Empresas

Petrobras perde R$ 1,8 bilhão a cada mês sem reajuste

Impacto é direto no lucro da companhia.

Valor Econômico
25/01/2013 11:48
Visualizações: 828

 

Para o governo, trata-se apenas de jogar a inflação um pouco mais para cá ou para lá, sendo que a desculpa da vez é evitar uma concentração de reajustes que façam disparar o IPCA de um único mês e que isso contamine as expectativas. Mas para a Petrobras, a defasagem no preço dos combustíveis provoca perda mensal de R$ 1,8 bilhão na área de abastecimento. Embora aproximado, esse impacto é direto no lucro, que fica diminuído nessa proporção.
A conta tem como base o prejuízo de R$ 21,7 bilhões acumulado por essa divisão da petrolífera nos 12 meses até setembro de 2012 - a empresa fica no azul porque o lucro da área de exploração de produção supera esse valor. Mesmo no terceiro trimestre, depois dos últimos reajustes de preço, o rombo mensal ficou em quase R$ 1,9 bilhão.
Mantida a média dos últimos 12 meses, a Petrobras deve acumular perdas de mais R$ 7,2 bilhões entre outubro e janeiro. Desde o início de 2011, o rombo acumulado chegará a R$ 34,5 bilhões, cifra que se compara aos R$ 45 bilhões levantados em caixa na capitalização de 2010.
Mas essa sangria do resultado e do caixa da estatal, que tem importado gasolina e diesel por um preço mais alto do que vende no mercado local, tem tudo para começar a diminuir (não acabar). Até o Banco Central conta agora formalmente com um reajuste da gasolina neste ano. Mas a previsão, que consta da ata do Copom, é de um aumento tímido, de 5%. O diesel, que tem impacto limitado no IPCA, não foi mencionado.
Autoridades voltaram a falar ontem, ou melhor, a não falar, sobre o prometido reajuste. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que quem define o aumento de preços é o conselho de administração da companhia, dominado por membros indicados pela União. Até aí, nada de novo. Já a presidente Dilma Rousseff, questionada sobre o tema por um jornalista, declarou: "Meu querido, eu não falo sobre aumento de gasolina, eu falo sobre redução de tarifa de energia: 18% e 32%".
Com ou sem declarações, o reajuste parece cada vez mais certo. E mais perto. Mas ele deve vir aquém do necessário para a estatal equilibrar as contas.
A necessidade de caixa da companhia deve ser ainda maior após a retomada das licitações de áreas de exploração de petróleo. Na 11ª rodada, prevista para maio, serão leiloados 289 blocos.
Já a primeira disputa pública de blocos do pré-sal no sistema de partilha foi agendada para o fim de novembro. Nesse caso, a Petrobras terá participação mínima obrigatória de 30% nos consórcios.
Isso exigirá desembolso de caixa. Seja em bônus de assinatura ou em investimentos em exploração. E os gastos com esses novos projetos não estão previstos no plano estratégico de 2012 a 2016, já considerado muito grande, que prevê investimentos de US$ 209 bilhões.
E o dinheiro precisa vir da operação, da venda de combustíveis. Caso contrário, será necessária uma nova capitalização.

Para o governo, trata-se apenas de jogar a inflação um pouco mais para cá ou para lá, sendo que a desculpa da vez é evitar uma concentração de reajustes que façam disparar o IPCA de um único mês e que isso contamine as expectativas. Mas para a Petrobras, a defasagem no preço dos combustíveis provoca perda mensal de R$ 1,8 bilhão na área de abastecimento. Embora aproximado, esse impacto é direto no lucro, que fica diminuído nessa proporção.


A conta tem como base o prejuízo de R$ 21,7 bilhões acumulado por essa divisão da petrolífera nos 12 meses até setembro de 2012 - a empresa fica no azul porque o lucro da área de exploração de produção supera esse valor. Mesmo no terceiro trimestre, depois dos últimos reajustes de preço, o rombo mensal ficou em quase R$ 1,9 bilhão.


Mantida a média dos últimos 12 meses, a Petrobras deve acumular perdas de mais R$ 7,2 bilhões entre outubro e janeiro. Desde o início de 2011, o rombo acumulado chegará a R$ 34,5 bilhões, cifra que se compara aos R$ 45 bilhões levantados em caixa na capitalização de 2010.


Mas essa sangria do resultado e do caixa da estatal, que tem importado gasolina e diesel por um preço mais alto do que vende no mercado local, tem tudo para começar a diminuir (não acabar). Até o Banco Central conta agora formalmente com um reajuste da gasolina neste ano. Mas a previsão, que consta da ata do Copom, é de um aumento tímido, de 5%. O diesel, que tem impacto limitado no IPCA, não foi mencionado.


Autoridades voltaram a falar ontem, ou melhor, a não falar, sobre o prometido reajuste. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que quem define o aumento de preços é o conselho de administração da companhia, dominado por membros indicados pela União. Até aí, nada de novo. Já a presidente Dilma Rousseff, questionada sobre o tema por um jornalista, declarou: "Meu querido, eu não falo sobre aumento de gasolina, eu falo sobre redução de tarifa de energia: 18% e 32%".


Com ou sem declarações, o reajuste parece cada vez mais certo. E mais perto. Mas ele deve vir aquém do necessário para a estatal equilibrar as contas.


A necessidade de caixa da companhia deve ser ainda maior após a retomada das licitações de áreas de exploração de petróleo. Na 11ª rodada, prevista para maio, serão leiloados 289 blocos.


Já a primeira disputa pública de blocos do pré-sal no sistema de partilha foi agendada para o fim de novembro. Nesse caso, a Petrobras terá participação mínima obrigatória de 30% nos consórcios.


Isso exigirá desembolso de caixa. Seja em bônus de assinatura ou em investimentos em exploração. E os gastos com esses novos projetos não estão previstos no plano estratégico de 2012 a 2016, já considerado muito grande, que prevê investimentos de US$ 209 bilhões.


E o dinheiro precisa vir da operação, da venda de combustíveis. Caso contrário, será necessária uma nova capitalização.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25