Gás Natural

Petrobras abre espaço para importar GNL

Estatal cederá parte de sua capacidade de regaseificação.

Valor Econômico
04/06/2014 10:33
Visualizações: 1515

 

A Petrobras está negociando parte de sua capacidade de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) para companhias interessadas em participar do próximo leilão A-5 com usinas térmicas que utilizem o insumo importado. A estatal firmou pré-acordo com um grande grupo energético internacional para ceder parte de sua capacidade de regaseificação. Na prática, a multinacional poderá utilizar algum terminal da Petrobras para regaseificar o GNL próprio trazido do exterior. Esse gás será usado para suprir térmica própria que consiga vender energia no leilão, em 12 de setembro.
O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro, não revelou o nome da empresa que assinou o pré-contrato, mas afirmou que ela já atua no mercado brasileiro. Questionado sobre que companhias do tipo atuam no Brasil, ele citou a francesa GDF-Suez, a espanhola Endesa, a japonesa Mitsui e a Samsung. Perguntado se a empresa que assinou o contrato seria uma das citadas, Santoro respondeu: "Não posso dizer, mas pode ser uma quinta [empresa]".
O executivo reafirmou que a Petrobras não vai disponibilizar gás para novas termelétricas interessadas em participar do leilão, que negociará o fornecimento de energia a partir de 2019. Santoro disse ainda que uma térmica que precise comprar GNL no longo prazo não terá condições competitivas de participar do leilão. "A menos que tenha uma jazida [de gás] e participação em terminal de liquefação, e traga seu GNL para uma térmica que ela venha a construir", explicou ele, durante seminário sobre gás natural, no Rio, promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP).
A Petrobras possui hoje 41 milhões de metros cúbicos/dia de capacidade de regaseificação, a partir de três terminais no país instalados na Baía de Guanabara (RJ), Pecém (CE) e Salvador (BA). Segundo Santoro, a capacidade atual é suficiente para atender a demanda do país até 2030.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), há 36 projetos de térmicas a gás inscritos para o leilão A-5. Os empreendimentos somam 20.057 megawatts (MW) de capacidade instalada. Um dos projetos é da própria Petrobras. Trata-se da usina de Azulão, de cerca de 100 MW de potência, em Silves (AM).
Santoro contou, ainda, que a Petrobras está fazendo compras antecipadas de GNL para garantir o fornecimento do energético para térmicas. A empresa tem feito contratos com período médio de duração de dois anos e entregas mensais do combustível.
"Prevemos que em 2014 e 2015, o mercado [de GNL] estará mais 'curto'. A oferta está muito próxima da demanda. Por isso, estamos comprando com um ano de antecedência. São lotes de carga de GNL a serem entregues em um, dois anos", disse ele.
A estratégia teve início no fim de 2013, quando a companhia visualizou a situação de operação contínua das térmicas e o equilíbrio entre oferta e demanda de GNL no mercado internacional. "Não vai faltar gás para as termelétricas", assegurou Santoro.
A Petrobras também está antecipando contratos de compra de GNL no mercado spot. "Normalmente compramos com 30 a 40 dias de antecedência. Hoje estamos comprando 45 a 60 dias antes", disse o diretor da Petrobras.
O executivo também comentou que está prevista uma queda de preços do GNL nos próximos meses, em virtude do verão no Hemisfério Norte, quando o consumo do produto para calefação é reduzido. "O mercado sofre muita influência do inverno no Hemisfério Norte. No verão, há mais oferta que demanda. O preço tende a cair em relação ao primeiro trimestre deste ano", disse.

A Petrobras está negociando parte de sua capacidade de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) para companhias interessadas em participar do próximo leilão A-5 com usinas térmicas que utilizem o insumo importado. A estatal firmou pré-acordo com um grande grupo energético internacional para ceder parte de sua capacidade de regaseificação. Na prática, a multinacional poderá utilizar algum terminal da Petrobras para regaseificar o GNL próprio trazido do exterior. Esse gás será usado para suprir térmica própria que consiga vender energia no leilão, em 12 de setembro.

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro, não revelou o nome da empresa que assinou o pré-contrato, mas afirmou que ela já atua no mercado brasileiro. Questionado sobre que companhias do tipo atuam no Brasil, ele citou a francesa GDF-Suez, a espanhola Endesa, a japonesa Mitsui e a Samsung. Perguntado se a empresa que assinou o contrato seria uma das citadas, Santoro respondeu: "Não posso dizer, mas pode ser uma quinta [empresa]".

O executivo reafirmou que a Petrobras não vai disponibilizar gás para novas termelétricas interessadas em participar do leilão, que negociará o fornecimento de energia a partir de 2019. Santoro disse ainda que uma térmica que precise comprar GNL no longo prazo não terá condições competitivas de participar do leilão. "A menos que tenha uma jazida [de gás] e participação em terminal de liquefação, e traga seu GNL para uma térmica que ela venha a construir", explicou ele, durante seminário sobre gás natural, no Rio, promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP).

A Petrobras possui hoje 41 milhões de metros cúbicos/dia de capacidade de regaseificação, a partir de três terminais no país instalados na Baía de Guanabara (RJ), Pecém (CE) e Salvador (BA). Segundo Santoro, a capacidade atual é suficiente para atender a demanda do país até 2030.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), há 36 projetos de térmicas a gás inscritos para o leilão A-5. Os empreendimentos somam 20.057 megawatts (MW) de capacidade instalada. Um dos projetos é da própria Petrobras. Trata-se da usina de Azulão, de cerca de 100 MW de potência, em Silves (AM).

Santoro contou, ainda, que a Petrobras está fazendo compras antecipadas de GNL para garantir o fornecimento do energético para térmicas. A empresa tem feito contratos com período médio de duração de dois anos e entregas mensais do combustível.

"Prevemos que em 2014 e 2015, o mercado [de GNL] estará mais 'curto'. A oferta está muito próxima da demanda. Por isso, estamos comprando com um ano de antecedência. São lotes de carga de GNL a serem entregues em um, dois anos", disse ele.

A estratégia teve início no fim de 2013, quando a companhia visualizou a situação de operação contínua das térmicas e o equilíbrio entre oferta e demanda de GNL no mercado internacional. "Não vai faltar gás para as termelétricas", assegurou Santoro.

A Petrobras também está antecipando contratos de compra de GNL no mercado spot. "Normalmente compramos com 30 a 40 dias de antecedência. Hoje estamos comprando 45 a 60 dias antes", disse o diretor da Petrobras.

O executivo também comentou que está prevista uma queda de preços do GNL nos próximos meses, em virtude do verão no Hemisfério Norte, quando o consumo do produto para calefação é reduzido. "O mercado sofre muita influência do inverno no Hemisfério Norte. No verão, há mais oferta que demanda. O preço tende a cair em relação ao primeiro trimestre deste ano", disse.

 

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