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Petrobras descobre mais óleo leve em Sergipe

Encontrado no campo de Piranema (SE), óleo é do tipo ultraleve (43º API) e triplicará reservas do estado. Descoberta contribuirá para meta de autosuficiência em óleo leve, prevista para até 2010.


31/08/2004 00:00
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O campo de Piranema, no estado de Sergipe, foi declarado comercialmente viável nesta segunda-feira (30/08) pela Petrobras. Com capacidade para produzir petróleo do tipo ultraleve, de 41° a 43° API, o campo apresenta volumes recuperáveis da ordem de 76 milhões de barris. As descobertas, subdividas em cinco pequenas acumulações de petróleo e gás natural, contribuirão para viabilizar a estratégia da Petrobras de eliminar, até 2010, as importações de óleo leve.
Atualmente, a empresa importa uma média diária de 300 mil barris de óleo leve, mas sua meta é chegar a 2007 com uma produção equivalente a pelo menos a metade deste total. Embora o geólogo e professor da Coppe UFRJ, Giuseppe Bacoccoli, considere o campo relativamente pequeno - se apenas este campo fosse o responsável por produzir todo o volume de 300 mil barris por dia, sua vida últil seria de aproximadamente nove meses -, ele triplicará as reservas de petróleo do estado.
A declaração de comercialidade do campo foi encaminhada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) pela Petrobras na segunda-feira, com informações sobre as descobertas feitas no antigo bloco SEAL-100, nos poços SES-142, SES-143, SES-147, SES-149 e SES-154, situados na Bacia de Sergipe/Alagoas. Os poços estão localizados em profundidades de lâmina d`água que variam de 1.200 metros a 1.600 metros.
Segundo Bacoccoli, a descoberta de óleo leve no norte do país é uma tendência que segue as formações geológicas da costa brasileira. Segundo o professor, as formações geradoras do norte do país apresentam determinadas características de matéria orgânica sedimentada e maior evolução térmica, o que costuma gerar petróleo leve.
Na região da Bacia de Campos, segundo o professor, a tendência é de outro tipo de matéria orgânica e menor evolução térmica na história geológica da região. Nesse caso, a tendência é o surgimento do petróleo pesado e pouco gás natural. "Na Bacia de Campos há muito gás, porque a quantidade de petróleo é enorme", comenta.
Vários geólogos da Petrobras discordam, no entanto, de tal avaliação. "De maneira
geral, pode haver uma coincidência de que temos encontrado mais petróleo leve ao norte do país, mas quando um investidor pensa em onde aplicar o seu dinheiro isso não faz nenhum sentido. Não há regra. Em todas as bacias há petróleo leve e pesado lado a lado", informou um dos geólogos da estatal.
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