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Planta da Suzano no MA irá compensar energia de Capim Branco

Empresa venderá parte no consórcio por R$ 320 milhões.

Agência Reuters
03/01/2013 12:35
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A energia que a Suzano Papel e Celulose irá gerar com a planta de celulose no Maranhão, a ser inaugurada no fim de 2013, deve mais que compensar a energia que a empresa obtinha com o Consórcio de Capim Branco, segundo o presidente da Suzano Energias Renováveis.
A Suzano colocou toda a sua participação em Capim Branco à venda para os demais integrantes do consórcio pelo valor total de R$ 320 milhões, sendo que a Cemig já aceitou a oferta. Também participam do consórcio a mineradora Vale e a Votorantim Metais.
"A gente investiu (no Consórcio) visando garantir energia", explicou André Dorf à "Reuters". "Com a planta no Maranhão, vamos ter excedente de energia de 100 MW que vai ajudar a substituir os 50 MW (de Capim Branco)", ressaltou.
A participação da Suzano no Consórcio representa 81 MW de potência instalada e 51 MW médios de energia assegurada de duas usinas hidrelétricas.
No setor de celulose, é comum que as empresas utilizem a energia gerada no processo de produção do insumo para se tornarem autossuficientes.
Interesse de parceiros
A Suzano deve obter a resposta dos demais parceiros no Consórcio Capim Branco em aproximadamente 30 dias, definindo assim a venda de sua participação total no projeto.
Segundo Dorf, por enquanto apenas a empresa estatal de Minas Gerais aceitou a oferta da fabricante de papel e celulose. A empresa de energia também demonstrou interesse em eventuais sobras.
"A gente comunicou os outros consorciados que tínhamos o interesse de vender. Eles têm 30 dias para se manifestar. O importante para nós é que a Cemig já assegurou que pega as sobras", disse ele à "Reuters".
A Cemig irá pagar R$ 82 milhões por 25,6% da participação total da Suzano. De acordo com Dorf, o interesse da estatal no restante da fatia da Suzano já garante os R$ 320 milhões.
A operação faz parte do pacote de blindagem financeira da fabricante de papel e celulose, que inclui a venda de ativos considerados não estratégicos.
Dorf evitou dar perspectivas sobre o impacto que a venda terá no nível de alavancagem da empresa.
Para o banco Barclays, a operação irá aumentar a posição de liquidez da Suzano, mas não implica em uma desalavancagem significativa.
"Embora nós vemos o anúncio como positivo para a Suzano, no geral o impacto é marginal... Com ajuste pelo desinvestimento, nós estimamos que a dívida líquida sobre o Ebitda da Suzano em 2013 cairia para 6,1x, ante 6,2x", afirmaram analistas do banco, liderados por Pedro Grimaldi, em relatório.
Às 16h56 do dia 2, a ação da Suzano operava em alta de 5,6%, a R$ 7,41, enquanto o Ibovespa subia 2,82%.

A energia que a Suzano Papel e Celulose irá gerar com a planta de celulose no Maranhão, a ser inaugurada no fim de 2013, deve mais que compensar a energia que a empresa obtinha com o Consórcio de Capim Branco, segundo o presidente da Suzano Energias Renováveis.


A Suzano colocou toda a sua participação em Capim Branco à venda para os demais integrantes do consórcio pelo valor total de R$ 320 milhões, sendo que a Cemig já aceitou a oferta. Também participam do consórcio a mineradora Vale e a Votorantim Metais.


"A gente investiu (no Consórcio) visando garantir energia", explicou André Dorf à "Reuters". "Com a planta no Maranhão, vamos ter excedente de energia de 100 MW que vai ajudar a substituir os 50 MW (de Capim Branco)", ressaltou.


A participação da Suzano no Consórcio representa 81 MW de potência instalada e 51 MW médios de energia assegurada de duas usinas hidrelétricas.


No setor de celulose, é comum que as empresas utilizem a energia gerada no processo de produção do insumo para se tornarem autossuficientes.



Interesse de parceiros


A Suzano deve obter a resposta dos demais parceiros no Consórcio Capim Branco em aproximadamente 30 dias, definindo assim a venda de sua participação total no projeto.


Segundo Dorf, por enquanto apenas a empresa estatal de Minas Gerais aceitou a oferta da fabricante de papel e celulose. A empresa de energia também demonstrou interesse em eventuais sobras.


"A gente comunicou os outros consorciados que tínhamos o interesse de vender. Eles têm 30 dias para se manifestar. O importante para nós é que a Cemig já assegurou que pega as sobras", disse ele à "Reuters".


A Cemig irá pagar R$ 82 milhões por 25,6% da participação total da Suzano. De acordo com Dorf, o interesse da estatal no restante da fatia da Suzano já garante os R$ 320 milhões.


A operação faz parte do pacote de blindagem financeira da fabricante de papel e celulose, que inclui a venda de ativos considerados não estratégicos.


Dorf evitou dar perspectivas sobre o impacto que a venda terá no nível de alavancagem da empresa.


Para o banco Barclays, a operação irá aumentar a posição de liquidez da Suzano, mas não implica em uma desalavancagem significativa.


"Embora nós vemos o anúncio como positivo para a Suzano, no geral o impacto é marginal... Com ajuste pelo desinvestimento, nós estimamos que a dívida líquida sobre o Ebitda da Suzano em 2013 cairia para 6,1x, ante 6,2x", afirmaram analistas do banco, liderados por Pedro Grimaldi, em relatório.


Às 16h56 do dia 2, a ação da Suzano operava em alta de 5,6%, a R$ 7,41, enquanto o Ibovespa subia 2,82%.

 

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