Indústria Naval

Petrobras e fornecedores negociam uso de portos

Terrenos serão usados para produzir equipamentos.

Valor Econômico
23/08/2012 16:57
Visualizações: 1237

 

A Petrobras e fornecedoras estão assumindo áreas ociosas em portos do Sul, Sudeste e Nordeste. Jaraguá Equipamentos, Tomé, Schahin e Techint passaram a acertar, a partir do fim de 2011, contratos de uso temporário de áreas nos portos públicos de Maceió (AL), São Sebastião (SP) e Antonina (PR). Os terrenos serão usados para produzir equipamentos para a Petrobras. A estatal também quer assumir uma faixa do porto do Rio para servir de base aos navios que suprem as plataformas de petróleo.
A estatal negocia com a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) contrato de uso de área com 1,4 quilômetro de cais no porto do Rio por período de cinco anos. O negócio depende de aprovação pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do sinal verde do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), instância que reúne os atores envolvidos no porto, incluindo governo, operadores, usuários e trabalhadores.
A Petrobras tem interesse em ter uma área do porto sob sua responsabilidade, embora venha usando uma área menor há dois anos. A operação portuária é delegada pela Petrobras a uma empresa contratada e esse modelo será mantido quando a estatal assumir o uso temporário de um trecho do cais. A empresa pode investir cerca de R$ 100 milhões no porto do Rio, segundo estimativas. A Petrobras não quis se manifestar.
Jorge Luiz de Mello, presidente da CDRJ, disse que o primeiro passo na negociação com a Petrobras foi estabelecer uma tarifa a ser cobrada por Docas pelo uso de uma área do porto para serviços de apoio offshore. Segundo ele, o uso temporário de áreas nos portos públicos está previsto na resolução 2240, de 2011. Ela regula a exploração de áreas sob gestão das administrações portuárias nos portos organizados. A resolução surgiu por reivindicação de empresas e de portos com áreas ociosas, como é o caso de Maceió, em Alagoas.
O porto de Maceió acertou o uso temporário de duas áreas com a Jaraguá Equipamentos e com o grupo Tomé, disse Roberto Leoni, administrador substituto do porto de Maceió. "A primeira cessão onerosa [para o uso temporário de uma área] foi assinada pelo Porto de Maceió com a Jaraguá, no fim do ano passado", afirmou Leoni. O terreno a ser ocupado pela Jaraguá tem 26,5 mil metros quadrados e não está pavimentado. Já o terreno destinado à Tomé tem 50 mil metros quadrados e tem parte pavimentada.
Leoni disse que uma das vantagens para o porto com esse tipo de cessão de uso é receber a área de volta, mas com benfeitorias feitas pela empresa privada, ao fim do contrato. A Tomé formou um consórcio com a Ferrostaal para produzir 32 módulos para navios-plataforma em Maceió. A Jaraguá e a Tomé foram procuradas, mas não se pronunciaram.
Outro projeto de uso temporário é o da Techint no porto de Antonina, no Paraná. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) disse que o pedido de permissão de uso temporário, em favor da Techint, está em processo de análise pela Antaq. São cerca de 100 mil metros quadrados que estavam ociosos, com saída para o mar, mas o cais não será de uso exclusivo da Techint. Um dos projetos da Techint em Antonina é a montagem de plataformas. Em São Sebastião (SP), o acordo passa pelo uso de uma área de 40 mil metros quadrados por período de 18 meses, renováveis por igual período, pela Schahin Engenharia. A entrada em vigor do contrato depende da disponibilização da área, que passa por adequações e obras, segundo a Companhia Docas de São Sebastião.

A Petrobras e fornecedoras estão assumindo áreas ociosas em portos do Sul, Sudeste e Nordeste. Jaraguá Equipamentos, Tomé, Schahin e Techint passaram a acertar, a partir do fim de 2011, contratos de uso temporário de áreas nos portos públicos de Maceió (AL), São Sebastião (SP) e Antonina (PR). Os terrenos serão usados para produzir equipamentos para a Petrobras. A estatal também quer assumir uma faixa do porto do Rio para servir de base aos navios que suprem as plataformas de petróleo.


A estatal negocia com a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) contrato de uso de área com 1,4 quilômetro de cais no porto do Rio por período de cinco anos. O negócio depende de aprovação pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do sinal verde do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), instância que reúne os atores envolvidos no porto, incluindo governo, operadores, usuários e trabalhadores.


A Petrobras tem interesse em ter uma área do porto sob sua responsabilidade, embora venha usando uma área menor há dois anos. A operação portuária é delegada pela Petrobras a uma empresa contratada e esse modelo será mantido quando a estatal assumir o uso temporário de um trecho do cais. A empresa pode investir cerca de R$ 100 milhões no porto do Rio, segundo estimativas. A Petrobras não quis se manifestar.


Jorge Luiz de Mello, presidente da CDRJ, disse que o primeiro passo na negociação com a Petrobras foi estabelecer uma tarifa a ser cobrada por Docas pelo uso de uma área do porto para serviços de apoio offshore. Segundo ele, o uso temporário de áreas nos portos públicos está previsto na resolução 2240, de 2011. Ela regula a exploração de áreas sob gestão das administrações portuárias nos portos organizados. A resolução surgiu por reivindicação de empresas e de portos com áreas ociosas, como é o caso de Maceió, em Alagoas.


O porto de Maceió acertou o uso temporário de duas áreas com a Jaraguá Equipamentos e com o grupo Tomé, disse Roberto Leoni, administrador substituto do porto de Maceió. "A primeira cessão onerosa [para o uso temporário de uma área] foi assinada pelo Porto de Maceió com a Jaraguá, no fim do ano passado", afirmou Leoni. O terreno a ser ocupado pela Jaraguá tem 26,5 mil metros quadrados e não está pavimentado. Já o terreno destinado à Tomé tem 50 mil metros quadrados e tem parte pavimentada.


Leoni disse que uma das vantagens para o porto com esse tipo de cessão de uso é receber a área de volta, mas com benfeitorias feitas pela empresa privada, ao fim do contrato. A Tomé formou um consórcio com a Ferrostaal para produzir 32 módulos para navios-plataforma em Maceió. A Jaraguá e a Tomé foram procuradas, mas não se pronunciaram.


Outro projeto de uso temporário é o da Techint no porto de Antonina, no Paraná. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) disse que o pedido de permissão de uso temporário, em favor da Techint, está em processo de análise pela Antaq. São cerca de 100 mil metros quadrados que estavam ociosos, com saída para o mar, mas o cais não será de uso exclusivo da Techint. Um dos projetos da Techint em Antonina é a montagem de plataformas. Em São Sebastião (SP), o acordo passa pelo uso de uma área de 40 mil metros quadrados por período de 18 meses, renováveis por igual período, pela Schahin Engenharia. A entrada em vigor do contrato depende da disponibilização da área, que passa por adequações e obras, segundo a Companhia Docas de São Sebastião.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Oferta Permanente: 6º Ciclo de Concessão terá 22 setores...
06/08/26
Internacional
Tarifaço EUA, Firjan Internacional elabora cartilha de a...
06/08/26
Bacia de Campos
Projeto Raia avança com novos marcos em um dos principai...
06/08/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bi...
06/08/26
Resultado
BRAVA Energia alcança recorde histórico de receita líqui...
06/08/26
Drilling
Foresea completa 3 anos de liderança com frota contratad...
05/08/26
Oferta Permanente
ANP participa de cerimônia alusiva à assinatura de contr...
05/08/26
SOG 2026
Petrol Industrial S.A. Consolida Presença Regional e Apr...
05/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e Abpip lançam novo Relivre com foco na comp...
05/08/26
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
BIODIVERSIDADE
ExxonMobil Brasil destina mais de R$ 1 milhão para prese...
03/08/26
Pessoas
Shell Brasil inicia novo ciclo de liderança com João San...
03/08/26
SOG 2026
Banco do Nordeste tem R$ 504 milhões para setor energéti...
03/08/26
Meio Ambiente
MODEC testa no Brasil tecnologias inéditas que podem red...
03/08/26
IA
Acelen supera R$ 380 milhões em ganhos com IA e transfor...
03/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.