Energia elétrica

Light tem lucro líquido de R$ 124 milhões em 2017 e reverte prejuízo de R$ 313 milhões do ano anterior

Redação/Assessoria
28/03/2018 10:42
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A Light S. A., holding que atua nos segmentos de distribuição, geração e comercialização de energia elétrica, obteve, em 2017, lucro líquido de R$ 124 milhões, revertendo prejuízo de R$ 313 milhões do ano anterior, resultado impactado pelo aumento do Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) específico da distribuidora, mesmo considerando o impacto da queda do GSF na geradora. O Ebitda do segmento distribuição cresceu 69,8% ante 2016 e chegou a R$ 1.485 milhões, principalmente pela redução das perdas, pela melhor gestão de custos e pela Revisão Tarifária em março de 2017.

Levando-se em consideração o Ebitda de toda a Light S.A., chegamos ao valor de R$ 1.976 milhões em 2017, 38,5% superior ao de 2016. Somente no 4T17, alcançou R$ 771 milhões, 56% acima do 4T16.

Em relação apenas ao quarto trimestre do ano passado (4T17), o lucro líquido foi de R$ 91 milhões, também revertendo valor negativo de R$ 194 milhões do mesmo período de 2016 (4T16).

Medidas de Combate às Perdas de Energia

As perdas não técnicas seguem trajetória de queda e encerraram o ano de 2017 em 21,92% da carga-fio (toda a energia que é distribuída pela empresa), ou seja, 0,62 ponto percentual (p.p) inferior ao de dezembro de 2016 e representando queda de 2,01 p.p. ante março do mesmo ano, quando houve o início da atual estratégia de combate ao furto de energia.

Nas áreas possíveis (locais onde a Light consegue atuar), as perdas totais no 4T17 atingiram 15% da carga-fio, percentual inferior ao 3T17, assim como nas áreas de risco (onde a Light somente atua com condições de segurança), que apresentaram redução para 80,4% da carga-fio contra 81,3% no 3T17. Neste ano, foram feitas 509,1 mil normalizações de clientes, 51,2% a mais do que em 2016, e o número total de medidores eletrônicos instalados chegou a 898 mil.

Melhoria na qualidade do serviço

A nova estratégia de perdas, associada aos investimentos em distribuição de energia, trouxe resultados significativos para os índices de Duração Equivalente de Interrupção (DEC) - número médio de horas que um consumidor fica sem energia elétrica em um ano - e Frequência Equivalente de Interrupção (FEC) - número médio de vezes em que houve interrupção do fornecimento de energia durante um ano.

O DEC chegou a 9,15 horas em dezembro, melhora de 11,0% em relação ao 3T17 e 19,7% abaixo do nível pactuado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para 2017 (11,39 horas).

Já o FEC alcançou 5,26 vezes no período, queda de 5,1% em relação ao nível do 3T17 e 12,2% abaixo do nível pactuado com a Aneel (5,99 vezes).

Os investimentos em distribuição de energia somaram 84% (ou R$ 627 milhões) dos recursos aplicados pela Light neste ano (R$ 744 milhões). Somente no 4T17, foram investidos R$ 205 milhões, 29,4% a mais que no 4T16.

Dos R$ 627 milhões, R$ 378 milhões (60% dos recursos) foram aplicados em reforço das redes subterrânea e aérea e expansão, e R$ 222 milhões (35%) no combate ao furto de energia.

Consumo, taxa de arrecadação e dívida

O consumo total de energia na área de concessão da Light, no trimestre, apresentou aumento de 0,4% sobre o 4T16, alcançando 6.559 GWh, explicado principalmente pelo crescimento do mercado livre de energia e pelo incremento das classes residencial (1,6% em relação 4T16) e industrial (4,7% ante o 4T16).

A Taxa de Arrecadação da distribuidora em dezembro de 2017 chegou a 97,3%, desconsiderando o impacto de Recuperação de Energia, com destaque para o segmento de varejo, que atingiu 96,6%.

A Light encerrou o 4T17 com dívida líquida de R$ 7.206 milhões e o indicador de covenants (Dívida Líquida/Ebitda) em 3,14 x (vezes) em comparação com 3,72x no 4T16, mantendo-se abaixo do limite de 3,75x estabelecido contratualmente com bancos credores.

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