Financiamento

Linha de crédito FNE SOL incentiva empresas do Semiárido a gerar energia limpa

Notícia na Hora - 28/06/2016
28/06/2016 15:35
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Empresas, indústrias, cooperativas, produtores rurais e demais agentes produtivos do Semiárido interessados em gerar a própria energia que consomem tem uma linha de crédito específica para isso. O Banco do Nordeste lançou o FNE SOL para financiar projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis (solar, eólica ou biomassa).

Desde dezembro do ano passado, quando foi lançado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), o Ministério de Minas e Energia buscar ampliar ações que estimulem os consumidores a gerar a própria energia, em especial a fotovoltaica, a partir da luz solar.

Segundo o chefe da Célula de Meio Ambiente, Inovação e Responsabilidade Socioambiental do Banco do Nordeste, Kleber de Oliveira, o FNE SOL foi pensado a partir de uma demanda dos setores produtivos, alinhada tanto à economia como à sustentabilidade.

“O primeiro aspecto é a demanda por segurança energética. Como o custo da energia é um elemento muito variável e a sinalização nos últimos períodos é de aumento constante, na medida em que possa gerar energia para seu próprio consumo, a empresa tem um ganho significativo. Também há um apelo forte das empresas que querem se alinhar com a sustentabilidade, por gerar uma energia limpa,” disse.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ceará, por exemplo, tem cerca de 80 micro (potência instalada até 100 quilowatts – kW) e mini-geradores de energia (potência instalada até 5 megawatts – MW) distribuída entre consumidores residenciais e comerciais.

Segundo o arquiteto Gabriel Freitas Vilela, a energia elétrica consumida em seu escritório em Fortaleza é gerada a partir de 24 placas fotovoltaicas instaladas sobre o telhado da edificação.

A decisão de gerar a própria energia foi tomada há 1 ano e 4 meses a partir da expectativa de aumento da conta de energia e também como forma de investimento. Todo o projeto, incluindo estudos, equipamentos e a aprovação da instalação, custou cerca de R$ 40 mil.

Dependendo da época do ano, quando há sol constante, a central geradora chega a gerar 1 MW. No geral, a energia solar rende ao escritório uma economia de até 90% na conta de luz. De acordo com Vilela, os 10% restantes equivalem ao custo de disponibilidade, cobrado pela companhia energética pela ligação da central à rede, e à taxa de iluminação pública.

“É um investimento muito bom e também não sabemos como ficará a situação da energia do país a longo prazo, por depender da chuva. Por outro lado, o sol está sempre aí. Principalmente para nós aqui no Nordeste, que temos essa característica de sol muito forte, acredito que é a melhor solução de energia”, disse Vilela.

O FNE SOL usa recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e pode financiar até 100% dos projetos de geração de energia. O crédito tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência. O público-alvo da iniciativa são agentes produtivos localizados na área de atendimento do Banco do Nordeste, que abrange os nove estados do Nordeste e também o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

 

 

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