Gás Natural

Pesquisadores estudam sistemas híbridos de geração de energia em embarcações

Projeto é do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural e tem o objetivo de substituir combustíveis fósseis por energia elétrica e gás natural.

Assessoria/Redação
27/06/2016 10:19
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Engenheiros do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (“Research Centre for Gas Innovation” – RCGI na sigla em inglês) estudam o desenvolvimento de sistemas híbridos de potência para navios. O objetivo de um sistema híbrido em embarcações está diretamente relacionado à economia de combustível. E uma das consequências imediatas é a redução de emissões, já que o uso de baterias permite que sejam empregados motores menores, operando sempre em condições próximas àquela de maior eficiência. Além disso, num segundo momento, seria utilizada como fonte primária o gás natural – combustível considerado “de transição” por ter uma queima mais limpa do que outros fósseis atualmente utilizados em aplicações navais.

O coordenador do projeto, Bruno Souza Carmo, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) explica que o projeto abrange a aplicação dos sistemas híbridos em três embarcações diferentes: rebocadores (escort tugs); offshore supply vessels (que dão apoio a plataformas de exploração, responsáveis pelo transporte de suprimentos e auxílio a unidades marítimas) e shuttle tankers (navios de carga projetados para o transporte de petróleo de um campo offshore). Estes últimos trabalham com o que se chama de DP (dynamic positioning): eles precisam manter uma posição estável ao fazer operações de carga e descarga, independentemente das condições de mar e vento.

“O projeto está dividido em três fases. A primeira é avaliar a implementação dos sistemas híbridos nas embarcações utilizando baterias para armazenar energia, aliadas aos tradicionais óleos combustíveis (bunker oils), que atualmente movem as embarcações. Essa primeira fase duraria cerca de dois anos.”

Segundo o engenheiro, as baterias utilizadas dependem do tipo de embarcação e de sua função. “Uma das tecnologias que vamos usar são as baterias de íons de lítio. Mas, dependendo da aplicação e da embarcação, o tipo de bateria pode diferir. Ainda não sabemos a potência da bateria que precisaremos para cada tipo de embarcação, nem o tamanho. Sabemos que será usada mais de uma: serão bancos de baterias.”

Ele explica que há uma preocupação com segurança, já que o uso de baterias em embarcações é uma coisa relativamente nova. “Será preciso projetar locais onde essas baterias ficarão, com especial atenção para a ventilação, por exemplo, já que elas esquentam. Um dos engenheiros de nossa equipe cuida exclusivamente da questão da segurança.”

A economia de combustível possibilitada pelo uso de baterias depende da embarcação. No caso de um escort tug, segundo o engenheiro, ela fica entre 20% e 30%. Carmo acrescenta que não existe ainda no mundo uma regulamentação para os híbridos em termos de aspectos de segurança, de especificação de componentes, etc. “Isso está tudo em formação, em estudo.”

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