Estudo

PIB do país só cresce com reformas

Conclusão é de estudo realizado por economistas do FMI.

Diário do Nordeste
13/06/2014 09:38
Visualizações: 1811

 

Um nível maior e mais sustentado de crescimento econômico em países emergentes como o Brasil vai exigir um esforço renovado em reformas estruturais, para dar mais peso ao mercado interno como motor da atividade. A conclusão é de um estudo dos economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado ontem (12).
No estudo, chamado "Mercados emergentes em transição: perspectivas de crescimento e desafios", os economistas do FMI afirmam que, no curto prazo, o crescimento maior dos países desenvolvidos deve garantir maior demanda por produtos dos emergentes, como é o caso do Brasil.
Taxas fracas
O estudo destaca ainda que depois de serem estrelas de crescimento econômico, os emergentes estão amargando taxas decepcionantes, não só abaixo dos níveis pós-crise financeira mundial, mas também piores que os patamares na década pré-crise. O Brasil é citado como exemplo, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) reduzida em 2,75 pontos porcentuais desde 2010/2011, para "meros" 2,3%.
Como parte desta desaceleração é por conta de fatores cíclicos, o estudo diz que a recuperação maior esperada para os países avançados, como os Estados Unidos, deve ajudar os emergentes, na medida que os mercados desenvolvidos vão demandar mais exportações.
Velhos fatores
A previsão, porém, é que os fatores que ajudaram os emergentes a ter crescimento forte nos anos 2000 não devem se repetir nos próximos anos. Entre estes fatores, o estudo cita a alta dos preços das commodities e as condições favoráveis no mercado financeiro. O ambiente externo tende a oferecer menos estímulo à expansão dos emergentes.
Uma das razões é a mudança da política monetária nos EUA, que devem elevar juros em 2015, encarecendo os custos globais de captação de recursos.
Nesse cenário, uma das recomendações do estudo é que os emergentes reorientem os motores do crescimento, com peso mais forte para o mercado doméstico. "Um crescimento sustentado vai precisar de uma ênfase renovada em reformas estruturais", destaca o documento.
Os governos de países como Brasil, Turquia e China vão precisar identificar reformas prioritárias para remover gargalos na infraestrutura e aumentar a produtividade. No caso dos três países, o estudo diz que as reformas são necessárias para reorientar os catalisadores do crescimento econômico, que na economia brasileira e turca é muito dependente do consumo e na chinesa, do investimento.
O Brasil, destaca o estudo, tem que dar mais peso ao investimento. "Um rebalanceamento interno é necessário para reorientar a economia para modelos de crescimento mais sustentáveis", ressaltam os técnicos do Fundo.
Os técnicos do FMI destacam, no entanto, que não se pode subestimar a dificuldade de implementação das novas mudanças, em muitos casos por falta de consenso político.

Um nível maior e mais sustentado de crescimento econômico em países emergentes como o Brasil vai exigir um esforço renovado em reformas estruturais, para dar mais peso ao mercado interno como motor da atividade. A conclusão é de um estudo dos economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado ontem (12).

No estudo, chamado "Mercados emergentes em transição: perspectivas de crescimento e desafios", os economistas do FMI afirmam que, no curto prazo, o crescimento maior dos países desenvolvidos deve garantir maior demanda por produtos dos emergentes, como é o caso do Brasil.


Taxas fracas

O estudo destaca ainda que depois de serem estrelas de crescimento econômico, os emergentes estão amargando taxas decepcionantes, não só abaixo dos níveis pós-crise financeira mundial, mas também piores que os patamares na década pré-crise. O Brasil é citado como exemplo, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) reduzida em 2,75 pontos porcentuais desde 2010/2011, para "meros" 2,3%.

Como parte desta desaceleração é por conta de fatores cíclicos, o estudo diz que a recuperação maior esperada para os países avançados, como os Estados Unidos, deve ajudar os emergentes, na medida que os mercados desenvolvidos vão demandar mais exportações.


Velhos fatores

A previsão, porém, é que os fatores que ajudaram os emergentes a ter crescimento forte nos anos 2000 não devem se repetir nos próximos anos. Entre estes fatores, o estudo cita a alta dos preços das commodities e as condições favoráveis no mercado financeiro. O ambiente externo tende a oferecer menos estímulo à expansão dos emergentes.

Uma das razões é a mudança da política monetária nos EUA, que devem elevar juros em 2015, encarecendo os custos globais de captação de recursos.

Nesse cenário, uma das recomendações do estudo é que os emergentes reorientem os motores do crescimento, com peso mais forte para o mercado doméstico. "Um crescimento sustentado vai precisar de uma ênfase renovada em reformas estruturais", destaca o documento.

Os governos de países como Brasil, Turquia e China vão precisar identificar reformas prioritárias para remover gargalos na infraestrutura e aumentar a produtividade. No caso dos três países, o estudo diz que as reformas são necessárias para reorientar os catalisadores do crescimento econômico, que na economia brasileira e turca é muito dependente do consumo e na chinesa, do investimento.

O Brasil, destaca o estudo, tem que dar mais peso ao investimento. "Um rebalanceamento interno é necessário para reorientar a economia para modelos de crescimento mais sustentáveis", ressaltam os técnicos do Fundo.

Os técnicos do FMI destacam, no entanto, que não se pode subestimar a dificuldade de implementação das novas mudanças, em muitos casos por falta de consenso político.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
Internacional
Nos Estados Unidos, Firjan participa do Brasil-U.S. Indu...
12/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
BOGE 2026
John Crane oferece manutenção preditiva por meio de solu...
11/05/26
Gás Natural
Compass realiza IPO na B3
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes p...
11/05/26
Refino
Com 385 mil m³, RNEST bate recorde de produção de diesel...
11/05/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em baixa e amplia pressão sobre o ...
11/05/26
Energia Elétrica
Neoenergia renova mais três concessões e anuncia investi...
08/05/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: inscrições abertas at...
08/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23