Combustíveis

Nigéria atrasa decisão da Petrobras sobre reajuste

O acirramento da volatilidade dos preços internacionais do petróleo, devido às tensões na Nigéria, atrasam, mais uma vez, a decisão sobre reajuste de preços de combustíveis no Brasil. Na sexta-feira (24/09), o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, havia estimado que em aproximadament


28/09/2004 00:00
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O acirramento da volatilidade dos preços internacionais do petróleo, devido às tensões na Nigéria, atrasam, mais uma vez, a decisão sobre reajuste de preços de combustíveis no Brasil. Na sexta-feira (24/09), o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, havia estimado que em aproximadamente dez dias a companhia teria informação suficiente sobre o mercado internacional para decidir sobre o reajuste. Com o ocorrido na Nigéria, os preços voltam a estar voláteis e as decisões voltam para a gaveta.
O diretor de financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comentou que o aumento e a volatilidade de preços no mercado internacional se acentuou a partir de junho deste ano, "há apenas três meses". O executivo lembrou, ainda, que a Petrobras fez seu último reajuste de preços no dia 15 de junho. "Na época esperávamos que os preços baixassem, como era a tendência, mas ocorreu um rápido e acentuado aumento do valor do barril", afirmou.
Tanto Gabrielli quanto Dutra informaram que a Petrobras espera a estabilização dos preços internacionais, a segurança de um novo patamar de preços para, então, alterar os preços domésticos dos combustíveis.
As tensões na Nigéria e a possibilidade de redução na produção do sétimo maior produtor de petróleo do mundo impulsionaram o preço do barril WTI a superar os US$ 50 nesta segunda-feira (27/09). O bolsa de Nova Iorque fechou o dia com barril do WTI cotado a US$ 49,85.

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