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MPX e E.ON confirmam joint-venture que atuará nos mercados de energia do Brasil e do Chile

Juntas, as duas empresas desenvolverão uma capacidade total de 20.000 MW no Brasil e no Chile, se tornando, assim, a maior empresa privada de energia do Brasil. Esse número representa cerca de 20% da atual capacidade total do país. Com a parceria, a elétrica alemã assumirá participação de 10

Redação
11/01/2012 12:21
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A MPX, companhia com o maior portfólio de projetos integrados de energia licenciados da América do Sul, formou uma Joint-Venture (JV) 50/50 com a alemã E.ON AG e juntas desenvolverão uma capacidade total de 20.000 MW no Brasil e no Chile, se tornando, assim, a maior empresa privada de energia do Brasil. Esse número representa cerca de 20% da atual capacidade total do país. Pelo acordo, a MPX vai levantar R$ 1 bilhão (€ 423 milhões) por meio de aumento de capital em que a E.ON vai participar no final com cerca de R$ 850 milhões (€ 350 milhões). Com isso, a elétrica alemã assumirá participação de 10% na empresa de energia do conglomerado do empresário Eike Batista.

Como parte do grupo de acionistas minoritários, a E.ON terá direito a indicar um representante para integrar o Conselho de Administração da MPX.

A JV entre a MPX e a E.ON será responsável por todos os projetos de energia térmica e renovável no Brasil e no Chile, bem como atividades correlatas de suprimento e comercialização. A MPX detém 11.000 MW em projetos já licenciados, que farão parte da JV com 50% dos seguintes projetos: Usinas Termelétricas Açu, no Rio de Janeiro (5.400 MW), Central Castilla, no Chile (2.100 MW), Usinas Termelétricas Sul e Seival, no Rio Grande do Sul (1.300 MW) e Usina Termelétrica Parnaíba (2.200 MW). Além disso, para a UTE Açu, a E.ON terá uma call option por meio da JV para uma participação adicional de 38,9% do projeto em valor contábil, permitindo assim que cada um dos parceiros alcance uma participação econômica de 50% no projeto.

Um primeiro passo para a transação será a conversão de debêntures da MPX em ações ordinárias. Os ativos de carvão de baixa emissão e alto potencial calorífico da MPX na Colômbia formarão uma nova companhia, denominada CCX, que será separada da MPX (spin-off) e, portanto, não fará parte da parceria. Como parte do processo de cisão, a MPX irá transferir até R$ 814 milhões (€ 344 milhões) em caixa para a nova companhia. A CCX será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa e os acionistas da MPX farão jus a uma ação da nova empresa para cada ação da MPX de sua titularidade. Os debenturistas que optarem por não converter suas debêntures da MPX em ações ordinárias anteriormente à cisão não farão jus ao recebimento de ações da CCX.

“Através dessa joint venture a MPX poderá alavancar a plataforma global, expertise em desenvolvimento de projetos de cross-technology, experiência em gestão e extensa capacidade de geração da E.ON. Essa é uma parceria altamente estratégica e agregadora de valor para ambas as companhias. Juntos, podemos criar um negócio que vai muito além da soma de suas partes, gerando grandes oportunidades de crescimento nos próximos anos para todos os envolvidos”, disse Eike Batista, presidente do Conselho de Administração da MPX.

O anúncio marcou o primeiro investimento da E.ON no Brasil, que é um de seus mercados em crescimento alvo fora da Europa. A E.ON é um líder global no setor de energia, com um portfólio de 69.000 MW composto por energia renovável, a gás, a carvão e nuclear e quase 4.000 MW em capacidade eólica, de biomassa e solar. A E.ON tem também um volume contratado de 68 bilhões de metros cúbicos (bcm) de gás natural em contratos de longo-prazo e produção upstream de cerca de 7,5 bcm ao ano.

Johannes Teyssen, CEO da E.ON AG, disse: “Para nós, a MPX é mais do que uma grande oportunidade de investimento no Brasil e no Chile. A parceria estratégica, que combina a experiência local e acesso a recursos naturais da MPX com a escala e capacidades globais da E.ON, possibilitará uma grande criação de valor em energia térmica e renovável no Brasil. A carteira de projetos de desenvolvimento de 11.000 MW já existente formará uma plataforma para alcançarmos rapidamente uma posição de mercado significativa em um dos mercados de energia de maior crescimento no mundo. Uniremos o conhecimento, experiência e comprometimento de ambas as companhias em benefício não apenas da MPX e da E.ON, mas também da economia brasileira e dos consumidores de energia do país. Estamos ansiosos para trabalhar com a MPX".

Nos termos do acordo, a MPX irá manter, além de 50% dos projetos da joint venture acima mencionados, propriedade de 100% sobre a capacidade de energia contratada de usinas atualmente em construção (aproximadamente 3.000 MW), bem como sobre as concessões de gás natural na Bacia do Parnaíba, detidas através da OGX Maranhão, e da mina de carvão de Seival. Através de sua participação-alvo de 10% na MPX, a E.ON se tornará um estratégico acionista minoritário e apoiará também esses projetos.

A E.ON e a MPX esperam que a assinatura da joint venture ocorra no segundo trimestre de 2012, após realização de auditoria legal e conclusão das negociações finais.
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