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P-52 utilizará motores WEG

Com mais de 70% de conteúdo nacional, boa parte dos motores de média tensão, bem como a maioria absoluta dos motores de baixa tensão que equipam a P-52 - maior plataforma de exploração de petróleo no Brasil e terceira do mundo, são da WEG.

Da redação
23/07/2007 00:00
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Com mais de 70% de conteúdo nacional, boa parte dos motores de média tensão, bem como a maioria absoluta dos motores de baixa tensão que equipam a P-52 - maior plataforma de exploração de petróleo no Brasil e terceira do mundo, são da WEG. Para os módulos de compressão, a plataforma conta com seis motores de indução de 9.650kW. O fornecimento inclui ainda geradores e mais de 350 mil litros de tintas.

O módulo de geração da plataforma é composto por 4 turbinas a gás Rolls-Royce RB 211 de 30 MW e 4 geradores WEG SPW1120. Todos os geradores, com tensão de 13,8kV e potência de 31.250 KVA, trabalham numa velocidade de 1800 rpm e são acionados por turbinas a gás.

Um dos produtos de destaque no fornecimento de tintas é a linha Wet Surface: desenvolvida com tecnologia de ponta, é um revestimento aplicado em superfícies molhadas e/ou condensadas. O Lackpoxi 76, produto que dá nome à linha, tem alta proteção anticorrosiva e excelente aderência.

Marco na história da Petrobras e da recuperação da capacidade construtiva do setor naval brasileiro, a P-52 é a primeira plataforma a atender aos novos requisitos de nacionalização, com um índice de 76%.

A unidade, cujo custo total foi de cerca de US$ 1 bilhão, teve sua construção iniciada em maio de 2004 e utilizou o processo marine deck mating, inédito no país. O casco foi construído em Cingapura e chegou ao Brasil no final do mês de março de 2007. Já o topside, construído no Brasil, foi financiado pelo BNDES.

A plataforma foi construída de forma modular. É constituída basicamente pelo casco, que fica parcialmente submerso, base do convés (deck box) e módulos (processo, geração de energia e compressão de gás, alojamentos, utilidades, heliporto etc). O contrato de construção foi assinado em dezembro de 2003, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A construção dos módulos foi distribuída em diversos canteiros na cidade do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e em Niterói. O módulo de acomodações, em estrutura de alumínio, e a base do convés, que acomoda todos os módulos, foram construídos no estaleiro da BrasFels, em Angra dos Reis.

Integrante da Fase 2 do Módulo 1 do programa de desenvolvimento do Campo de Roncador, na Bacia de Campos, a P-52 ficará ancorada em profundidade de 1.800 metros e será interligada a 29 poços (18 produtores e 11 injetores de água). O escoamento da produção de petróleo e gás natural será feito por dutos submarinos. Ao entrar em capacidade máxima de operação, a unidade, do tipo semi-submersível, poderá processar 180 mil barris de petróleo e comprimir 9,3 milhões de m3 de gás natural.

A previsão é de que no início de agosto a P-52 saia do cais, faça testes marítimos e vá para o Campo de Roncador. A previsão do primeiro óleo é para setembro.
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