Petrobras

Megaencomenda é estratégia para atrair fabricantes ao país

<P>A Petrobras já deu início às compras dentro de uma nova estratégia, que visa a atrair fabricantes de equipamentos para o País. A estatal está licitando uma megaencomenda de 300 árvores de natal (conjunto de válvulas que regulam poços de petróleo). Orçado pelo mercado em torno de US$ 2 ...

Jornal do Commercio
23/09/2008 21:00
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A Petrobras já deu início às compras dentro de uma nova estratégia, que visa a atrair fabricantes de equipamentos para o País. A estatal está licitando uma megaencomenda de 300 árvores de natal (conjunto de válvulas que regulam poços de petróleo). Orçado pelo mercado em torno de US$ 2 bilhões, o contrato é inédito. Até então, a companhia licitava pacotes menores e direcionados para cada campo de produção. A expectativa é de que até o final deste ano as licitações atinjam US$ 10 bilhões.

A nova forma de encomenda havia sido citada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, como forma de incentivar a instalação de fabricantes no País e o aumento da capacidade industrial local para atender à demanda dos projetos do pré-sal. Mas, além do pré-sal, esta estratégia será adotada nos projetos da empresa, também para reduzir custos com a criação de uma escala, com produção em série, disse a fonte.

Além das árvores de natal, a companhia deve lançar em breve outras encomendas de risers (tubos que ligam a plataforma ao poço), manifolds (conjunto de válvulas) e demais maquinários para os sistemas produtivos. Para a área onde está localizado o bloco de Tupi, devido à elevada profundidade (em média 6 mil a 7 mil metros), Gabrielli, havia estimado que o custo de cada sistema deverá girar em torno de US$ 7 bilhões.

Cada uma das dez plataformas que deverão ser instaladas em Tupi estará ligada a dez poços. Isso significa uma árvore de natal para cada poço e centenas de quilômetros de tubos, amarras, dutos. Este custo também considera a etapa de perfuração, antes que a plataforma entre em produção, lembrou o especialista. As encomendas apenas para Tupi podem chegar a até US$ 70 bilhões.

Do total, a Petrobras está licitando por enquanto apenas as primeiras 12 sondas de perfuração e as dez plataformas de produção. Não foram consideradas ainda áreas como Iara, Guará, Tupi, Carioca, Caramba. Além destes equipamentos, a Petrobras também terá de arcar com os investimentos para o escoamento da produção de óleo e de gás e com a logística que envolverá os sistemas produtivos.

Segundo uma fonte de alto escalão da Petrobras, de olho nas necessidades de escoamento da área do pré-sal na Bacia de Santos, já estão programados mais dois pacotes de licitações para a construção de navios petroleiros. Isso significa que, além dos 49 petroleiros encomendados pela subsidiária da empresa, outros 50 devem ser licitados no próximo ano, ao custo aproximado de US$ 5 bilhões.

gás. Na parte de escoamento do gás, a Petrobras já concluiu a licitação para a construção de um duto ligando a área de Tupi ao campo de Mexilhão, que começa a produzir no ano que vem. Com 230 quilômetros, o duto terá dois trechos, sendo que 119 quilômetros serão construídos pela britânica Corus e o restante pela brasileira TenarisConfab. Os contratos somam cerca de US$ 300 milhões.

A entrega dos trechos está prevista para 2009, para que o gasoduto esteja concluído quando entrar em operação o projeto piloto de Tupi, que vai produzir 100 mil barris de óleo e 3,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia a partir de 2010.

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