Investimentos

Minas deve ter aportes de quase R$ 4 bilhões em energia sustentável

Diário do Comércio, 16/01/2020
16/01/2020 15:39
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Minas Gerais pode atrair, nos próximos anos, mais dois empreendimentos de energia sustentável mediante aportes privados da ordem de quase R$ 4 bilhões.

Os projetos estão sendo desenvolvidos pelo Parque Eólico Serra Talhada Ltda e a Novas Opções Energéticas Indústria, Comércio e Serviços S.A (NOE), ambas pertencentes ao empresário e dono da Clamper, Ailton Ricaldoni Lobo, que assinou protocolo de intenções de investimentos com o governo do Estado no fim do ano passado.

As informações são do próprio empresário. Segundo ele, os projetos de implantação de plantas de geração de energia eólica e solar estão em fases diferentes de desenvolvimento e poderão ser implantados até 2024. Para isso, conversas estão em estágios avançados com possíveis investidores.

“Estamos conversando com investidores nacionais e internacionais. A escolha vai depender dos valores e condições propostas em cada projeto”, revelou.

Para ele, este é o momento ideal de se investir no setor elétrico, afinal, a retomada mais consistente da economia brasileira a partir deste ano vai demandar maior infraestrutura nos próximos e esta área ainda carece de aportes. “O custo da energia, por exemplo, vai subir. Quem sair na frente por meio de fontes renováveis será beneficiado”, opinou.

Divulgação

De acordo com os documentos assinados entre as empresas e a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), no fim do ano passado, o projeto da NOE prevê a implantação da Gameleiras, planta de geração híbrida de energia elétrica, de fonte eólica e solar, nos municípios de Monte Azul e Santo Antônio do Retiro, ambos localizados no Norte do Estado, destinada à produção e comercialização de energia elétrica, mediante aportes de R$ 3 bilhões.

Os recursos serão aplicados na aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis. Somente neste ano deverão ser investidos R$ 600 milhões e, no ano que vem, a maior parte: R$ 1,05 bilhão.

De acordo com o protocolo de intenções, o projeto começou a ser desenvolvido neste mês e tem término de implantação previsto para janeiro de 2024, quando deverá atingir a capacidade de produção de 800 megawatts (MW) de potência instalada, com início de operação em janeiro de 2024.

Já a Parque Eólico Serra Talhada Ltda prevê a instalação de um parque eólico no município de Santana de Pirapama, na região Central do Estado, sob inversões de R$ 848 milhões, referentes à aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis.

Da mesma maneira, o documento cita o início do projeto neste mês, com conclusão projetada para janeiro de 2023, para quando está prevista a capacidade de 212 megawatts (MW) de potência instalada.

“A Gameleiras, por exemplo, estamos desenvolvendo (o projeto) há cerca de seis anos, com certificação, arrendamento de terrenos, medição de vento, etc. Agora é encontrar o investidor para tirar o projeto do papel neste ano ou, no máximo, início do ano que vem. Já o Serra Talhada está praticamente pronto, apenas aguardando a licença ambiental”, revelou Lobo.

Diversificação econômica – O diretor de Promoção de Investimentos do Indi, Ronaldo Alexandre Barquete, por sua vez, destacou a relevância dos projetos não apenas para o desenvolvimento do Estado, mas também para a diversificação econômica mineira.

De acordo com ele, no último ano, por exemplo, já foi possível observar um volume diferenciado de aportes em energia sustentável em Minas Gerais.

“São relevantes por vários motivos, pela própria importância do setor, pelo ineditismo de projetos eólicos, pelo potencial do Estado e pela diversificação proporcionada à economia”, explicou.

A atuação do Indi junto às empresas, conforme Barquete, não termina na assinatura do protocolo. Ao contrário, o documento oficializa o acompanhamento da implantação do empreendimento pelo governo do Estado, por meio da agência. “Acompanhamos desde a concepção, passando pela implantação, até a operação”, garantiu.

 

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