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LLX tem prejuízo de R$ 12 milhões no terceiro trimestre de 2011

A empresa do grupo EBX reportou prejuízo de R$ 12,5 milhões terceiro trimestre, aumento de 14,67% na comparação com o mesmo período do ano passado. As maiores despesas responsáveis pelo resultado foram as gerais e administrativas, que alcançaram

Redação/ Agência
17/11/2011 08:17
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A LLX Logística, empresa do grupo EBX, reportou prejuízo de R$ 12,5 milhões terceiro trimestre, aumento de 14,67% na comparação com o mesmo período do ano passado. As maiores despesas responsáveis pelo resultado foram as gerais e administrativas, que alcançaram R$ 39,5 milhões, um aumento de 48,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. De acordo com a companhia, essa variação se deu pelos gastos com pessoal e aceleração do cronograma das obras do Superporto do Açu, que foram parcialmente compensadas por outras receitas operacionais, no valor de R$ 8 milhões.

A empresa informou em seu relatório de resultados que no período compreendido entre julho e setembro foram aplicados R$ 374 milhões no Superporto do Açu, ativo que está em construção pela companhia em São João da Barra (RJ). Segundo suas contas, foram investidos mais de R$ 2,3 bilhões entre 2007 e setembro de 2011.

O valor foi investido principalmente na dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do terminal TX1, e nas obras do canal onshore do terminal TX2, que incluem a dragagem do canal de acesso e a construção das primeiras peças de concreto que serão utilizadas para elaboração do quebra-mar.

No mesmo período também foi realizada a aquisição de equipamentos como correias transportadoras, shiploader, empilhadeiras e recuperadoras, que serão utilizados para movimentação de minério de ferro, além das obras para construção do aterro hidráulico da Unidade de Tratamento de Petróleo (UTP).

Do investimento total, previsto em R$ 3,8 bilhões, R$ 974 milhões foram aplicados pela LLX Minas-Rio (composta 51% pela LLX e 49% pela Anglo American, e responsável pela implementação do terminal portuário dedicado ao minério de ferro) e R$ 2,8 bilhões serão pela LLX Açu (responsável pela operação das demais cargas, como produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, escória e ferro gusa).

A companhia, que ainda está em fase pré-operacional, estima que os investimentos para 2011 são de R$ 578 milhões. Para 2012 estão projetados R$ 872 milhões, para 2013 serão R$ 825 milhões, e para 2014, a previsão é de que o aporte seja reduzido para R$ 163 milhões, já que a maior parte já vai ter sido aplicado na área.


Destaques

A LLX apontou como fatos de destaque no terceiro trimestre a assinatura de memorando de entendimentos com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Também houve a obtenção da Licença Prévia para a instalação da siderúrgica da Ternium, que poderá produzir até 8,4 milhões de toneladas de aço bruto por ano. O projeto aprovado contempla pelotizadora e planta siderúrgica integrada para produção de aço em placas e laminados.

Além disso, em outubro deste ano a companhia assinou contrato com a empresa dinamarquesa NKT Flexibles (NKTF) para a instalação de unidade de produção de tubos flexíveis para apoio à indústria offshore no Superporto do Açu. Com início de produção previsto para 2013, a unidade será localizada na margem direita do TX2 - terminal onshore do empreendimento, e terá capacidade para produção de 250 km de tubos flexíveis por ano, além de área para armazenagem e teste de material. O investimento previsto é de US$ 200 milhões, com geração de 400 empregos diretos.

A LLX tem cerca de 70 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Entre elas está a Wisco (Wuhan Iron and Steel Co.), terceira maior siderúrgica da China, que assinou acordo com o Grupo EBX, em 2009, para associação entre as duas empresas e construção e operação de planta siderúrgica integrada no Complexo Industrial do Superporto do Açu. A previsão é que a siderúrgica tenha capacidade inicial para produção de 5 milhões de toneladas de produtos por ano e investimentos da ordem de US$ 5 bilhões.

A previsão é que o Superporto do Açu movimente cerca de 350 milhões de toneladas por ano entre exportações e importações, com destaque para o petróleo, o que o posiciona entre os três maiores complexos portuários do mundo. O início da operação do Superporto do Açu está previsto para 2013.

No mercado de ações a LLX ainda tenta recuperar seu valor de mercado. O papel ON da empresa (LLXL3) fechou a quinta-feira cotado a R$ 3,60, alta de 0,84% sobre o valor de aberturado pregão na BM&F Bovespa. Apesar desse movimento, o valor está próximo à mínimaem um ano de negociação desses ativos na bolsa de São Paulo. Em um ano o valor mais alto foi de R$ 9,36 registrado em meados de novembro do ano passado, enquanto o menor preço dos papeis foi de R$ 3,10 que ocorreu em 8 de agosto deste ano, no dia em que a bolsa despencou, coincidentemente 8,08% em decorrência do agravamento da crise da dívida na Europa.
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