Negócios

OGX e OSX são prioridades no plano estratégico de Eike

Empresas negociam dívidas com bancos credores.

Valor Econômico
15/07/2013 12:28
Visualizações: 1060

 

Em meio a múltiplas negociações para alongar dívidas com diversos bancos credores de suas empresas, o problema mais urgente do empresário Eike Batista está nas empresas iniciadas com a letra O: a petroleira OGX e o estaleiro OSX, no porto do Açu, as únicas que emitiram dívidas, que agora derretem no mercado secundário.
A OSX deu mandato para o Credit Suisse vender as plataformas FPSO OSX-1, OSX-2 e OSX-3 e as unidades já estão sendo oferecidas no mercado.
A primeira está no campo Tubarão Azul, que deve parar de produzir em 2014, a segunda ainda não tem locação específica e a terceira vai para Tubarão Martelo, que tem a Petronas como sócia.
A petroleira tem dívidas de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, das quais US$ 3,6 bilhões com detentores de bônus (que equivalia a R$ 7,4 bilhões em abril) e a OSX tem bônus de R$ 1,024 bilhão.
O Bank of America Merrill Lynch e o BTG já conversam com fundos "abutres" (distressed assets) que avaliam se o melhor é negociar com os credores ou comprar a dívida e converter os bônus em ação.
Uma fonte observa que essa estrutura é complexa e existem dúvidas até sobre a necessidade ou não de aprovação dos atuais acionistas e sobre quem pode votar ou não. Também existem dúvidas sobre como avaliar esse papel e qual seria a reação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Mas o problema maior é a OGX. A petroleira precisa que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprove logo a venda de 40% do campo de Tubarão Martelo para a Petronas porque só com esse aval vão entrar os primeiros US$ 250 milhões da venda.
Em outra frente, os executivos da petroleira buscam no mercado sócios para os 13 blocos adquiridos na 11ª Rodada da agência e várias companhias já foram consultadas e até mostraram interesse.
Enquanto isso, a OGX aguarda resposta da ANP sobre a possibilidade de oferecer como garantia do Programa Exploratório Mínimo (PEM) de R$ 700 milhões o óleo do campo de Tubarão Martelo.
A OGX vendeu 40% para a Petronas e deu como fiança para a empresa malaia outros 40% desse campo e as garantias precisam ser apresentadas até o dia 30 deste mês. No mesmo dia também terão que ser pagos bônus de R$ 376 milhões para que os contratos sejam assinados no dia 6 de agosto.
Outra possibilidade é que a OGX seja bancada pelos sócios, pelo menos nesse momento anterior à assinatura dos contratos com a ANP. Quatro dos blocos comprados, nas áreas com perspectiva de gás na bacia do Parnaíba (MA) foram negociados com a MPX, que comprou participação de 50%.
Dos nove blocos no mar, a dificuldade pode ser maior nos seis que a OGX comprou sozinha. Os blocos só poderão ser vendidos oficialmente depois de assinados os contratos com a ANP. Em três deles a OGX tem como sócios a ExxonMobil (dois blocos) e Total e QGEP (um bloco). Fontes experientes do setor avaliam que não seria surpresa se os sócios pagassem sozinhos esse custo inicial, para evitar constrangimento ou mesmo perda desses blocos.

Em meio a múltiplas negociações para alongar dívidas com diversos bancos credores de suas empresas, o problema mais urgente do empresário Eike Batista está nas empresas iniciadas com a letra O: a petroleira OGX e o estaleiro OSX, no porto do Açu, as únicas que emitiram dívidas, que agora derretem no mercado secundário.


A OSX deu mandato para o Credit Suisse vender as plataformas FPSO OSX-1, OSX-2 e OSX-3 e as unidades já estão sendo oferecidas no mercado.


A primeira está no campo Tubarão Azul, que deve parar de produzir em 2014, a segunda ainda não tem locação específica e a terceira vai para Tubarão Martelo, que tem a Petronas como sócia.


A petroleira tem dívidas de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, das quais US$ 3,6 bilhões com detentores de bônus (que equivalia a R$ 7,4 bilhões em abril) e a OSX tem bônus de R$ 1,024 bilhão.


O Bank of America Merrill Lynch e o BTG já conversam com fundos "abutres" (distressed assets) que avaliam se o melhor é negociar com os credores ou comprar a dívida e converter os bônus em ação.


Uma fonte observa que essa estrutura é complexa e existem dúvidas até sobre a necessidade ou não de aprovação dos atuais acionistas e sobre quem pode votar ou não. Também existem dúvidas sobre como avaliar esse papel e qual seria a reação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


Mas o problema maior é a OGX. A petroleira precisa que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprove logo a venda de 40% do campo de Tubarão Martelo para a Petronas porque só com esse aval vão entrar os primeiros US$ 250 milhões da venda.


Em outra frente, os executivos da petroleira buscam no mercado sócios para os 13 blocos adquiridos na 11ª Rodada da agência e várias companhias já foram consultadas e até mostraram interesse.


Enquanto isso, a OGX aguarda resposta da ANP sobre a possibilidade de oferecer como garantia do Programa Exploratório Mínimo (PEM) de R$ 700 milhões o óleo do campo de Tubarão Martelo.


A OGX vendeu 40% para a Petronas e deu como fiança para a empresa malaia outros 40% desse campo e as garantias precisam ser apresentadas até o dia 30 deste mês. No mesmo dia também terão que ser pagos bônus de R$ 376 milhões para que os contratos sejam assinados no dia 6 de agosto.


Outra possibilidade é que a OGX seja bancada pelos sócios, pelo menos nesse momento anterior à assinatura dos contratos com a ANP. Quatro dos blocos comprados, nas áreas com perspectiva de gás na bacia do Parnaíba (MA) foram negociados com a MPX, que comprou participação de 50%.


Dos nove blocos no mar, a dificuldade pode ser maior nos seis que a OGX comprou sozinha. Os blocos só poderão ser vendidos oficialmente depois de assinados os contratos com a ANP. Em três deles a OGX tem como sócios a ExxonMobil (dois blocos) e Total e QGEP (um bloco). Fontes experientes do setor avaliam que não seria surpresa se os sócios pagassem sozinhos esse custo inicial, para evitar constrangimento ou mesmo perda desses blocos.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
Internacional
Nos Estados Unidos, Firjan participa do Brasil-U.S. Indu...
12/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
BOGE 2026
John Crane oferece manutenção preditiva por meio de solu...
11/05/26
Gás Natural
Compass realiza IPO na B3
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes p...
11/05/26
Refino
Com 385 mil m³, RNEST bate recorde de produção de diesel...
11/05/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em baixa e amplia pressão sobre o ...
11/05/26
Energia Elétrica
Neoenergia renova mais três concessões e anuncia investi...
08/05/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: inscrições abertas at...
08/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25