Combustíveis

Mistura deixa gasolina mais cara

Jornal do Commercio
02/02/2010 10:28
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A redução de 25% para 20% na mistura do etanol anidro à gasolina, que começou a valer ontem e vai até 1º de maio em todo território nacional, deve aumentar o custo do combustível às distribuidoras de R$ 0,01 e R$ 0,06 por litro. A previsão é do vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz.
 
 
"Esse aumento de custo vai depender da forma como é arrecadado em cada Estado o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e será, por exemplo, de R$ 0,05 e R$ 0,06 em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul", afirmou Vaz. Já no Rio de Janeiro, a gasolina sairá das refinarias cerca de R$ 0,01 mais cara. "A média Brasil é de R$ 0,03", completou.


De acordo com o executivo, o aumento no custo da gasolina às distribuidoras ocorre porque a carga tributária ao combustível de petróleo é maior que a do álcool anidro. Por isso, o aumento da participação da gasolina na mistura encarece mais o produto vendido aos postos. "A gasolina paga mais Cide e PIS/Cofins que o álcool e ainda incorpora o ICMS; por isso o custo sobe com a redução da mistura e há uma diferença entre estados desse aumento", explicou.


Vaz afirmou, no entanto, que não é possível saber se as distribuidoras repassarão o aumento do custo da gasolina aos postos e ainda quando isso ocorreria. "Isso é um problema de cada empresa, que irá decidir se irá ou não repassar esse aumento aos postos", concluiu o vice-presidente executivo do Sindicom. Se o aumento chegar aos consumidores, o preço médio do litro da gasolina, de R$ 2,60, poderia saltar para R$ 2,66 em postos de São Paulo, alta de 2,3%.


A redução de 25% para 20% na mistura do anidro à gasolina foi decidida pelo governo para tentar frear os preços do etanol, que dispararam após a redução na oferta em virtude das chuvas no Centro-Sul durante a colheita de cana e prejudicaram a produção. O governo estima que a redução em cinco pontos percentuais na mistura diminua em 100 milhões de litros a oferta de etanol. O período inicial de três meses da medida pode ser reduzido em um mês, caso a oferta e os preços sejam normalizados, ou mesmo ampliado, se houver baixa produção ou ameaça de desabastecimento.



COMBUSTÍVEL. O etanol combustível segue competitivo no tanque dos carros flex fuel apenas no Estado do Mato Grosso, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana terminada em 31 de janeiro de 2010. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina.
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