Petroquímica

Petroquímicas pedem redução dos preços de matérias-primas

Valor Online
20/05/2008 08:52
Visualizações: 1172

Representantes da indústria petroquímica nacional criticaram nesta segunda-feira (19) os preços cobrados pela Petrobras para o fornecimento da nafta, matéria-prima importante para o setor. De acordo com José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, a estatal cobra um prêmio sobre o preço internacional de referência, que é o do mercado árabe.

 

"Acho que é natural e normal que nós peçamos à Petrobras uma nova política de precificação de nafta, compatível com a realidade internacional", frisou o executivo, que participou hoje do 4º Congresso da Indústria Química do Mercosul, no Rio de Janeiro.

 

Grubisich lembrou que a Petrobras pode chegar a ter 25% do capital da Braskem e que o aumento das vendas de etanol no Brasil devem levar a uma sobra maior de nafta no país, uma vez que sobrará mais gasolina para exportação na medida em que o consumo de etanol subir. Como a tendência será de uma maior exportação de gasolina, será adicionada menos nafta ao combustível, de forma a atender a mercados mais exigentes em termos ambientais, como Europa e Estados Unidos.

 

A Braskem importa hoje entre 30% e 40% da nafta consumida por ela no Brasil e compra o restante da Petrobras. "A nafta é 80% do custo dos produtos vendidos pela Braskem", explica Grubisich.

 

O executivo não revelou quanto a empresa paga à Petrobras pela nafta, mas disse que, no mercado internacional o preço do produto gira em torno de US$ 980 por tonelada.

 

Outro executivo a criticar o preço cobrado pela Petrobras pela nafta foi o presidente da Unipar, Roberto Garcia. Para ele, a estatal deveria "nacionalizar" o preço da matéria-prima.

 

"Não dá para imaginar a competitividade da petroquímica brasileira se não tivermos padrões de fato globais de competitividade", frisou Garcia, que compra 100% da matéria-prima consumida (gás natural e nafta) da Petrobras.

 

Paulo Aquino, presidente da Petroquisa, subsidiária da Petrobras para o setor petroquímico, alega que o preço cobrado pela estatal pela nafta ainda é mais competitivo que a opção de importação. Segundo ele, a política de preços da companhia é pensada "frente a um modelo de mercado".

 

"A Petrobras não pode ser vista apenas no papel de fornecedor, já que é um ator extremamente importante na cadeia", ponderou Aquino, lembrando que a estatal pode elevar sua participação para até 40% do capital da Braskem e que a companhia pretende ficar ainda com 40% do capital da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), empresa em sociedade com a Unipar.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Transição Energética
IBP debate protagonismo de São Paulo no mercado de energia
11/06/26
Etanol de milho
Atvos recebe Licença de Instalação para sua primeira uni...
10/06/26
Aviação
Acelen Renováveis e IATA firmam parceria para impulsiona...
10/06/26
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25