Internacional

Novos terminais de GNL nos EUA são improváveis, diz executivo.

As construção de novos terminais podem ser vetadas em função da oposição das comunidades e leis estaduais e municipais restritivas. Os terminais de GNL são considerado perigosos demais para serem construídos próximo a regiões populosas.

Redação
20/04/2007 00:00
Visualizações: 805

Apesar do aumento da demanda por gás natural no mundo e a crescente importância do gás natural liquefeito (GNL), o executivo-chefe da Hess LNG nos Estados Unidos, Gordon Shearer, considera improvável a construção de novos terminais de GNL na costa americana nos próximos 10 anos em função da grande oposição das comunidades e as leis estaduais e municipais restritivas.

A visão da oposição é a de que os terminais de GNL são perigosos demais para serem construídos próximos de áreas populosas.  
  
A Hess está familiarizada com as restrições quanto à construção, devido ao fato de que um de seus próprios projetos de importação de GNL, no nordeste dos Estados Unidos, está sendo combatido. 
   
Shearer discutiu as perspectivas para novos projetos da indústria do GNL como um todo, em cada região durante o fórum Energy Podium da Platts, realizado nesta quinta-feira (19/04)

Com referência ao projeto Energia Costa Azul, em Baja California, México, Shearer disse: "Acho que este será o último da Costa Ocidental nos próximos dez anos".

No Golfo do México, ele disse que não há perspectiva de novos terminais, além daqueles que já estão sendo construídos.
   
Em relação à Costa Oriental, Shearer disse, "Ali a coisa é difícil; temos um no Canadá (o projeto Canaport para GNL em St. John`s, New Brunswick) que já está em construção e é difícil prever qualquer outro. O problema na Costa Oriental é que a oposição será tremenda. Quem terá a paciência, o tempo, a energia e, por último, o dinheiro para passar por isso?"
   
Segundo Shearer as perspectivas em terra são pequenas as de construção de novas instalações de GNL em mar são ainda menores. Isso pode ser um problema especial, ele explicou, pelo fato de que a demanda por gás nos Estados Unidos e no mundo está superando a oferta e o GNL passará a ser cada vez mais importante. 
   
Shearer é a imagem perante o público que pressiona para obter apoio para a construção do controverso projeto de GNL Weaver`s Cove, em Fall River, Massachusetts. O terminal de importação proposto já conseguiu uma permissão da FERC - US Federal Energy Regulatory Commission (Comissão Federal para Regulamentação de Energia dos Estados Unidos). Porém continua a enfrentar oposição de grupos locais e membros do Congresso, que dizem que o GNL é muito perigoso para ser
transportado para um porto tão perto dos centros de população.
   
Ainda assim, Shearer disse que espera que o terminal esteja construído e em operação até 2011. Ele expressou otimismo de que a corte federal irá apoiar a permissão da FERC e disse que a Guarda Costeira irá ajudar os esforços do empreendedor de usar navios menores para que passem sob uma ponte, a qual bloquearia a passagem de petroleiros maiores. Tudo isto, ele disse, deverá abrir o caminho para o projeto, o qual permitiria o envio de pico de 800 bilhões de pés cúbicos por dia.
   
Shearer também disse que a indústria de GNL está muito insegura no momento, na medida em que os fornecedores da Europa, Oriente Médio, África, Caribe e América do Sul continuam incertos, o custo da construção de instalações de liquefação aumentam e a agitação política põem alguns projetos em risco.
   
A partir de uma perspectiva de importação contra exportação, o preço, a demanda da Europa e o tamanho do mercado dos Estados Unidos irão manter os Estados Unidos no estágio mundial de importação de GNL. "O que veremos no mercado dos Estados Unidos será um cenário de altos e
baixos", disse o executivo da Hess, para os participantes do Podium.

"Porém o fornecimento definitivamente chegará até aqui", insistiu Shearer.

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