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Petrobras registra lucro recorde de R$ 20,7 bilhões

Resultado no terceiro trimestre, de R$ 7,08 bi, porém, ficou abaixo do esperado pelo mercado. Uma combinação de fatores como alta dos preços do petróleo no mercado internacional e aumento da produção e do consumo domésticos de óleo levaram a Petrobras a acumular um lucro recorde de R$ 20,7

Gazeta Mercantil
13/11/2006 00:00
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Resultado no terceiro trimestre, de R$ 7,08 bi, porém, ficou abaixo do esperado pelo mercado. Uma combinação de fatores como alta dos preços do petróleo no mercado internacional e aumento da produção e do consumo domésticos de óleo levaram a Petrobras a acumular um lucro recorde de R$ 20,7 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, 33% acima do valor de mesmo período de 2005, de R$ 15,5 bilhões. Apesar do recorde, o lucro de R$ 7,08 bilhões no terceiro trimestre ficou abaixo do esperado pelo mercado. Embora tenha superado em 26% os R$ 5,632 bilhões alcançados em igual período de 2005, analistas do setor esperavam um resultado entre R$ 7,5 bilhões e R$ 8 bilhões.

O diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, atribuiu o recorde do semestre a fatores como a redução de 47% das despesas financeiras líquidas entre janeiro e setembro deste ano. Além disso, revelou, a companhia foi beneficiada pela menor valorização do real e pelo fim dos contratos de hedge sobre o faturamento da Pesa, que geraram perdas de R$ 459 milhões no balanço dos nove primeiros meses do ano passado.

Como admitiu Barbassa, porém, nem só de boas notícias viveu a Petrobras entre janeiro e setembro deste ano. O executivo revelou que o atraso na produção da plataforma P-50, que opera na Bacia de Campos, contribuiu para que a companhia revisasse a meta de superávit da balança comercial de petróleo e derivados. Se antes a companhia previa um saldo de US$ 3 bilhões entre exportações e importações para este ano, agora esta meta foi revista para US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão. O executivo minimizou, porém, tal fenômeno, ao lembrar que os problemas técnicos que prejudicaram a produção da plataforma já foram resolvidos.

Para o próximo ano, previu Barbassa, a tendência é que a companhia atinja as metas de produção, não só por causa da normalização da P-50, como também pela antecipação em seis meses da entrada em produção da FPSO (plataforma de produção e armazenamento de petróleo) Rio de Janeiro, prevista para o campo de Espadarte, na Bacia de Campos.

A previsão, de acordo com a estatal brasileira, é que, em 2007, ocorra um aumento também das reservas provadas da empresa.

Outra má notícia foi o impacto de R$ 50 milhões no resultado da companhia da mudança nas regras de tributação da produção de petróleo e gás natural da Bolívia e da mudança nos contratos de exploração e produção na Venezuela. Só os problemas na Bolívia produziram um impacto negativo de R$ 8 milhões no terceiro trimestre. Ao minimizar tais problemas, Barbassa revelou que, se produziram impactos para o resultado da área internacional, os reveses na Bolívia e na Venezuela tiveram impacto limitado sobre o resultado global.

A Petrobras teve uma receita operacional líquida de R$ 117 bilhões no acumulado do ano, 20% acima do alcançado no mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre, a receita superou em 21% o resultado do mesmo período de 2005, ao saltar de R$ 35,7 bilhões para R$ 43,3 bilhões. A companhia registrou uma geração de caixa de R$ 40,6 bilhões até setembro, alta de 16% sobre os R$ 34,5 bilhões dos nove primeiros meses de 2005. No terceiro trimestre, o aumento da geração de caixa foi de 4% sobre o mesmo período de 2005, o que representou um avanço de R$ 12,4 bilhões para R$ 12,9 bilhões.

Fonte: Gazeta Mercantil

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