O presidente moçambicano, Armando Guebuza, defendeu a aposta do seu governo na promoção dos biocombustíveis, considerando que "não há motivos para conflitos" com a população das zonas rurais do país.
Mais de uma dezena de empresas estão atualmente envolvidas na produção de matéria-prima para a geração de biocombustíveis em Moçambique, suscitando o receio de conflitos com os camponeses devido à procura de melhor terra e de água.
Falando na abertura da 45ª Feira Internacional de Moçambique (FACIM), na segunda-feira, o chefe de Estado moçambicano indicou a aposta nos biocombustíveis como uma das soluções para reduzir a dependência externa do país em relação aos combustíveis tradicionais.
Armando Guebuza afirmou que a crise provocada pelas oscilações do preço do petróleo no mercado internacional tem fragilizado a capacidade do país de financiar a economia.
Por outro lado, para manter as importações de combustíveis fósseis, o Estado tem sido forçado a desviar verbas de outras despesas, reduzindo o esforço de combate à pobreza, acrescentou o chefe de Estado moçambicano.
Nessa perspectiva, "a redução da dependência relativamente às importações de combustíveis passa pela busca de alternativas, como a geração de biocombustíveis", assinalou.
Sobre o impacto da atividade de produção de biocombustíveis no país, o chefe de Estado moçambicano realçou que "não há motivos para conflitos, pois a opção pelos biocombustíveis pode complementar os esforços de luta contra a pobreza no país".
Por outro lado, a disponibilidade de terra não cultivada no país torna possível compatibilizar a produção de biocombustíveis e a de alimentos, citou ainda Armando Guebuza.