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OGX atrai fundos de crédito 'podre'

No início de julho, os papéis chegaram a valer 16%.

Valor Econômico
01/08/2013 09:54
Visualizações: 972

 

O baixo preço dos bônus da OGX no mercado secundário tem atraído compradores mais afeitos a riscos. Fundos emergentes, principalmente os especializados em créditos "podres", vêm adquirindo os papéis com a expectativa de lucrar com um possível processo de recuperação judicial da companhia.
Até ontem, os bônus mais líquidos, com vencimento em 2018, oscilavam entre 22% e 25% do valor de face. No início de julho, esses papéis chegaram a valer 16%.
Na avaliação de um gestor brasileiro, os bônus têm o potencial de retornar ao investidor entre 35% e 45% do valor de face caso sejam liquidados. "Comprei OGX recentemente, nesses níveis entre 15 e 20 centavos [de dólar]." Pelos seus cálculos, a venda dos ativos restantes da petroleira será suficiente para proporcionar ao investidor um retorno mais alto que o atual. "Nesse nível vale a pena tomar o risco."
Diego Ferro, diretor-adjunto de investimentos da gestora americana Greylock Capital, afirma que "do ponto de vista técnico, os papéis estão baratos", sem revelar, porém, sua exposição à petroleira de Eike Batista. "Não podemos discutir ativos específicos, mas concordamos que esse preço é muito baixo para bônus que não estão em situação de calote". Ele ressalta que a situação da companhia é incerta e, por isso, não faz estimativa para o valor de recuperação dos papéis, caso sejam liquidados.
Apesar do alto risco, o gestor que comprou OGX recentemente considera improvável que os papéis percam todo seu valor. "Estamos em contato com um grupo de detentores, tivemos conferências com [o escritório de advocacia] Pinheiro Neto, Bingham [McCutchen], estamos a par do que está acontecendo e acho difícil [o valor do bônus] ir pra zero", disse. Segundo ele, ainda não há um comitê formal de credores, mas essas firmas de advocacia estariam tentando organizá-lo.
Segundo esse gestor, grandes fundos globais estão fora de OGX, mas gestores especializados em títulos podres têm buscado o ativo.
Os bônus da OGX vêm se desvalorizando desde o início de março, quando eram negociados acima de 90% do valor de face, em resposta a uma série de notícias que levaram analistas a cortar recomendações e agências de rating a rebaixar as notas de crédito da companhia. No início de julho, a queda foi acentuada com o anúncio de que a exploração de alguns poços de petróleo da OGX eram inviáveis e que outros poderiam parar de produzir em 2014.
Desde então, discute-se se a OGX será capaz de pagar aos detentores de bônus os rendimentos de US$ 155 milhões previstos para outubro e dezembro. Há em circulação no mercado internacional US$ 2,563 bilhões em bônus que vencem em 2018 e US$ 1,063 bilhão em títulos de 2022.

O baixo preço dos bônus da OGX no mercado secundário tem atraído compradores mais afeitos a riscos. Fundos emergentes, principalmente os especializados em créditos "podres", vêm adquirindo os papéis com a expectativa de lucrar com um possível processo de recuperação judicial da companhia.


Até ontem, os bônus mais líquidos, com vencimento em 2018, oscilavam entre 22% e 25% do valor de face. No início de julho, esses papéis chegaram a valer 16%.


Na avaliação de um gestor brasileiro, os bônus têm o potencial de retornar ao investidor entre 35% e 45% do valor de face caso sejam liquidados. "Comprei OGX recentemente, nesses níveis entre 15 e 20 centavos [de dólar]." Pelos seus cálculos, a venda dos ativos restantes da petroleira será suficiente para proporcionar ao investidor um retorno mais alto que o atual. "Nesse nível vale a pena tomar o risco."


Diego Ferro, diretor-adjunto de investimentos da gestora americana Greylock Capital, afirma que "do ponto de vista técnico, os papéis estão baratos", sem revelar, porém, sua exposição à petroleira de Eike Batista. "Não podemos discutir ativos específicos, mas concordamos que esse preço é muito baixo para bônus que não estão em situação de calote". Ele ressalta que a situação da companhia é incerta e, por isso, não faz estimativa para o valor de recuperação dos papéis, caso sejam liquidados.


Apesar do alto risco, o gestor que comprou OGX recentemente considera improvável que os papéis percam todo seu valor. "Estamos em contato com um grupo de detentores, tivemos conferências com [o escritório de advocacia] Pinheiro Neto, Bingham [McCutchen], estamos a par do que está acontecendo e acho difícil [o valor do bônus] ir pra zero", disse. Segundo ele, ainda não há um comitê formal de credores, mas essas firmas de advocacia estariam tentando organizá-lo.


Segundo esse gestor, grandes fundos globais estão fora de OGX, mas gestores especializados em títulos podres têm buscado o ativo.


Os bônus da OGX vêm se desvalorizando desde o início de março, quando eram negociados acima de 90% do valor de face, em resposta a uma série de notícias que levaram analistas a cortar recomendações e agências de rating a rebaixar as notas de crédito da companhia. No início de julho, a queda foi acentuada com o anúncio de que a exploração de alguns poços de petróleo da OGX eram inviáveis e que outros poderiam parar de produzir em 2014.


Desde então, discute-se se a OGX será capaz de pagar aos detentores de bônus os rendimentos de US$ 155 milhões previstos para outubro e dezembro. Há em circulação no mercado internacional US$ 2,563 bilhões em bônus que vencem em 2018 e US$ 1,063 bilhão em títulos de 2022.

 

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