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Maestra vai fortalecer atuação regional nos portos

A empresa do grupo Triunfo lançou um programa de regionalização das operações nos portos em que seus navios escalam. A companhia está reproduzindo em Manaus (AM), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP) e Navegantes (SC) o modelo de atendimento ante

Valor Econômico
20/04/2012 08:59
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A Maestra Navegação e Logística, empresa de cabotagem do grupo Triunfo, lançou um programa de regionalização das operações nos portos em que seus navios escalam. A companhia está reproduzindo em Manaus (AM), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP) e Navegantes (SC) o modelo de atendimento antes concentrado na sede, em São Paulo.

A ideia é ter a mesma estrutura e serviços para atender os clientes e terminais portuários no local dos embarques, agilizando os processos e disseminando a cultura da cabotagem. As bases físicas serão os escritórios de agentes com os quais a empresa já opera. O principal investimento será em contratação de pessoal.

A medida integra a meta da Maestra de ampliar a captação de cargas e responder neste ano - o primeiro em que atua com a frota completa - por 10% do transporte de cabotagem. Ou o equivalente a 80 mil Teus (contêiner de 20 pés) dos 800 mil Teus que o mercado marítimo doméstico deve transportar nesse exercício. Em 2011, foram movimentados 730 mil Teus entre os portos brasileiros.

Cada filial terá equipe de atendimento, transporte multimodal, documentação e vendas. "Queremos dar proximidade, agilidade ao processo", diz o presidente Fernando Real. Egresso da indústria rodoviária, ele tem como lema ofertar ao cliente soluções completas, de "porta a porta", e não apenas de "porto a porto". "Não canso de bater nessa tecla. Somos provedores logísticos e não transportadores marítimos de contêineres".

A regionalização mais avançada está em Manaus, centro nervoso potencial para a cabotagem em razão da Zona Franca, que concentra fábricas cujos produtos são destinados principalmente aos mercados do Sul e Sudeste. Distância ideal a ser vencida pelo modal aquaviário, considerado mais econômico e eficiente neste caso.

"Os manauaras, por exemplo, querem falar com pessoas que conheçam as características locais, saibam dar andamento às suas solicitações e necessidades de forma rápida e objetiva. Portanto, abreviamos o processo de comunicação", cita Real, que faz mistério sobre uma eventual ampliação da frota. "Nossa meta, neste ano, é nos consolidarmos com o serviço semanal com os quatro navios que temos". Desde o fim de fevereiro, a Maestra opera com a frota completa de quatro embarcações porta-contêineres, com escalas semanais nos cinco portos.

Com a operação simultânea do Maestra Atlântico, Maestra Mediterrâneo, Maestra Pacífico e Maestra Caribe, a ocupação dos navios em março aumentou 48% na comparação com fevereiro. No ano passado, quando estreou no negócio, o armador transportou 9.500 Teus, operando com apenas dois navios. No conjunto, as quatro embarcações têm capacidade estática para levar 5.552 Teus.
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