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Jornal do Commercio/RJ
Líder na produção de resinas e plásticos na América Latina, a Braskem registrou lucro líquido de R$ 556 milhões em 2007, com aumento de 561% sobre os R$ 84 milhões do ano anterior. A receita líquida cresceu 4%, para R$ 12,257 bilhões, e o lucro bruto totalizou R$ 2,117 bilhões, com alta de 13%. O lucro operacional passou de negativo em R$ 16 milhões para positivo em R$ 647 milhões.
A companhia registrou lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 1,758 bilhão em 2007, com alta de 6% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda passou de 14,1% para 14,3%.
O preço do petróleo, que baliza o valor da principal matéria-prima para produção de resinas plásticas, a nafta, foi o grande vilão do resultado da Braskem no quarto trimestre, quando a empresa, teve lucro líquido de apenas R$ 27 milhões, ante ganho de R$ 79 milhões um ano antes.
"Tivemos quarto trimestre muito atípico, muito forte em volume (de vendas)... Mas todo o impacto no aumento do custo da nafta no segundo semestre ocorreu no (balanço do) quarto trimestre", afirmou o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich.
geração de caixa. "A Braskem, ainda que pese o preço do petróleo que saiu de US$ 20 por barril, em 2002, para US$ 100 no terceiro trimestre de 2007, conseguiu melhorar de forma consistente sua geração de caixa nos últimos anos", afirmou ele.
No acumulado de 2007, a petroquímica bateu recorde de produção e vendas de resinas plásticas. Os números incluem os efeitos da aquisição dos ativos petroquímicos do grupo Ipiranga desde janeiro do ano passado.
Em comunicado, a Braskem informou que vê crescimento consistente da economia global. "Está claro também que o Brasil encontra-se mais preparado para enfrentar eventual redução no ritmo de crescimento da economia mundial", segundo a companhia.
A empresa espera expansão de 4,5% da economia doméstica e de 10% no mercado interno de resinas. Grubisich afirmou que as vendas da Braskem em janeiro e fevereiro foram fortes. Ele espera "volumes sustentados para todas as resinas no primeiro trimestre, bem alinhados com o desempenho no quarto trimestre".
O presidente da Braskem evitou fazer prognóstico sobre o movimento do preço petróleo no mercado internacional, mas mencionou a visão de analistas de que o barril da commodity caía abaixo dos US$ 90 e fique na "casa dos US$ 80 " ao longo do ano.
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