Investimento

Maersk vai em busca de novos negócios no mar

A AP Moller-Maersk vai concentrar os investimentos futuros fora de sua companhia de transporte marítimo de contêineres, depois que seu diretor-presidente Neils Andersen disse que os recursos de uma emissão de ações de 9,2 bilhões de coroas dinamarquesas (US$

Valor Econômico
04/09/2009 07:15
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A AP Moller-Maersk vai concentrar os investimentos futuros fora de sua companhia de transporte marítimo de contêineres, depois que seu diretor-presidente Neils Andersen disse que os recursos de uma emissão de ações de 9,2 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 1,8 bilhão) provavelmente serão aplicados em outras áreas de negócios.

Andersen disse estar vendo oportunidades de investimentos nos setores de petróleo e gás, terminais de contêineres e marinha mercante não relacionada a contêineres, como os navios de sondagem e perfuração de petróleo. No entanto, no transporte de contêineres, onde a Maersk Line é a maior operadora do mundo, há um excesso de capacidade significativo e o setor deverá enfrentar vários anos difíceis.

"É claro que poderá ser muito, muito interessante ir a mercado a um preço atraente, de modo que não descartamos isso", disse Andersen. "Mas essa não será a área mais provável." Segundo ele, nas áreas de petróleo e gás e terminais de contêineres, os concorrentes poderão ser forçados a fazer desinvestimentos para se concentrarem em seus negócios principais. Em muitas áreas do transporte marítimo de cargas, os ativos poderão ficar disponíveis a "preços mais ou menos abalados".

A Maersk é uma produtora significativa de petróleo e gás, especialmente nos setores dinamarquês e britânico do Mar do Norte, e tem a maior operadora de navios-tanque para transporte de produtos de petróleo. Seu negócio de terminais de contêineres APM Terminals é o terceiro maior do setor.

Durante o boom da marinha mercante entre 2002 e 2007, a Maersk investiu bastante no transporte de contêineres, comprando a P&O Nedlloyd, então a terceira maior do setor, em 2005, para garantir sua liderança de mercado. A exposição da companhia ao transporte de contêineres agora parece que vai levá-la ao primeiro prejuízo anual de seus 105 anos de existência. Suas operações com contêineres tiveram um prejuízo de US$ 961 milhões no primeiro semestre, segundo anunciou a Maersk em 21 de agosto. O resultado levou o grupo a um prejuízo de US$ 540 milhões.

O grupo disse que está realizando a emissão de ações - a primeira operação do tipo pela Maersk - para preservar sua flexibilidade financeira. A colocação serão de ações do tipo B, mantidas pela própria companhia, que possuem apenas um décimo do poder de voto das ações A, que são controladas principalmente por trustes estabelecidos pela família fundadora McKinney-Moller. A colocação - que representa 5,7% do capital acionário da Maersk - não vai alterar o controle da família na empresa.

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