Resultado

Novozymes anuncia resultados financeiros do primeiro semestre

Projeção de crescimento é de 4 a 6% até o final do ano.

Redação
20/08/2012 17:58
Visualizações: 1368

 

A Novozymes, empresa global de enzimas industriais e bioinovação, registrou alta nas vendas e crescimento orgânico. Os índices, respectivamente de 7% e 3%, são positivos apesar da desaceleração econômica mundial. A empresa também revisou suas expectativas de vendas para todo o ano de 2012 e projeta crescimento orgânico de 4-6% até o final do ano.
A rentabilidade atendeu às expectativas globais. Por conta disso a companhia acredita no aumento de seu EBIT (Lucro antes dos Juros e Tributos) para 2012, que deve passar de 9-12% para 11-14%. Já as vendas de enzimas, considerando-se todos os segmentos atendidos pela Novozymes (produtos de limpeza, alimentos e bebidas, bioenergia, ração animal e enzimas técnicas, microorganismos e biofarmácia) chegaram a 4.962 milhões de coroas dinamarquesas , alta de 6% comparado a 2011.
Participação da América Latina
A Novozymes América Latina, com sede em Araucária, no Paraná, responde por 10% do total de vendas globais. Dentre os segmentos em que atua na região, o de enzimas para produtos de limpeza foi o que mais cresceu, registrando alta de 15% em coroas dinamarquesas.
Contudo, as metas são audaciosas para outras setores. Atenta ao desenvolvimento do mercado de biocombustíveis avançados na forma de etanol celulósico produzido a partir da biomassa, resíduos agrícolas, industriais e domésticos, a Novozymesjá começou a procura por locais para implantar novas fábricas no Brasil.
“As enzimas são um componente essencial do processo de produção, convertendo a biomassa em açúcar que pode ser fermentado em etanol. A indústria de biocombustíveis avançados está decolando no Brasil e estamos confiantes de que o etanol celulósico vai desempenhar um papel significativo na futura matriz energética brasileira. A localização das novas plantas, entre outras coisas, depende de onde a indústria deverá se intensificar, onde os parceiros da Novozymes estão situados, e onde as melhores condições estruturais existem", diz Pedro Luiz Fernandes, presidente regional da empresa.
A demanda por etanol está crescendo no Brasil e no mundo. O Brasil espera dobrar sua produção de etanol até 2020 para atender à crescente demanda do mercado doméstico e externo. A produção mundial de biocombustíveis avançados deve chegar a 57 milhões de litros em 2012 e a 945 milhões de litros em 2014, segundo planos de construção. Um estudo recente da Bloomberg New Energy Finance estima que a indústria de biocombustíveis avançados tenha o potencial de criar empregos, crescimento econômico e segurança energética.
Olhando apenas para o Brasil, o estudo mostra que mesmo utilizando menos de 20% dos resíduos agrícolas disponíveis (excluindo-se as culturas energéticas), o país poderia produzir 170 bilhões de litros de etanol por ano até 2030, substituindo 83% de seu consumo anual de gasolina. As empresas brasileiras seriam as principais beneficiárias de um mercado de US$ 94 bilhões em engenharia, construção e matéria-prima, além de fomentar a criação de 1,25 milhões de empregos.

A Novozymes, empresa global de enzimas industriais e bioinovação, registrou alta nas vendas e crescimento orgânico. Os índices, respectivamente de 7% e 3%, são positivos apesar da desaceleração econômica mundial. A empresa também revisou suas expectativas de vendas para todo o ano de 2012 e projeta crescimento orgânico de 4-6% até o final do ano.


A rentabilidade atendeu às expectativas globais. Por conta disso a companhia acredita no aumento de seu EBIT (Lucro antes dos Juros e Tributos) para 2012, que deve passar de 9-12% para 11-14%. Já as vendas de enzimas, considerando-se todos os segmentos atendidos pela Novozymes (produtos de limpeza, alimentos e bebidas, bioenergia, ração animal e enzimas técnicas, microorganismos e biofarmácia) chegaram a 4.962 milhões de coroas dinamarquesas , alta de 6% comparado a 2011.



Participação da América Latina


A Novozymes América Latina, com sede em Araucária, no Paraná, responde por 10% do total de vendas globais. Dentre os segmentos em que atua na região, o de enzimas para produtos de limpeza foi o que mais cresceu, registrando alta de 15% em coroas dinamarquesas.


Contudo, as metas são audaciosas para outras setores. Atenta ao desenvolvimento do mercado de biocombustíveis avançados na forma de etanol celulósico produzido a partir da biomassa, resíduos agrícolas, industriais e domésticos, a Novozymesjá começou a procura por locais para implantar novas fábricas no Brasil.


“As enzimas são um componente essencial do processo de produção, convertendo a biomassa em açúcar que pode ser fermentado em etanol. A indústria de biocombustíveis avançados está decolando no Brasil e estamos confiantes de que o etanol celulósico vai desempenhar um papel significativo na futura matriz energética brasileira. A localização das novas plantas, entre outras coisas, depende de onde a indústria deverá se intensificar, onde os parceiros da Novozymes estão situados, e onde as melhores condições estruturais existem", diz Pedro Luiz Fernandes, presidente regional da empresa.


A demanda por etanol está crescendo no Brasil e no mundo. O Brasil espera dobrar sua produção de etanol até 2020 para atender à crescente demanda do mercado doméstico e externo. A produção mundial de biocombustíveis avançados deve chegar a 57 milhões de litros em 2012 e a 945 milhões de litros em 2014, segundo planos de construção. Um estudo recente da Bloomberg New Energy Finance estima que a indústria de biocombustíveis avançados tenha o potencial de criar empregos, crescimento econômico e segurança energética.


Olhando apenas para o Brasil, o estudo mostra que mesmo utilizando menos de 20% dos resíduos agrícolas disponíveis (excluindo-se as culturas energéticas), o país poderia produzir 170 bilhões de litros de etanol por ano até 2030, substituindo 83% de seu consumo anual de gasolina. As empresas brasileiras seriam as principais beneficiárias de um mercado de US$ 94 bilhões em engenharia, construção e matéria-prima, além de fomentar a criação de 1,25 milhões de empregos.

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