Energia Elétrica

Mercado livre de energia bate recorde de migrações no primeiro semestre de 2023

CCEE indica entrada de 3.330 unidades consumidoras no período, sobretudo de empresas ligadas ao comércio, serviços e indústria alimentícia

Redação TN Petróleo/Assessoria CCEE
26/07/2023 12:53
Mercado livre de energia bate recorde de migrações no primeiro semestre de 2023 Imagem: Divulgação Visualizações: 2462

Balanço da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE confirma o crescimento acelerado do mercado livre, que já representa mais de 37% da demanda total de eletricidade do país e tem atraído cada vez mais indústrias e empresas em busca de uma conta de luz mais flexível e personalizada. 

O segmento ganhou 3.330 novas unidades consumidoras no primeiro semestre de 2023, volume recorde que representa um avanço de 52% na comparação com a primeira metade do ano passado. Ao final de junho, o ambiente acumulava 34,4 mil indústrias e estabelecimentos comerciais. A maioria é dos ramos de comércio, serviços e alimentos, que estão de olho na possibilidade de ter maior poder de decisão sobre o seu fornecimento de energia. 

A maior parte desses novos pontos ainda está concentrada no Sudeste e Sul do país, regiões onde a industrialização é mais intensa. Porém, a CCEE chama atenção para um avanço significativo em estados como Pernambuco, Goiás e Ceará, que se tornam mercados com bom potencial de crescimento a partir da redução dos requisitos para migração de consumidores e da própria pulverização do ambiente livre.

“No mercado livre os clientes podem escolher o seu fornecedor. Essa liberdade permite negociar prazos, valores, comprar energia sob demanda e de fontes renováveis. Ainda é um segmento restrito aos grandes consumidores, mas estamos trabalhando para que fique acessível para toda a sociedade”, diz Talita Porto, Vice-Presidente do Conselho de Administração da CCEE.

A partir de janeiro de 2024, todos os consumidores ligados na alta tensão terão a opção de migrar para o ambiente,  independentemente da sua demanda. Essa mudança está prevista na Portaria 50/2022, do MME, que recebeu contribuições da CCEE. Com essa novidade, a Câmara de Comercialização estima um potencial de 72 mil novos pontos de consumo que terão viabilidade para escolher mudar para o segmento.

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