de toneladas. O grupo, vencedor da concessão, é responsável hoje por 95% do movimento total do porto. A outra metade, pública, está atualmente sendo licitada. 
Como aconteceu na licitação ocorrida há 13 anos, ganhará o grupo que oferecer menor tarifa para operar. Em 2000, o custo do contêiner era, em média, de US$ 800. Hoje, pode desembarcar por US$ 400. Com participação nos portos de Arica, Antofagasta e San Antônio, os maiores do Chile, o grupo tem interesse em adquirir uma área em Santos. 

"O governo chileno viu que não dava para administrar com eficiência os portos. Desde a concessão, crescemos, em média, 10% ao ano. O Brasil deve passar pelo mesmo processo agora", diz Dumont. Em Arica, o porto foi concedido por 30 anos ao consórcio TPA em 2004. 

De lá para cá, a capacidade total anual pulou de 1,1 milhão de toneladas de movimento de carga para os 3 milhões de toneladas esperados neste ano, três quartos da capacidade total. Hoje, 75% do movimento do porto é feito com carga boliviana. O porto é responsável por 15% do Produto Interno Bruto (PIB) de Arica, cidade com quase 200 mil habitantes. 

Desde 1904, com a assinatura de rendição boliviana na Guerra do Pacífico, arbitrada pelo Brasil, ficou acordado, como contrapartida, que cargas importadas pela Bolívia podem ficar 360 dias armazenadas no porto. Se destinadas à exportação, o prazo é 60 dias. 

Para Sebastián Montero Lira, vice-presidente da Empresa Portuária Arica, o acordo, ainda em vigência, é um dos principais gargalos atuais na atividade do porto. 

"Um caminhão de soja demora duas horas para descarregar. Nossa média de escoamento é de 250 mil toneladas por hora. Foram investidos US$ 90 milhões na expansão do porto desde a concessão", diz.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Bahiagás destaca protagonismo da Bahia na Transição Ener...
29/05/26
BOGE 2026
Benel marca presença no Bahia Oil & Gas Energy e anuncia...
29/05/26
Investimentos
Petrobras anuncia aportes de mais de R$ 70 bilhões em Se...
29/05/26
BOGE 2026
Oil States reforça compromisso com inovação e excelência...
29/05/26
PPSA
PPSA publica Relato Integrado e Carta Anual
29/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
29/05/26
BOGE 2026
PetroReconcavo discute futuro de Óleo e Gás na Bahia Oil...
29/05/26
BOGE 2026
Lumina Group marca presença na Bahia Oil & Gas Energy 20...
29/05/26
Gás Natural
Naturgy destaca importância do gás natural na matriz ene...
29/05/26
IBP
Manifesto em defesa da regulação adequada na valoração d...
29/05/26
BOGE 2026
Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura d...
28/05/26
Biometano
Equinor, Embrapii, Unicamp e CNPEM lançam projeto para a...
28/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
28/05/26
BOGE 2026
Expansão do óleo e gás amplia demanda por hubs de transf...
28/05/26
Combustíveis
ANP participa da "Operação Fluxo Oculto" para combater d...
28/05/26
Investimentos
Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas
27/05/26
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25