Empresas

OGX e Petrobras pesam e Bovespa opera no vermelho

Vazamento e boatos motivam queda nas ações.

Valor Online
08/04/2013 18:28
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O humor voltou a pesar nos mercados nesta segunda-feira (8), jogando para baixo as bolsas aqui e no exterior. Lá fora, enquanto aguardam pelo discurso de Ben Bernanke e pelo resultado da Alcoa, que dá a largada da temporada de balanços americana, investidores mantêm uma boa dose de cautela, ainda sob efeito do resultado fraco do payroll na sexta-feira (5) passada. Foram criados 88 mil empregos em março, bem abaixo da previsão de 200 mil vagas, dado que colocou em xeque o ritmo de recuperação da economia dos Estados Unidos.
Aqui, a bolsa cai com mais força, pressionada por fatores domésticos. As preocupações com OGX seguem pesando sobre os negócios. Também Petrobras é destaque de queda, com investidores reagindo ao vazamento de petróleo no terminal de São Sebastião no fim de semana.
O dólar dá uma pausa na onda de vendas que marcou a sexta-feira e reavalia os rumores sobre o governo estar estudando amenizar controles de capitais, concentrados na redução ou retirada do IOF. Já os juros futuros sobem, corrigindo os excessos do último pregão. Mas a inclinação da curva a termo continua diminuindo, com agentes reforçando as apostas em um aperto monetário no curto prazo.
Bolsa
O ‘X’ do problema da bolsa brasileira continua sendo o mesmo dos últimos dois pregões: a derrocada das empresas de Eike Batista. No meio de um tiroteio de boatos, os papéis registram perdas na casa dos dois dígitos e pressionam o Ibovespa, que também sente a baixa de Petrobras.
Dois rumores permeiam as mesas de operação nesta segunda-feira. No fim de semana, a coluna Holofote, da revista “Veja”, informou que o estaleiro (OSX) e o porto de Açu (LLX) estariam com problemas nas fundações. As duas empresas divulgaram comunicado conjunto hoje negando a notícia.
Pela manhã, a coluna “Bom Dia Mercado” citou rumores de que, se as ações da OGX atingirem o valor de R$ 1,50, os bancos credores aceitariam converter a dívida da empresa em ações.
Por volta das 13h35, OGX ON caía 9,35%, para R$ 1,55, depois de marcar mínima em R$ 1,52. LLX ON perdia 13,72%, OSX ON recuava 10,78%, MMX ON tinha baixa de 5,20%, enquanto CCX ON operava estável e MPX ON subia 0,53%.
O Ibovespa registrava baixa de 1,10%, aos 54.444 pontos, com giro de R$ 2,6 bilhões. Entre as mais negociadas, Vale PNA recua 0,24%, a R$ 32,52, enquanto Petrobras PN tem perda expressiva de 2,19%, a R$ 17,41 e também pesa contra o Ibovespa.
O mal-estar das empresas ‘X’ segue espirrando no setor bancário. BTG ON perde 2,44%, para R$ 31,92, depois de marcar mínima a R$ 31,54. O grupo de André Esteves fez uma associação estratégica com o grupo de Eike Batista no mês passado. Itaú PN cai 1,33%, enquanto Bradesco PN recua 2,01%. Os dois bancos são apontados como grandes credores das empresas X.
Na contramão do setor está Banco do Brasil ON (1,35%) que sobe embalado pela expectativa sobre a oferta inicial da BB Seguridade. Segundo um analista, o BB tem valor de mercado hoje de cerca de R$ 76 bilhões, o que inclui a empresa de seguros, avaliada em cerca de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões, pelo preço sugerido para a oferta. “Ou o BB está muito barato em relação aos demais bancos, ou a oferta vai sair cara”, disse a fonte.
Segundo operadores, as ações da Petrobras refletem a saída de investidores estrangeiros do mercado local, acompanhando o mau humor nas bolsas americanas hoje. O papel também sente a repercussão negativa de um vazamento de petróleo no terminal de São Sebastião no fim de semana.
Câmbio
Após já ter se aproximado de R$ 2,00 no fim da manhã e mais cedo ter batido uma mínima em três semanas, o dólar se estabiliza perto do fechamento da sessão anterior e opera em torno de R$ 1,99. O mercado dá uma pausa na onda de vendas que marcou a sexta-feira e reavalia os rumores sobre o governo estar estudando amenizar controles de capitais, concentrados na redução ou retirada do IOF (sobre captações, renda fixa e até mesmo nos derivativos).
Alguns profissionais, contudo, ainda se mostram céticos quanto à flexibilização, ainda mais depois da decisão do Banco do Japão (BoJ) de inundar a economia japonesa com cerca de US$ 1,4 trilhão em menos de dois anos. “Se o governo afrouxar o IOF, estará dando passagem para o um fluxo de capital muito grande, que derrubaria o dólar. E, ainda que a inflação preocupe, já está claro que o dólar muito abaixo de R$ 2,00 não é o objetivo do governo”, afirma um profissional de um grande banco estrangeiro.
Às 12h51, o dólar comercial subia 0,05%, a R$ 1,989, após cair mais cedo a R$ 1,979, menor patamar intradia desde 15 de março (R$ 1,967). O volume negociado no mercado interbancário somava US$ 1,573 bilhão.
No mercado futuro, o dólar para maio tinha variação negativa de 0,02%, a R$ 1,995.
Mercados internacionais
As bolsas de Nova York operam em queda nesta segunda-feira, ainda em reação à piora ao dado de emprego nos Estados Unidos divulgado na semana passada e em meio à expectativa em torno dos resultados da Alcoa, que dá início à temporada de balanços do primeiro trimestre deste ano. Os participantes do mercado aguardam também o discurso que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, fará na conferência do Fed Atlanta, às 20h15 de Brasília.
Na Europa, o clima de desânimo é menor, embora as principais bolsas da região tenham fechado o pregão de hoje sem direção única. O FTSE 100, de Londres, avançou 0,43%, o CAC-40, de Paris subiu 0,09% e o DAX, de Frankfurt, ganhou, após a produção industrial da Alemanha ter crescido 0,5% em fevereiro, mais que a alta de 0,4% esperada pelos analistas. Indo no movimento contrário, o IBEX-35, de Madri, perdeu 0,14%.
Perto das 13h20 de Brasília, o Dow Jones perdia 0,34%, o Nasdaq recuava 0,09% e o S&P 500 tinha queda de 0,08%. Os papéis da Alcoa ganham 0,09% e as ações do J.P. Morgan Chase descem 0,19%. A instituição financeira anuncia seus números na sexta-feira.

O humor voltou a pesar nos mercados nesta segunda-feira (8), jogando para baixo as bolsas aqui e no exterior. Lá fora, enquanto aguardam pelo discurso de Ben Bernanke e pelo resultado da Alcoa, que dá a largada da temporada de balanços americana, investidores mantêm uma boa dose de cautela, ainda sob efeito do resultado fraco do payroll na sexta-feira (5) passada. Foram criados 88 mil empregos em março, bem abaixo da previsão de 200 mil vagas, dado que colocou em xeque o ritmo de recuperação da economia dos Estados Unidos.


Aqui, a bolsa cai com mais força, pressionada por fatores domésticos. As preocupações com OGX seguem pesando sobre os negócios. Também Petrobras é destaque de queda, com investidores reagindo ao vazamento de petróleo no terminal de São Sebastião no fim de semana.


O dólar dá uma pausa na onda de vendas que marcou a sexta-feira e reavalia os rumores sobre o governo estar estudando amenizar controles de capitais, concentrados na redução ou retirada do IOF. Já os juros futuros sobem, corrigindo os excessos do último pregão. Mas a inclinação da curva a termo continua diminuindo, com agentes reforçando as apostas em um aperto monetário no curto prazo.



Bolsa


O ‘X’ do problema da bolsa brasileira continua sendo o mesmo dos últimos dois pregões: a derrocada das empresas de Eike Batista. No meio de um tiroteio de boatos, os papéis registram perdas na casa dos dois dígitos e pressionam o Ibovespa, que também sente a baixa de Petrobras.


Dois rumores permeiam as mesas de operação nesta segunda-feira. No fim de semana, a coluna Holofote, da revista “Veja”, informou que o estaleiro (OSX) e o porto de Açu (LLX) estariam com problemas nas fundações. As duas empresas divulgaram comunicado conjunto hoje negando a notícia.


Pela manhã, a coluna “Bom Dia Mercado” citou rumores de que, se as ações da OGX atingirem o valor de R$ 1,50, os bancos credores aceitariam converter a dívida da empresa em ações.


Por volta das 13h35, OGX ON caía 9,35%, para R$ 1,55, depois de marcar mínima em R$ 1,52. LLX ON perdia 13,72%, OSX ON recuava 10,78%, MMX ON tinha baixa de 5,20%, enquanto CCX ON operava estável e MPX ON subia 0,53%.


O Ibovespa registrava baixa de 1,10%, aos 54.444 pontos, com giro de R$ 2,6 bilhões. Entre as mais negociadas, Vale PNA recua 0,24%, a R$ 32,52, enquanto Petrobras PN tem perda expressiva de 2,19%, a R$ 17,41 e também pesa contra o Ibovespa.


O mal-estar das empresas ‘X’ segue espirrando no setor bancário. BTG ON perde 2,44%, para R$ 31,92, depois de marcar mínima a R$ 31,54. O grupo de André Esteves fez uma associação estratégica com o grupo de Eike Batista no mês passado. Itaú PN cai 1,33%, enquanto Bradesco PN recua 2,01%. Os dois bancos são apontados como grandes credores das empresas X.


Na contramão do setor está Banco do Brasil ON (1,35%) que sobe embalado pela expectativa sobre a oferta inicial da BB Seguridade. Segundo um analista, o BB tem valor de mercado hoje de cerca de R$ 76 bilhões, o que inclui a empresa de seguros, avaliada em cerca de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões, pelo preço sugerido para a oferta. “Ou o BB está muito barato em relação aos demais bancos, ou a oferta vai sair cara”, disse a fonte.


Segundo operadores, as ações da Petrobras refletem a saída de investidores estrangeiros do mercado local, acompanhando o mau humor nas bolsas americanas hoje. O papel também sente a repercussão negativa de um vazamento de petróleo no terminal de São Sebastião no fim de semana.



Câmbio


Após já ter se aproximado de R$ 2,00 no fim da manhã e mais cedo ter batido uma mínima em três semanas, o dólar se estabiliza perto do fechamento da sessão anterior e opera em torno de R$ 1,99. O mercado dá uma pausa na onda de vendas que marcou a sexta-feira e reavalia os rumores sobre o governo estar estudando amenizar controles de capitais, concentrados na redução ou retirada do IOF (sobre captações, renda fixa e até mesmo nos derivativos).


Alguns profissionais, contudo, ainda se mostram céticos quanto à flexibilização, ainda mais depois da decisão do Banco do Japão (BoJ) de inundar a economia japonesa com cerca de US$ 1,4 trilhão em menos de dois anos. “Se o governo afrouxar o IOF, estará dando passagem para o um fluxo de capital muito grande, que derrubaria o dólar. E, ainda que a inflação preocupe, já está claro que o dólar muito abaixo de R$ 2,00 não é o objetivo do governo”, afirma um profissional de um grande banco estrangeiro.


Às 12h51, o dólar comercial subia 0,05%, a R$ 1,989, após cair mais cedo a R$ 1,979, menor patamar intradia desde 15 de março (R$ 1,967). O volume negociado no mercado interbancário somava US$ 1,573 bilhão.


No mercado futuro, o dólar para maio tinha variação negativa de 0,02%, a R$ 1,995.



Mercados internacionais


As bolsas de Nova York operam em queda nesta segunda-feira, ainda em reação à piora ao dado de emprego nos Estados Unidos divulgado na semana passada e em meio à expectativa em torno dos resultados da Alcoa, que dá início à temporada de balanços do primeiro trimestre deste ano. Os participantes do mercado aguardam também o discurso que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, fará na conferência do Fed Atlanta, às 20h15 de Brasília.


Na Europa, o clima de desânimo é menor, embora as principais bolsas da região tenham fechado o pregão de hoje sem direção única. O FTSE 100, de Londres, avançou 0,43%, o CAC-40, de Paris subiu 0,09% e o DAX, de Frankfurt, ganhou, após a produção industrial da Alemanha ter crescido 0,5% em fevereiro, mais que a alta de 0,4% esperada pelos analistas. Indo no movimento contrário, o IBEX-35, de Madri, perdeu 0,14%.


Perto das 13h20 de Brasília, o Dow Jones perdia 0,34%, o Nasdaq recuava 0,09% e o S&P 500 tinha queda de 0,08%. Os papéis da Alcoa ganham 0,09% e as ações do J.P. Morgan Chase descem 0,19%. A instituição financeira anuncia seus números na sexta-feira.

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