Negócios

Petrobras pode vender ativos no Golfo do México

Recursos seriam direcionados para reservas brasileiras.

Agência Estado
03/10/2012 11:05
Visualizações: 797

 

A Petrobras pode vender até US$ 6 bilhões em ativos no Golfo do México, em uma das suas maiores ações de desinvestimento, à medida que a companhia entra em uma nova era de austeridade em função da desaceleração no mercado global de commodities. A informação é do jornal britânico "Financial Times".
De acordo com a publicação, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou que as negociações para a venda dos ativos no Golfo do México se focam agora em três potenciais compradores. Os acordos podem ser fechados no começo do ano que vem. "Nós estamos muito próximos de fechar o acordo", comentou Graça Foster, que tem insistido em amplos cortes de gastos na estatal desde que assumiu o comando, em janeiro.
Graça Foster estima que os ativos de exploração da Petrobras no Golfo valem cerca de US$ 8 bilhões, explicando que a companhia está pronta para vender uma fatia entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, sendo que pode abrir mão do controle de alguns blocos. Embora não tenha citado quem são os possíveis compradores, a imprensa menciona como potenciais interessadas as empresas Shell, Exxon, Chevron e BP.
Os recursos levantados com essas vendas devem ser direcionados para o desenvolvimento das reservas de petróleo offshore no Brasil, que já devem consumir boa parte dos US$ 236,5 bilhões em investimentos previstos pela companhia para os próximos quatro anos. Além disso, o dinheiro deve suavizar preocupações com o desempenho da estatal, que teve prejuízo no segundo trimestre deste ano, no primeiro resultado negativo em 13 anos.
De acordo com o FT, os lucros da Petrobras também estão sendo pressionados pelo aumento nos custos operacionais, em função das rígidas exigências de componentes locais nas plataformas e navios. Outro fator é o controle que o governo exerce sobre os preços dos combustíveis. Embora tenha conseguido aumentar um pouco os preços da gasolina e do diesel vendidos às refinarias em junho, a petroleira ainda precisa importar petróleo para atender à demanda doméstica.
"A convergência dos preços locais e internacionais é extremamente importante, ainda mais quando se considera o tamanho dos nossos investimentos", comentou Graça Foster na entrevista ao FT.

A Petrobras pode vender até US$ 6 bilhões em ativos no Golfo do México, em uma das suas maiores ações de desinvestimento, à medida que a companhia entra em uma nova era de austeridade em função da desaceleração no mercado global de commodities. A informação é do jornal britânico "Financial Times".


De acordo com a publicação, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou que as negociações para a venda dos ativos no Golfo do México se focam agora em três potenciais compradores. Os acordos podem ser fechados no começo do ano que vem. "Nós estamos muito próximos de fechar o acordo", comentou Graça Foster, que tem insistido em amplos cortes de gastos na estatal desde que assumiu o comando, em janeiro.


Graça Foster estima que os ativos de exploração da Petrobras no Golfo valem cerca de US$ 8 bilhões, explicando que a companhia está pronta para vender uma fatia entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, sendo que pode abrir mão do controle de alguns blocos. Embora não tenha citado quem são os possíveis compradores, a imprensa menciona como potenciais interessadas as empresas Shell, Exxon, Chevron e BP.


Os recursos levantados com essas vendas devem ser direcionados para o desenvolvimento das reservas de petróleo offshore no Brasil, que já devem consumir boa parte dos US$ 236,5 bilhões em investimentos previstos pela companhia para os próximos quatro anos. Além disso, o dinheiro deve suavizar preocupações com o desempenho da estatal, que teve prejuízo no segundo trimestre deste ano, no primeiro resultado negativo em 13 anos.


De acordo com o FT, os lucros da Petrobras também estão sendo pressionados pelo aumento nos custos operacionais, em função das rígidas exigências de componentes locais nas plataformas e navios. Outro fator é o controle que o governo exerce sobre os preços dos combustíveis. Embora tenha conseguido aumentar um pouco os preços da gasolina e do diesel vendidos às refinarias em junho, a petroleira ainda precisa importar petróleo para atender à demanda doméstica.


"A convergência dos preços locais e internacionais é extremamente importante, ainda mais quando se considera o tamanho dos nossos investimentos", comentou Graça Foster na entrevista ao FT.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Refino
Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (...
14/04/26
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Evento
Promoção da Infis, 4º Seminário Tributação em Óleo e Gás...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste es...
10/04/26
ANP
Fiscalização: aprovada consulta pública para revisão de ...
10/04/26
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
iBEM26
Entrevista exclusiva: Rosatom mira o Brasil e reforça pr...
07/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23